Entradas do Julho 2008

Credibilidade e lixo, o que fazer?

Julho 21, 2008 · 7 Comentários

Minha sensação é de volta ao passado. Explico: Márion me assustou muito, durante o Media On, quando deixou escapar que jornalistas deveriam ser jurados diante do “show de calouros” que acontece na internet. Hoje o lixo da internet ainda assusta quem comanda os projetos dos grandes grupos com foco em redes sociais. O desafio é o mesmo: o que fazer com lixo diante da credibilidade? 

Deixa ele existir no lugar certo. Lembra do contexto? Pois, então, se o internauta está dentro de um site de conteúdo atrelado à uma comunidade, ele reconhece a diversidade da rede que acontece a partir da produção de conteúdo. Não é preciso julgá-lo. Cada qual defenderá sua bandeira e é justamente isso a graça do conteúdo colaborativo. Somente a diversidade ( leia-se lixo, bom senso e qualidade) pode construir e formar conteúdos claros, objetivos e inteligentes.

Eita, peraí, e a minha responsabilidade institucional? Sem dúvida nenhuma, ela precisa ser revista. Quando não há mais autoria individual de um único conteúdo tudo é colocado em xeque-mate. Talvez seja papel dos gestores desses sites definir muito bem onde está e quem é que faz o quê dentro de um site para que a discussão de direitos autorais evolua também e a responsabilidade passe a ser cada vez mais coletiva. Afinal como uma ação coletiva pode ter responsabilidade solitária?

Mas, calma!, os conteúdos não ficam prontos como uma notícia ou uma reportagem. Conteúdo colaborativo é feito no decorrer do TEMPO, e detalhe, torna-se claro, objetivo e inteligente de acordo com a pessoa que o lê. Por isso, a importância da arquitetura de informação para deixar o lixo no lugar certo. Mas será que é papel do jornalista determinar o que é relevante para minha comunidade?

Nem sempre. Mas, com certeza, ás vezes, SIM! É preciso também organizar seu site para permitir que a rede determine o relevante de agora. Sim, desta vez, não há apenas um olhar, uma informação, uma matéria acabada. Isso é coisa de jornalismo. Em sites de conteúdo atrelado à comunidades, não há quem dita as regras. E, o melhor de tudo: não há modelo certo pra manchete bombástica! Afinal, a rede é mutante. Amanhã a manchete que deu certo ontem, não funciona. E o que funciona, então?

Respeito pelo que o outro considera relevante agora. Como descobrir isso? Leia os blogs dos seus produtores de conteúdo, adormeça em cima do Google Analytics e, principalmente, faça parte do seu público. É, por isso, que acredito que seja fundamental para sites de conteúdo colaborativos que o gestor da informação viva aquilo que faça parte da rotina do seu público. Sim, deve ser requisito ter a mesma idade, mesmo perfil e a mesma vivência do seu público. Não há ninguem que entenda melhor um adolescente que outro adolescente. Assim como só mesmo uma mãe para entender a dor e alegria de outra mãe. E por vai…

Diversidade na gestão de sites desse tipo é crucial para sucesso. Pelo menos, essa é minha opinião. Aliás, esse o grande barato de fazer site de conteúdo para comunidades de nicho. Acabou-se o perfil do chefe. Ninguém manda. Todos ensinam e aprendem. Cada gestor precisa ficar de olho na rede de interlocutores que ele representa, seja ela o próprio público, os editores do papel, a blogosfera de nicho, os arquitetos de informação, os doentes pela otimização do site, as listas, os fóruns, os donos do negócio, ufa!, quanta gente! É verdade! Por isso, uma equipe diversificada que tenha a MESMA FUNÇÃO, o mesmo salário, a mesma competência, talvez, comece a fazer sentido na hora de produzir tanta coisa diferente que exigem os sites de mídias sociais, ou redes sociais, ou agregadores de blogs, ou…Afinal, o que somos, quem somos e pra quê somos?

