Entradas do Novembro 2008

Eureca do Link

Novembro 29, 2008 · Deixe um comentário

Esse título foi copiado de uma frase do livro A Cultura da Interface ( que continuo nos primeiros capítulos – vergonha!), onde Steven Johnson começa a explicar sobre o mal uso do verbo surfar para a “navegação” da web. Ele explica que o verbo veio para retratar a chegada do controle remoto da TV e alerta: mudar de canal não é como mudar de site. A idéia é o seguinte: na TV, você muda pelo tédio. Na web, a mudança ocorre pelo interesse. E daí?

Daí que aquelas reportagens que você leu sobre déficit de atenção, relações casuais são muito mais relacionadas à telinha da sala/quarto do que essa que está na sua frente. Ele ainda ensina aquilo que a gente já considera óbvio demais: eu mudo conforme meu vínculo. “vários destinos são ligados por vínculos sociais”, diz ele. Assim surge, no livro, a frase que copio agora: a eureca do link.

Relato essa parte do capítulo porque eu sofro muito ainda por não conhecer tais detalhes. Acha que estou sendo dramática? Então, venha conhecer detalhes sobre o sofrer do Cabeça de Papel que mexe com a internet:

Sabe qual é o principal desafio da Cabeça de Papel entender o liniking? Responda-me: existe diferença entre notícia, artigo e reportagem? Tem certeza? Mas você concorda que artigo, notícia e reportagem são conteúdo, ou não?  Parece óbvio, né, (eita raiva!) mas lembro que levei a maior bronca de uma amiga porque eu dividia foto, texto e vídeo quando pensava na organização de um site. Ceila, o mundo é multimídia? Eu sei (você também sabe, né. aliás todo mundo sabe), mas eu preciso definir onde vai cada mídia, né? Hummm, isso é coisa de Cabeça de Papel que mexe com internet!

Pensar como Cabeça de Papel é um problemão porque a gente acredita que entendeu a eureca da web ao ter conhecimento de que óbvio que notícia, reportagem e artigo assim como foto, vídeo e texto são conteúdo. Mas o modo de fazer continua baseado em seção, categoria, essa porra hierárquica e específica que ainda faz parte do nosso dia a dia. Ou seja, não é raro você encontrar um site que divide o tipo de conteúdo e depois descobre que ele não pode atualizar assim, ou assado, porque há uma hierarquia estabelecida que difere o conteúdo nos formatos editoriais. Entendeu onde mora o pecado de ver a web com Cabeça de Papel?

Você pode continuar adotando narrativas diferentes ao escrever uma notícia, reportagem ou artigo e até definir espaços prioritários para tais conteúdos na web, mas cuidado para não amarrar seu site. Pense bem onde há associação dos tipos editoriais. Peça ao seu programador ou webdesigner lhe questionar muito o que você pretende fazer ao diferenciar tais notícias das reportagens porque, com certeza, ele vai achar estranho essa mania nossa de querer colocar as coisas nas suas devidas convenções do jornalismo do papel.

Continuo nos primeiros capítulos do livro e estou aqui rindo à toa porque lembrei de uma reunião onde precisávamos decidir o nome do grupo e meu modo de pensar era por categorias: frutas, comidas, brinquedos, contos de fada…(Alerta: Olha que eu vivo na pele o puro elo de associação, hem!!!!) Até que a Lia não aguentou e ria do meu jeito “categorias de pensar” e assim descobri o quanto ainda penso a internet como Cabeça de Papel. São detalhes, mas essenciais para nossa transformação de pensar onde vai cada documento que produzo como jornalista.

Eu já me acostumei com a “digestão” lerda que tenho entre o surgir as questões e o entendê-las. Uma delas foi o perceber que a coleta das leituras que faço na minha lista de blogs era bastante parecida com a apuração que faço no telefone para papel. A diferença é que eu não precisava cortar nem editar os 5 mil caracteres que cada fonte falava em dois parágrafos. Bastava colocar o link do blog no meu post. O resultado, entretanto, daquilo que fazia para papel com o que fazia no blog era imenso. Mas não sabia explicar este IMENSO. Só hoje descubro que, apesar de precisar interpretar em ambos processos, o relatar do papel vira um comentar cheio de associações diferentes no blog/ou num site como Desabafo de Mãe. Mas agora novas questões começam a ganhar força no meu caderninho.

A que mais gosto é: o link pertence às periferias culturais, não aos conglomerados high tech (ACHO QUE ISSO TÁ MUDANDO, NÃO?) e acabo de achar que o papel do jornalista é solucionar a semi-semelhança, conectar os elos, dar um nome à face.

