O zumbido continua na cabeça sete horas depois…
Desta vez, não é nenhuma confusão gritante que martela na minha cabecinha de aprendiz! Ando cada vez mais quieta dentro de mim mesma. É o ruído do meio ao vivo, a cores, cheio de desconhecidos, grandes amigos, poucos mestres, enfim, o caos proposital da Campus Party! Ela teve um gosto muito melhor agora que no passado! É tão bom ter tempo para saborear, olhar e despedir…É assim que me sinto agora: cheia de disposição pra dizer adeus!
Sem lágrimas! Pelo contrário. Aprendi a me despedir das etapas sem aquele rostinho vermelho, mas com a garra necessária para seguir em frente, recomeçar e aprender tudo de novo. Parece até fragmentos de porra nenhuma…Mas é pura constatação. Hoje tive aquele olhar parado no horizonte, enquanto dirigia pela Bandeirantes. Sabe quando você insiste em passar as mãos pelos cabelos? Foi assim que cheguei no meu segundo dia de Campus Party.
Não sabia muito bem porque continuava indo ali. Afinal, o que me leva enfrentar de novo esse meio maluco que me fascina e repugna ao mesmo tempo? Um ódio de mim mesma ao fechar a porta do carro, carregar mais de 3 kg a tiracolo e ainda ter que fazer ronda do online antes de olhar pro meio. Nenhuma cara conhecida: alivio?! Trabalho e começo a navegar pela Campus Party e de cara encontro Sikora com Cazé de frente para bancada do CP Labs. Ufa! Valeu tantooooooooooo…
Almoço sozinha. Uma vontade louca de fumar…Putz! Essa mania politicamente correta precisava ser mais comercial, caracas: custa fazer um cafezinho com puf para fumantes???! Money! Afinal, ainda tudo é grana mesmo, ou não? Hummmmmmm, tudo indica que sim! Ela também é meio…
OK. O jeito é fingir que a política do anti-fumantes é legal e sair na chuva fina. Cumprimento a Sam, marido e amiga e esbarro com Savazoni, que aceita um café, me ensina sobre o Gil, cibercultura na prática, política, vamos navegar pelo meio pra ver qual é, então? O encontro marcado no barcamp parece que está legal, mas também me lembra passado, parado e sorry não dá pra ouvir NADA. O que? Quem? Ah? Alguém fala do Publico! como solução para as novas idéias…Ah! Quem sabe um dia. Eu prefiro sonhar acordada agora.
Continuo navegando pelo meio… Acabo caindo onde o mestre alertou: numa sala afastada com gente falando de ponto cultura, espaço democratizado, apoio…Risos internos! Acho que o problema do Brasil é não saber o significado de apoio, capacitação, formação e colaboração. Sinto que quanto mais capacidade o camarada tem pra colaborar maior a probabilidade dele só fazer coisas viáveis. E, aqui nesse mundinho, quase nada é viável agora. OK. Você venceu. É raiva mesmo, mas passa.
Conseguiu chegar até aqui?
Ah, então, vai pra lá. O link é da palestra que ouvi hoje no meio do caos. Queria ter conhecido o cara depois, mas acabei saindo antes do fim… nem sei porque…Acho que foi fome. Mas foi um dos motivos que me levou a blogar, a sentir o quanto vale participar de uma festa solitária, cheia de gente, interligada por fios, sem conexão wi-fi…Valeu muito a pena a #Cparty de hoje! Agora ficou mais fácil identificar quem somos!