Estou perdida diante de tantos experimentos com alguma coisa em comum. Preciso saber onde me encaixo. Odeio não saber definir Quem já no rodapé do meu post. Se um velho editor estivesse aqui e começasse a cortar pelo pé, muitos não perceberiam a salada mista que se tornou falar jornalismo colaborativo, mídia social, rede social, rede de blogs, comunidade e por aí vai. Quem é quem neste mundo de experimentos? O que se faz igual e onde somos completamente diferentes? Qual postura que devo ter diante daquilo que faço agora? Credibilidade deve ficar onde dentro do meu site social? Afinal, onde é preciso o mesmo rigor da ética do jornalismo?

Tenho uma infinidade de perguntas agora na minha mente. Mas a principal delas, talvez, seja descobrir exatamente o quê e onde. Eu não tenho dúvida de que credibilidade e ética ( o quê) são necessários, mas onde ela deve ser levada a ferro e fogo como geralmente nós, jornalistas, estamos acostumados é algo que precisa ser revisto. Afinal, ética se aprende casa. E pessoas têm olhares sobre ética completamente diferentes por mais que ela seja uma só.

PS: esse é um dos fragmentos que resultou da minha participação no NewsCamp, organizado por mim e pelo Edu Vasques, neste sábado (19/07), no Espaço Gafanhoto. Você pode continuar essa desconferência aqui na caixinha de comentários. Seja bem vindo!

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Ser ou não ser, eis a mídia social!

Julho 19, 2008 · 3 Comentários

Quer entender o porquê é tão nebuloso e confuso fazer um plano de negócios pra um projeto de mídia social? Defina o que é seu projeto em poucas palavras. Então, vamos lá: eu quero fazer um site de conteúdo produzido a partir da participação do internauta. Ah! então você quer fazer um site no estilo do Digg? Não. O Digg não é um agregador de notícias? Acho que sim. Então pode até ter um agregador de blogs no meu site, mas quero que o internauta produza conteúdo de acordo com seus interesses.

Ué então quer um site de jornalismo colaborativo igual o OhMyNews? BrasilWiki? Não meu foco não é jornalismo, talvez seja a construção de narrativas por diferentes pessoas. É um site de nicho feito por pessoas comuns. Hummm, seria então no estilo Overmundo? Também não porque não quero um site cujo layout privilegie a produção: publicar colaboração, filas de edição, filas de votação. 

Qual é o nicho do site? Puericultura, família, cultura infantil o nome do site vai ser igual do meu blog Desabafo de Mãe. Eu vou escrever no site assim como monte de mãe pode escrever, entendeu? Ué, mas isso é blog. Não porque a idéia é juntar mães, pais, professores, produtores culturais, toda cadeia de relacionamento para formação do ser humano, entende!?

A partir dessa comunidade, a mãe pode ter coragem além de desabafar como faz no Orkut e conversar como faz nos blogs falar sobre livro, teatro, música, enfim, é uma forma de democratizar a informação da cultura infantil e de outros assuntos que não são tratados na mídia convencional. Você já viu a pauta deste segmento? O foco é só em saúde e comportamento. Ah! então quer montar uma comunidade igual o BabyCenter só que com foco em cultura infantil? 

Também não. Até precisa ter os elementos de comunidade como perfil dos membros do site, mas Babycenter é fruto de uma agência de notícias da área de saúde, agrega um monte de revistas, o foco deles é a comunidade de leitores. É diferente! Isso toda revista ou jornal vai ter que fazer na web, querendo ou não. O foco deles não é oferecer o conteúdo do internauta, mas conteúdo deles. Essa é a diferença principal entre a comunidade de leitores e o meu site.

O Desabafo seria o canal de informação da rede de mães, de pais, de professores, de psicológos. Ah! acho que estou entendendo. Parece legal, mas isso já não acontece a partir da leitura e relacionamento entre os blogs de nicho?

De forma caótica, né. Imagina isso organizado num lugar onde há uma equipe de jornalistas que tem papel de orientar e estimular este conteúdo? E o que esses jornalistas fariam? Produziriam conteúdo, ué. Uai, mas então volta a ser igual Baby Center. Nãooooooooo. De jeito nenhum. Você não está entendendo nada. Então, me explica.