Agora, chega de divagação de aprendiz! “Vambora pro” NewsCamp! É hoje, uai…Tá com preguiça? Vai ter transmissão ao vivo. Basta acessar aqui!

Categorias: Jornalismo · arquitetura de informação
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Você ajuda a quem pede ajuda?

Novembro 19, 2008 · 3 Comentários

Já li muitos posts como o desabafo que sinto necessidade de fazer agora e me pergunto: porquê nós, humanos, temos tanta necessidade de entender as razões da colaboração justamente quando sentimos que a troca nunca é equilibrada para nosso umbigo?  Coisa de gente mesquinha ou simplesmente coisa de humano? Não tenho dúvida de que é coisa de gente humano, mas também é coisa de humano mesquinho. Será mesmo que a rede funciona com monte de gente humana mesquinha? Ainda acredito que sim, mas isso nem sempre é legal.

Eu vivo um momento caótico de não conseguir lidar com a dedicação necessária que a rede colaborativa do Desabafo de Mãe exige para que a troca do nosso guetinho aconteça. Por outro lado, eu não páro de receber dezenas de solicitações de gestores de comunidades, pedindo colaboração (comentário, divulgação, voto, meme e por aí vai). Essa avalanche de demandas me faz pensar no equilíbrio daquilo que faço por mim, pelo outro e para rede do Desabafo de Mãe. A sensação é de que o caos da rede também acontece na intensidade da troca:
1- Será que quem ajuda e contribui muitoooooo, recebe pouco da rede?
2- Então, quem recebe muita contribuição, não tem tempo, nem interesse, de ajudar a quem lhe ajuda?
3-Existe alguma troca equilibrada? Quando? Como? E por quê?

Ok. Não é tão simples assim… Mas que há quem muito ajuda e pouco recebe há, e vice-versa. A dúvida é se a “troca equilibrada” de uma comunidade existe porque ela foi criada por líderes de comunidades com mesmos interesses ou pela reputação do gênero em que ela atua naquele momento…As tais circunstâncias também ajudam, e muito! Confesso, entretanto, que minha experiência pessoal, até agora, aponta para uma troca com intensidade caótica tal como a rede parece ser.

Essa troca está relacionada, no mínimo, ao perfil do seu networking, à sua reputação e, talvez, o mais crucial dessa brincadeira: ao interesse do outro. Se você faz parte de uma rede de interlocutores, em tese, poderia ter uma boa troca, desde que “esses amigos interlocutores” tenham o mesmo interesse que você. Afinal, são hubs falando com hubs, cujo poder de influência é imenso, certo?

Hummmmmm, depende! Se “seus hubs” são tão diversos como você, eles nem sempre terão o interesse de dedicar o tempo necessário àquilo que você pede naquele momento. Logo, a troca imensa da diversidade de hubs perde o potencial de interconectar hubs. Não entendeu? Peraí que eu complico mais:

Quanto mais interlocutor você se torna, menor seu tempo para se dedicar ao esforço da troca. Você nunca é 100% ativo no processo de dar e receber, e detalhe: colaboração exige 100% de dedicação exclusiva e doentia para rede. Sem contar que você faz parte de diferentes guetos de colaboração e quando resolve doar o tempo pode dedicá-lo ao “gueto errado”, aquele que nunca terá interesse em lhe oferecer o tempo dele naquilo que você precisa. Pode-se concluir, neste caso, que é responsabilidade sua gerenciar o tempo para dedicar o ato de colaborar a quem realmente esteja disposto a trocar “tempo” para sua rede. Mas isso é ser colaborativo ou mesquinho?

Por outro lado, quem é 100% de um gueto só? Quem foi que disse que interesse pessoal é estático? Eu não conheço ninguém conectado que seja tão parado num gueto só. Somos fragmentos com múltiplos interesses e cada vez mais nossos focos são extremamente divergentes, mas com alguma coisa em comum…

Há uma coisa, entretanto, que disputa bastante o desafio do “interesse em si” nessa brincadeira da troca, e ela poderia ser caracterizada como cultura, ambiente de colaboração, arquitetura, perfil da comunidade… Não sei como devo nomeá-la. Mas o fato é de que quando você doa o tempo, você está ali, faz parte do grupo, logo, interage. E quando interage busca interação, mas ninguém responde. Então, você descarta aquele gueto porque, apesar do interesse parecer comum, não há interesse de colaboração do grupo. Será, então, que não adianta ter interesse comum, mas é preciso ter interesse de troca, de colaboração, de dar e receber? Acho que, talvez, o interesse da colaboração seja mais importante que o interesse comum (conteúdo)… Por outro lado, eu não fiquei estacionada nos guetos extremamente colaborativos. Ou seja, nem mesmo onde há colaboração, há garantia de presença. Voltamos ao interesse mutante. Cada hora sou e me identifico com um gueto diferente.

