Registrar coisas é o melhor hábito que adquiri a partir do uso da ferramenta blog. E a principal razão disso não é apenas o conhecimento que tive a partir das conversas que rolaram por aqui, mas principalmente pela atitude de pensar escrevendo, repensar lendo e voltar para esse ciclo mais madura. Essa prática é crucial para montar um projeto de mídia social como Desabafo de Mãe porque estimula minha mente a criar uma rotina de “costura”. Tenho absoluta certeza, apesar de saber que nada sei, que “costura” é o principal aprendizado para escrever na web, para publicar na web, para organizar a informação na web e, mais, para criar sua estratégia na web. Afinal, somos fragmentos, né! E temos força, um poder “assustador” quando nos tornamos TODO.
Divagação demais? Tá, tá, eu sei ando muito reflexiva, costurando tanta coisa e, o melhor, não acordo mais de madrugada por causa de uma idéia. Se ela realmente é boa minha mente trará ela na hora certa. Aprender isso faz um bem danado para manter minha família sadia (risos). Afinal, não somos nada sem cuidar daquilo que a gente ama. E como somos fragmentos não amamos só a web, a idéia, o projeto, as pessoas, a leitura, a construção de narrativas, amamos também o outro que nos constroi como humanos capazes de se apaixonar por uma “sociedade em rede”, né? Então, dormir é fundamental.
Mas, antes que isso vire post para o Desabafo de Mãe, minha intenção aqui é dizer: escreva, escreva e escreva antes de definir Ser ou não ser, eis a mídia social?, leia, leia, leia… antes de começar A escolha do CMS e esqueça dos números divulgados e não olhe para mundo quadrado da continha 80/20. Eu lhe garanto, agora que já passei por esses erros acima, que esse não é o TODO. Olhe para o cara que você lê ao lado. São tantos que haja hiperlink ( cito o Pedrinho porque tem Jornal dos Debates, mas podia ser o José Murilo, que tem Global Voices e ainda assim falta citar Outrolado, Overmundo e tantos outros projetos que têm a participação do internauta como parte essencial da produção de conteúdo. Ou seja, nosso maior ativo). Pensar em projetos onde a força produtiva não esteja somente na sua prática de blogar ainda é muito novo para usar referências tão antigas que estão em plena transformação. Por isso, todo cuidado é pouco, mas registrar é essencial para as próprias melhorias. Parece dúbio, e é! Mas também é totalmente integrado. Explico: gerenciar conflitos é a arte de fazer mídia social! Experiência própria: não há nada melhor que blogar para ficar frente a frente com essa prática ( gerenciar conflitos).
Tenho a sensação de que blogar lhe ensina ter mapas mentais – um mecanismo crucial para entender o desafio da relação entre Construir um NewsCamp é pura Arquitetura de Informação. Por mais que FOCO seja uma convenção para tudo na vida, a sensação de ter foco no projeto web mal pensado é tão grande que nem desconfia que precisa voltar de novo, de novo e, de novo na definição do seu negócio. Eu já percorri todos os pontos de um plano de negócio milhares de vezes durante dois anos – período em que o desabafo nasceu blog, virou site, morreu site, nasceu de novo site e, agora, tô aqui mais uma vez tentando descobrir uma mensagem clara e definitiva do que é este site. Pois bem, é um site de conteúdo que reúne três conceitos: blog, comunidade e participação do internauta na produção de conteúdo. O resto dessa definição ainda é segredo. Ufa! Sai, enfim, da primeira perguntinha: O que seu site?
Agora sim começa meu quebra-cabeças!
4 respostas Até agora ↓
Rodrigo Padron // Agosto 20, 2008 às 10:52 pm |
Ceila, vc traz para o seu artigo algumas provocações bastante interessantes. Produzir e compartilhar, mesmo que tenha de mudar minha opinião mais adiante. É uma delícia – sem medo de errar e, muitas vezes, de acertar também.
Registrar é uma forma de marcar uma experiência. Nos tira dos pensamentos de rotina e nos leva para algo diferente.
Ceila Santos // Agosto 21, 2008 às 7:01 pm |
Oi rodrigo, que bom ter uma visita sua por aqui. Obrigada por compartilhar das minhas divagações e adorei a frase: “registrar é uma forma de marcar experiência’ Acho que era exatamente isso que queria dizer. bjkas e até próxima!
Alexandre Carvalho // Agosto 29, 2008 às 4:10 pm |
“escreva, escreva e escreva antes de definir Ser ou não ser, eis a mídia social?, leia, leia, leia… antes de começar A escolha do CMS e esqueça dos números divulgados e não olhe para mundo quadrado da continha 80/20.”
Mas quem é que já pensa em criar um blog com todas essas coisas na cabeça? Só os paranóicos que resolvem, da noite para o dia, entrar nessa pensando primeiro em ganhar dinheiro, deixando o conteúdo (e o público) em segundo plano. É algo que muita gente picareta tem feito ultimamente, às custas dos paraquedistas.
Blogar era muito mais divertido há cinco anos, quando não existiam Technorati, BlogBlogs etc. Bastava apenas escrever e conquistar um público fiel. Nada mais.
Ceila Santos // Agosto 29, 2008 às 5:52 pm |
Caro Alexandre,
Eu não considero o Desabafo de Mãe, um blog. E respondendo a sua pergunta: eu não sei quem vai pensar no que eu preciso pensar caso tal pessoa tenha a intenção de criar um blog. O Desabafo de Mãe é um projeto que usa também a ferramenta blog assim como Jornal de Debates, entre outros projetos. Isso não significa que o Desabafo de Mãe seja exclusivamente um blog e que o modelo comercial dele esteja baseado no modelo dos blogs profissionais.
Blogar continua divertido pra quem escreve e conversa com seu público. Conheço muitos blogueiros que nem tem idéia do que é blogblogs e muito menos technorati…e nem imagina do que vc tá falando quando cita paraquedistas. Eles não se preocupam com a audiência, mas muitos têm uma audiência espantosa. Outros, nem tanto. Mas gosta do ato de registrar o aprendizado ou outra coisa qualquer… Tudo depende do interesse, né?
Eu, por exemplo, adoro blogar aqui e não sigo a regra nem da atualização diária. pq é meu cantinho de registro e aprendizado e também uma forma de eu contar sobre a minha experiência como idealizadora do Desabafo de Mãe.
No blog do Desabafo, a atualização é diária e continuo conversando e escrevendo com muito prazer para um público que não representa uma audiência considerada para publicidade. Mas tive uma experiência no Freelancer que jamais voltaria a adotá-la. Não sei por qual razão, mas no freelancer me preocupava com rumo profissional como se aquele lugar precisasse seguir modelos que davam certo e envolviam profissionalismo, grana….Graças a deus, matei o blog e consegui enxergar meu erro(ufa!)
bjkas e obrigada pela participação e visita!