O Desabafo não vai fazer uma reportagem da maneira convencional. Isso jornalista faz super bem e vai continuar fazendo sempre muito bem e cada vez melhor com a gestão da comunidade dos leitores. Não é à toa que a gente tem as velhas regrinhas de lide, apuração, imparcialidade, lembra? Nosso propósito é outro. Você passa apenas a costurar aquilo que o próprio internauta já produziu seja no blog dele, na minha rede, no Orkut, entende? A gente até precisa recomendar essas comunidades como BabyCenter e a Crescer porque eles são os veículos de comunicação do segmento que tem o papel principal de informar. O modelo deles é produzir conteúdo e eles também vão precisar serem gestores de redes sociais. O nosso é inverso precisamos ser gestores de redes sociais para produção de conteúdo acontecer, entendeu? HUMMMMMM…

Nosso papel é permitir que a comunidade inteira se expresse e descubra as suas próprias informações. É um espaço de formação de leitores, produtores que se relacionam entre si. Vamos permitir que eles se conheçam através do nosso site. Ichiiiiiiiiiiiii, negócio confuso, Ceila. Mas eu gostei, vamos montar esse troço! Sério que você topa montar isso, Su. Eu topo, mas você tem idéia de como montar isso? Não, mas isso a gente descobre na internet. Então, vamos pesquisar!

PS: esse post não retrata fielmente o papo que eu tive com minha sócia Sueli Sueishi quando pensei em montar o Desabafo de Mãe. Mas, talvez, seja esse o papo que um empreendedor possa ter com seu amigo na hora de montar seu projeto de mídia social. A diferença é que no ano de 2006 a gente não conhecia nem sabia tudo isso e começamos com planilhas, orçamento, editais, os quais nos levaram a enxergar que precisaríamos esperar até 2010 pra ganhar dinheiro com site Desabafo de Mãe. E você acredita que um site de conteúdo com foco em mídia social e de nicho pode ser viável no Brasil?

Antes de fazer seu comentário aqui com a resposta, leia o post da Raquel Recuero: Social Media Overload! Eu copio a seguinte frase que considero mais importante:

Minha maior preocupação é que esse social media overload vai acabar com ferramentas que todos usamos hoje, matar blogs que eu realmente gosto e mesmo dificultar o uso de outras ferramentas. E tudo porque, basicamente, os usuários de mídia social estão ali para um propósito básico: comunicar-se e ampliar sua rede social e não para fazer ou receber propaganda. Qualquer ruído nesse processo pode levar ao abandono da ferramenta e à dispersão da atenção, com um conseqüente decréscimo do uso.

Meus dois centavos a respeito disso tudo: Mídia social precisa ser usada com inteligência e responsabilidade para marketing.

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A escolha do CMS (Upgrade)

Julho 15, 2008 · 15 Comentários

Eu ainda continuo divagando, procurando respostas, e (olha como sou teimosa!) expressando minha opinião sobre aquilo que ainda não sei. Minha divagação continua em CMS.

Pela minha experiência pessoal, acredito que existem alguns caminhos para escolha do CMS. Eu conheço três: CMS proprietário, CMS de código aberto ( software livre) e ainda o desenvolvimento do zero. Atenção: Essa informação é resultado da minha experiência pessoal, não se trata de uma reportagem, artigo ou texto informativo, ok? Há especialistas em programação que podem lhe explicar melhor sobre as opções de CMS.

Quando decidi montar o site, eu sabia que queria código aberto e iria pagar a licença pelo uso ou desenvolvimento. Minha dúvida era se tal desenvolvimento podia ser em PHP, Java ou Ajax. Agora, descobri que pode! No passado, só ouvia a siglinha PHP. Pelo que entendi a linguagem mais usual para web sites é PHP. Ufa! Conhecimento assimilado e nova questão: você precisa entender as vantagens de cada linguagem?

Entender as diferenças entre PHP, Java e Ajax realmente não é crucial para montar seu web-site, mas no mínimo precisa saber das vantagens de cada linguagem (características de cada tecnologia). Antes de decidir entre elas, entretanto, é crucial que você pense no perfil dos programadores atuais do mercado brasileiro porque desenvolvimento exige suporte, certo? E hoje sabe-se que há um volume representativo de programadores em PHP, mas alguém sabe responder a proporção de especialistas nas respectivas linguagens pra fazer site de conteúdo? Detalhe: que seja acessível para empreendedores amadores, ok?