Mas de uma coisa eu não tenho dúvida: sou o reflexo do todo. Eu já participei de algumas redes onde espírito de troca é imenso. Você faz e recebe de forma instântanea e foram nessas redes em que que resgatei o espírito de doar e receber. Hoje participo de algumas redes que quanto mais você faz, maior é a sensação de que você incomoda. Será o tal perfil anti-colaborativo? Pode ser…O bom é que a gente também torna-se reflexo do todo quando a colaboração é quase morta.

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Fragmentos da Cultura da Interface, de Steve Johnson

Novembro 12, 2008 · 8 Comentários

Busco meu caderninho de anotações desesperada pelos conceitos de Levy, mas encontro apenas uma citação de algum outro livro que não tenho idéia de qual seja que contribui para continuar minhas divagações: ” Se você for inovar tem que entender o valor do que está substituindo. Muitos projetistas tendem a subestimar o valor que as convênções têm”. Não era exatamente isso que buscava, mas a frase adequa se à conclusão que começa a surgir na minha cabecinha confusa de aprendiz.

O motivo do desespero pelas anotações da leitura feita sobre As Tecnologias da Inteligência (emprestado da biblioteca do SESC Pinheiros) é porque leio somente agora A Cultura da Interface, de Steven Johnson ( trocado no sebo da Pinheiros por uma pilha de livros velhos. Pra quem não tem uma pilha de livros velhos, o preço era de 18 reais) e me deparo com o mouse de Engelbart e a trajetória do desktop. Conhecer a história desses recursos me faz buscar a história que Levy conta sobre a impressão e o HTML…Motivo?

Sentíamos que estávamos fazendo alguma coisa diretamente com nossos dados, em vez de dizer ao computador que a fizesse por nós

Essa é a frase que leio agora, no livro de Steven Johnson, sobre o impacto da chegada do mouse para o mundo digital é a responsável pela divagação tão óbvia: se o mouse me faz sentir que tenho o poder nas mãos, mesmo que eu não tenha nenhuma capacidade de interferir, ou entender, o mundo binário dos códigos, o que foi que o HTML trouxe a mim? Penso na interatividade, mas lembro que tinha anotado algo a mais…O quê?

Não vou lembrar. Você lembra?
Mas qual a importância disso? Quero entender melhor a metáfora do HTML, do desktop e do mouse para, enfim, compreender a relação da mente/humano com a computação/programação/códigos. Mas pra quê perder tempo com isso? Quanto mais conheço, mais me perco ( eu sei. você tem toda razão)…porém, na divagação obscura, também sou capaz de elaborar novas perguntas. Mas, ok, você venceu. O que mais anotou no caderninho?

Filtros, filtros, filtros, lembra? Confesso que eles sempre foram uma montanha no meio do caminho do Desabafo de Mãe, na época em que nem tinha idéia que existia o Urso Branco, da dupla Peter Moville & Louis Rosenfeld. Vale lembrar de que o bom de ser amador na web é que quando você descobre os conceitos percebe a razão do desafio de não conseguir avançar em coisas que pareciam tão idiotas ou desnecessárias. Johnson escreve: “Informação digital sem filtros é coisa que não existe”.

Hummm, difícil não relacionar filtro com controle, moderação, sistema de busca, rotulação, arquitetura, política, democracia, hierarquia, perfis… Haja associação! Em tempos de mobilização como os de hoje, então, não dá pra escapar dos direitos versus vigilância e, usando Google diante dessa divagação maluca de interfaces, eis que reencontro Deak no Observatório da Imprensa. Fica mais fácil entender, agora, a relação dos parasitas, da TV e da participação… Johnson escreve que os programas televisivos que comentam sobre a própria TV devem ser olhados como a transição do conteúdo da TV para internet.

Os parasitas televisivos serão uma espécie de esquisitice evolucionária, um ancestral distante que partilhava alguns fios de DNA cultural com as espécies contemporâneas, mas nunca chegaram a vingar em seu próprio ecossistema

Essa frase, talvez, representa a anotação mais forte no meu caderninho porque me faz pensar na mudança do “contar histórias” para a relevância do comentar, desmantelar, dissecar. Opa! Então, é isso!? Comentar tornou-se um gênero diante do velho contar histórias. Calma! Ninguém comenta sem história. Dependência total? Afinal, as grandes marcas podem até não serem mais as únicas “donas” da comunicação, mas ainda continuaremos a falar das grandes marcas, lembra?