Não tinha em mente, entretanto, que o desenvolvimento poderia ser baseado em um dos CMS de código aberto disponíveis. Detalhe: apesar de ler e ouvir muita informação sobre os tais CMSs de código aberto do mercado. Por essa razão, talvez, nunca tenha ouvido muita coisa que profetizavam ao meu lado nem feito a pergunta certa. Só agora as informações soltas tornaram-se o seguinte conhecimento: seu sistema de publicação pode ser customizado. Para isso, você tem a tal montanha de CMS ( link indicado pela Lúcia Freitas), os quais são escritos em diferentes linguagens Java, PHP, Ajax, entre outras. Ufa! Esse processo foi bastante dolorido e a descoberta dele me fez escrever o post Como não fazer um site de Mídia Social (CMS) , bastante confuso (é verdade), mas extremamente real e verdadeiro. E minha grande indagação a partir desta descoberta é: Como descobrir os propósitos dos CMSs mais importantes para entender qual é o mais adequado para atingir seus objetivos?

Qual deles devo usar? E quanto custará a customização de cada um deles? Essa é uma encruzilhada complicada se você não tiver nenhum conhecimento sobre CMS nem um amigo do amigo que sabe tudo, mas tudo mesmo sobre sistemas de publicação.  Explico: você só entra nesta etapa da escolha do CMS depois que, no mínimo, teve uma idéia, transformou ela em projeto, estabeleceu os objetivos, descobriu o básico da Arquitetura de Informação ( leia esse tutorial, muito bom!)  e a partir desses objetivos definidos pode escolher um CMS mais adequado para seu site de conteúdo. Mas qual deles é o mais adequado com seus objetivos?

No extinto blog Metamorfose, eu comecei a escrever posts a partir da leitura de blogueiros especialistas e, na leitura que tive do Arquivo de Bruno Alves, a relação da escolha do CMS e o estágio do blogueiro ficaram bastante claras. Então, concluir que a escolha do CMS para sites de conteúdo têm uma relação importante pode não ser idiota nem confusa. Ou seja, entender o propósito de cada CMS pode lhe ajudar muito na hora da sua decisão pelo sistema de publicação. É por isso que afirmo no post abaixo: Primeiro responda o que é o seu site? E descubra se você precisará de Joomla ou Drupal. E acrescento: Ou, talvez, WordPress, Plone, Pligg…

Eu já comecei a questionar blogueiros especialistas sobre os propósitos e enfâses dos CMS de códigos abertos mais importantes, mas se você tem espirítio colaborativo, dê sua opinião aqui e agora. Lendo blogs e conversando com alguns amigos, já descobri algumas coisas ( além da tabelinha citada acima) li muito sobre o quanto o sistema WordPress é mais otimizado (SEO) que os outros. Enfim, se o Woprdpress é ideal pra quem prioriza SEO, qual sistema é ideal para quem vai montar um site de produção de conteúdo coletivo?

Outra conclusão sobre o WordPress é sua referência como melhor sistema de publicação para blogs. É bom lembrar, entretanto, que o site do Ministério da Cultura é feito em WordPress. Não estou afirmando que WordPress é SÓ pra blogs, mas apenas que é um sistema que tornou-se referência para essa forma de se comunicar na web, ok?

Óbvio que você jamais conseguirá saber da ênfase de todos CMS (não estou falando que isso é necessário, peloamordedeus!). É bom, entretanto, que você saiba quais são os sistemas mais utilizados na área em que atua. Então, responda-me: quais são os CMS mais utilizados pelos sites de conteúdo? Eu não sei. Alguém sabe?