PS: A Cultura da Interface é um livro antigo (1997) que “todo mundo” diz que já leu, mas você não encontra muitas divagações numa pesquisa rápida no Google. Eu continuo no segundo capítulo, mas Alex Maron postou sobre livro.

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Divagações sobre redes sociais

Novembro 10, 2008 · 2 Comentários

É engraçado como algumas perguntas só começam a fazer sentido na nossa vida após alguns meses ou anos. Uma delas foi um comentário feito por uma amiga sobre a formação das redes sociais, durante um BlogCamp – onde foco da discussão ainda era entender o que levava os internautas a produzirem seus próprios conteúdos. Afinal, uma rede se forma sozinha ou é preciso criá-la?

Naquela época era tão claro que a rede ia nascendo e surgindo de forma gradativa que jamais teria entendido ao que essa amiga referia. Quase um ano depois descubro o quanto é enigmático ainda, pelo menos para mim, formar redes, participar de coletivos e ser um colaborador ativo. Descobri que algumas redes exigem sim um esforço maluco para criá-la e haja dedicação total e exclusiva para que ela continue viva. Pior que formá-la é mantê-la viva diante da evolução da própria rede. Nem sempre quem cria a rede evolui no mesmo ritmo, ou vice-versa.

Explico: quando uma rede começa a ganhar força, ela torna-se uma rede própria que segue outro caminho e exige uma nova busca. Uma rede é uma eterna formação em plena construção. E, detalhe: não existe rede  se ela é uma iniciativa solitária. Formar rede exige um coletivo, o qual precisa adquirir a mesma postura de dedicação total e exclusiva. É preciso que todos estejam na mesma sintonia e, de certa forma, que todos assumam um papel ativo pelo bem comum.

Parece óbvio, mas basta fazer parte de qualquer rede para perceber o quanto esperamos do outro aquilo que temos capacidade de fazer sozinho pela rede. É complicado assumir nossas próprias competências dentro de um ambiente coletivo.  A sensação é de que “fazer parte” implica também pedir permissão ao outro. E quem é esse outro dentro de um ambiente de iguais? Quem é a referência de um coletivo? A quem devo perguntar o que pode, ou não, fazer aqui e agora? E o pior: qual é o limite de ser ativo sem desrespeitar o coletivo?

Minha sensação é de que coletivos precisam de líderes para serem construídos até que o próprio ambiente torne-se líder de si mesmo. É necessário que os colaboradores sintam-se donos daquilo que se forma, tomam posse das suas competências e, para isso, talvez, o código seja a lei. Não há ambiente de rede onde a tecnologia ainda é extremamente controlada, rígida e feita por líderes. O que me faz pensar: existe equilíbrio entre o caos e o controle sem líderes?

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NewsCamp, RP Digital e Knight News Challenge

Novembro 2, 2008 · 3 Comentários

Quem conhece o NewsCamp sabe o quanto a desconferência é citada como um lugar de puro networking. Soa até como uma crítica, mas o fato é que fazer parte de rede gera outras redes tão interessantes a ponto de mudar um pouquinho a nossa vida. E o NewsCamp mudou muito a nossa vida aqui em casa. Há quase dois meses, quando minha filha e meu marido chegam em casa, toda quarta e quinta, eu saio para a reunião. Ou seja, não convivo com minha família nem mais no horário nobre em que a maioria dos pais brinca e coloca o filho para dormir depois de um dia de trabalho cansativo.

A diferença da minha “reunião” com aquela que acontece na maioria das empresas é que eu encontro amigos que estão dispostos a fazer diferente, a mudar mundo literalmente, começando pelo jornalismo. E, detalhe: essas reuniões não são pagas. É pura ideologia? Não. Nós queremos ter uma vida profissional diferente e, pra isso, precisamos lutar por todos, inclusive, por nós mesmos.

Toda quarta, minha conversa é com a turma do Edu Vasques, que após NewsCamp resolveu marcar uma ceva com Thiane, Cely, Padron, Rodrigo Pinoti, Catarina e eu. A ceva virou tradição, o grupo foi crescendo e hoje temos apoio da Abracom para as reuniões do Grupo de Estudos de Relações Públicas Digitais. É uma proposta aberta que será apresentada, dia 4 de novembro, para quem tiver interesse, na sede da Maxpress. É preciso fazer inscrição por causa do número de vagas e você pode descobrir mais detalhes sobre grupo no blog do Du.

Toda quinta, minha reunião acontece no Oboré ou no Intervozes. Mas ela começou mesmo regada a vinho numa confraria na casa do Savazoni, um profissional tão completo que é complicado descobrir quem é o fã número 1 dele. A turma do Savazoni é formada pelo Deak, Paulo, Markum, Caru, Francesco e ainda há uma galera que sempre aparece para enriquecer o grupo, que acaba de colocar o principal projeto que nos uniu após o NewsCamp: o Publico.org para seleção do Knigh News Challenge. A idéia é mesmo criar um espaço de rede social para falar de política e potencializar grupos já existentes que transformam o dia a dia de diversas comunidades por meio da troca de informação. Saiba mais sobre projeto clicando aqui.

Essas duas iniciativas tornaram as atividades mais importantes da minha vida profissional. São elas que me colocam frente a frente com poder das redes. Hoje sinto que faço parte da sociedade em rede e tenho um orgulho imenso disso. De certa forma, essas pessoas tornaram tão importantes na minha vida que as considero minhas novas famílias. Mas não são aquelas famílias criadas a partir do ambiente de trabalho, mas aquelas que nós resolvemos criar por uma paixão maluca de fazer aquilo que acreditamos. É, por essas razões, que o NewsCamp volta para sua última edição deste ano, que acontecerá dia 29 de novembro. Nosso objetivo é que a desconferência dos jornalistas seja muito mais que networking, mas se ele continuar fazendo essa rede proliferar, crescer e gerar cada vez mais novas redes, ufa!, que bom!, enfim, poderemos gritar: MISSÃO CUMPRIDA!

Essa sensação de poder se interconectar, criar, juntar e proliferar é a melhor coisa do mundo. E tenho certeza que estamos no caminho certo quando resolvemos abrir, discutir, enfim, trocar idéias olho no olho como acontece em qualquer Camp, no Gafanhoto. Uma das provas disso é que meu segundo Camp foi o BlogCamp, quando tive a oportunidade de conversar com mais tempo com Inagaki e Edney para pensarmos numa parceria entre Interney e Desabafo de Mãe. Hoje ela deve nascer em breve com a migração do nosso blog para Interney.

O site Desabafo de Mãe, entretanto, continua outros caminhos, cheio de parcerias com gente de diferentes redes, as quais encontro tanto virtualmente como em shoppings, cafés, salas de reunião convencionais ou na mesa do boteco. Mas, confesso, as conversas mais avançadas que tenho sobre o destino da rede do Desabafo de Mãe são com pessoas que encontrei nos Camps da vida. E são a elas que dedico meu orgulho danado de ver tanta coisa boa pipocando pela web devagarinho e cada vez mais democrática, ética e profissional. Parabéns a todas as redes! E espero encontrar todos no próximo NewsCamp!

NewsCamp
Muita coisa nova vai ter nesta desconferência como a possibilidade de você acompanhar uma das salas do NewsCamp pela internet. Vídeo transmitido ao vivo, flickr, twitter e chat são as ferramentas disponíveis na cobertura feita pelo Paulo Fehlauer, na sala em que a conversa será sobre jornalismo multimídia. Rodrigo Savazoni, André Deak e Spensy Pimentel vão contar sobre a experiência na Agência Brasil ( que rendeu o prêmio Vladimir Herzog com trabalho Nação Palmares), enquanto Paulo Fehlauer será responsável em colocar essa conversa numa página que será criada no dia do evento no site do Gafanhoto.

Outro tema que terá convidados para trocar experiências será RP digital. O Edu Vasques que acaba de anunciar a criação do Grupo de Estudos sobre Relações Públicas Digital será responsável em agitar a galera corporativa para ouvir alguns diretores ou gerentes de agências ou unidades de comunicação corporativa interna para falar da relação entre empresa e mídias sociais. os convidados ainda não estão confirmados, mas tudo indica que teremos três profissionais que cuidam do relacionamento na área de comunicação interna de grandes organizações no Brasil. Este tema será tratado no período da tarde no NewsCamp, quando a desconferência do jornalismo multimídia poderá ter avançado para outros caminhos. Afinal, no mundo da informalidade em que a desconferência acontece não há muito como prever o que acontece na sala ao lado. As inscrições serão abertas somente na próxima semana.

Categorias: Mídia Social
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