Ouvi falar muito do Zope quando atuava dentro da redação online (2000-2005), mas tem de tudo nessa área, inclusive muitas soluções proprietárias como a Notitia (já ouvi que a Veja tinha utilizado tal sistema, mas nunca confirmei). O site do Master em Jornalismo,  foi desenvolvido em Ajax e a Agência Brasil, em Plone. O Centro de Media Independente foi desenvolvido em Java com CMS mir indymedia

E quais são os CMS mais utilizados pelos sites de produção coletiva de conteúdo?
O James Della Valle apresentou, nesta semana, o Futebar na lista do JW que utiliza o CMS Pligg que de acordo com ele é o mesmo utilizado pelo Overmundo e LinkkUpgrade:ATENÇÃO: o Overmundo foi desenvolvido em PHP do zero, segundo informa Felipe nos comentários deste post. Conversei com ele via email e obtive a informação que ele faz parte da equipe do site. Ele ainda informa que: “o sistema é distribuído gratuitamente em GPL, e nas próximas semanas devemos publicar uma versão muito mais amigável que a atual, completamente reescrita, facilitando a adaptação e o uso por outros sites”.  O Radar Cultura foi desenvolvido em Drupal. Vocês conhecem algum site de conteúdo nacional em Joomla?  Existe alguma lista de sites de conteúdo com seus respectivos sistemas? Essas são minhas dúvidas e buscas de agora. Daqui meia hora, um mês ou amanhã tudo isso poderá não ter nenhum sentido pra mim. E pra você  tem algum sentido?

Links Relacionados:
Como Não Fazer um site de Mídia Social? ( CMS)
Como fazer um site de Mídia Social?

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Como Não fazer um site de Mídia Social? (CMS)

Julho 1, 2008 · 24 Comentários

Eu poderia começar este post dizendo que é crucial que antes de descobrir o que é Webdesigner, programador, HTML ou arquiteto de informação que você saiba exatamente seus objetivos e defina em poucas palavras O que é o seu site. Mas, você vai me responder: PUTZ, que ódio outro artigo sobre Plano de Negócios?

Parece simples, né. Também achava que tinha tais respostas na ponta da língua, mas só agora descobri que demorei dois anos para responder as duas questões básicas do Plano de Negócios. E sabe o que é o pior? Ainda não tenho certeza se tais respostas estão certas.

Mas tudo indica que (ufa!) sim. Então, senão quiser passar pelo que passei, volte lá no Google e leia aquela avalanche de informações sobre plano de negócios. Eu indico o site Avellar & Duarte. É o único lugar que lhe dá passo-a-passo do que você tem que fazer para montar seu site de conteúdo.

Não adianta enviar dezenas de emails para quem é considerado bambamban de cada área, conversar com todos empreendedores da web e ainda colocar todos os custos na ponta do lápis. Isso não lhe trará respostas. Pelo menos, comigo foi assim. Todos vão lhe responder os emails, mas ninguém vai lhe dar a resposta que você procura. Motivo? Você ainda não tem a mínima idéia do que precisa saber: SEO, Marketing Digital, Mídia Kit, Audiência, CSS?

Calma! Nada disso vai ser importante agora. Primeiro responda o que é o seu site? E descubra se você precisará de Joomla ou Drupal. Essa tabela ajudará você a definir o que é seu site, principalmente, se sua aposta é em um site de relacionamento, de produção de conteúdo colaborativo assim como Desabafo de Mãe. Você ainda ouvirá termos como Xoops, Plone e até o famoso WordPress que eu imaginava que era sistema feito para gerir conteúdo somente para blogs ( Veja lista de sistemas na wikipédia). 

Você terá um desafio enorme para descobrir as diferenças de cada um deles. E, detalhe: os especialistas estarão do seu lado falando sobre isso, mas você nem perceberá porque não tem a mínima idéia do que se trata.

Drupal, Xoops, WordPress, Joomla, Plone são os sistemas, conhecidos como CMS ( Content Management Systems), responsáveis pela dinâmica do seu site e atualização do conteúdo. É o gestor do site de conteúdo. Sabe como alguém pode estar falando disso pra você? PHP .

Sim! P-H-P por causa dessa sigla, talvez, você não ouça os nomes dos CMS disponíveis. Afinal, você vai ouvir que precisa de alguém que entenda de PHP sempre que questionar por onde começar…A resposta será a mesma quando questionar o programador, o amigo que tem site, enfim, de alguém que talvez você contrate para lhe salvar desse caos que é decidir pelo CMS do seu site.

Até já ouviu que PHP é uma linguagem, Drupal é um sistema de publicação e o Joomla foi motivo de festa na lista do Radinho. Porém, o Tico e o Teco não consegue relacionar o óbvio. Como assim?

Talvez porque há ainda muitas lacunas nessas conversas. Como jornalista, eu sabia que PHP é apenas uma linguagem que tem milhares de programadores que sabe escrevê-la. Em função disso, a segurança é quase zero (fácil de ser escrita qualquer um pode invadí-la). Como empreendedora eu descobri que: lhe garanto que a maioria não saberá entender o que o outro escreveu. Mesmo documentado, sacramentado, enfim ter a documentação do seu código-fonte não adiantará nada quando você muda de programador. Agora, respondam-me peloamordeDeus, a linguagem do Xoops, Drupal, WordPress, Plone e outros é PHP? Poderia ser Java? Quais CMS são desenvolvidos Java? Há chance de PHP ser Java, ou vice-versa?

Tudo indica que todos esses CMS são escritos em PHP. Veja o que o Google me mostra quando faço essa pergunta a ele: Br-Linux: Apertem os cintos

Você vai ler muito sobre cada CMS quando descobrir que precisa desse sistema de publicação, mas Ninguém vai lhe ensinar como funciona cada um dos CMS para que você tenha condições de definir qual caminho vai tomar diante daquilo que você quer para seu site. Pelo menos, eu nunca achei nenhuma informação antes de errar, errar, errar, errar, errar e errar muito. E dá-lhe mais errinhos. Gastei 20 mil reais até agora com Desabafo de Mãe e pasmem! não tenho o CMS certo para o que eu quero.

Quanto custa a programação do meu site?
Entre 10 mil e 50 mil reais – esse é o valor de um projeto de um site de conteúdo do porte do Desabafo de Mãe, mas no mundo Faça você Mesmo ele sairia de graça. Eu ainda não entendi nada para escrever esse artigo, mas acredito que os tais CMS são software livre, o que indica que você pode desenvolver seu site sozinho sem pagar nada pra ninguém. É por isso que quando falo que gastei 20 mil reais com programação e designer do Desabafo de Mãe, todos me criticam dizendo que sou louca?

Mas não pense que brincar de fazer site é igual montar seu blog no WordPress levando uma caixinha pra lá e pra cá… Já ouviu falar dos plugins?

Você precisará usar aquele sistema de “graça”, aberto e que pode ser alvo de conversas madrugadas afora com outro programador apaixonado pela linguagem para CONFIGURAR o mundo livre de acordo com seus objetivos. Ou seja, se está disposto a dar uma de programador e sabe inglês, basta fazer busca no Google e começar a montar seu site. Não deve ser nada simples, mas parece que é assim que funciona. Por isso, todos se espantam quando afirmo que gastei dinheiro com Desabafo de Mãe, né?!

Por outro lado, sempre que converso com alguém que sabe PHP ou falam do CMS Drupal, Joomla e por aí vai, eles não sabem fazer o webdesigner – a carinha do seu site. E, detalhe: não faça a carinha do seu site somente no papel, dê uma boa lida nos conceitos de Arquitetura de Informação antes de contratar o serviço do cara que fala sobre usabilidade, layout, mapas de navegação. Entenda tudo sobre sistema de rotulação, navegação local, organização top-down ou bottom-up. Faça esse dever de casa antes de contratar um programador, webdesigner ou agência. Senão, você vai se ferrar.

Ah! Tem um detalhe: você também pode aprender HTML e fazer o layout do seu site sozinho. Afinal, vivemos no mundo Faça você Mesmo! Eu não recomendo porque, infelizmente, nasci na geração TI sem saber o básico para fazer aquilo que amo: escrever, organizar informação, intermediar redes, editar textos e por aí vai. Mas, responda-me: jornalista precisa ser webdesigner e programador? Eu já me antecipo que no mínimo você precisa saber os conceitos de AI.

Links Relacionados:
Como fazer site de Mídia Social?

Upgrade: Em função de comentários e posts-”resposta” a este texto, gostaria de esclarecer que meus desafios técnicos fazem parte da minha experiência pessoal, a qual não tem nenhuma relação com demais profissionais que participam do projeto Desabafo de Mãe. É importante ressaltar também que o Mídia Social é apenas um blog de quem não tem nenhuma intenção de se tornar um veículo informativo, canal de informação ou espaço de articulista.

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