Entradas do Janeiro 2009

#CParty: festa individual!

Janeiro 22, 2009 · 2 Comentários

O zumbido continua na cabeça sete horas depois…
Desta vez, não é nenhuma confusão gritante que martela na minha cabecinha de aprendiz! Ando cada vez mais quieta dentro de mim mesma. É o ruído do meio ao vivo, a cores, cheio de desconhecidos, grandes amigos, poucos mestres, enfim, o caos proposital da Campus Party! Ela teve um gosto muito melhor agora que no passado! É tão bom ter tempo para saborear, olhar e despedir…É assim que me sinto agora: cheia de disposição pra dizer adeus!

Sem lágrimas! Pelo contrário. Aprendi a me despedir das etapas sem aquele rostinho vermelho, mas com a garra necessária para seguir em frente, recomeçar e aprender tudo de novo. Parece até fragmentos de porra nenhuma…Mas é pura constatação. Hoje tive aquele olhar parado no horizonte, enquanto dirigia pela Bandeirantes. Sabe quando você insiste em passar as mãos pelos cabelos? Foi assim que cheguei no meu segundo dia de Campus Party.

Não sabia muito bem porque continuava indo ali. Afinal, o que me leva enfrentar de novo esse meio maluco que me fascina e repugna ao mesmo tempo? Um ódio de mim mesma ao fechar a porta do carro, carregar mais de 3 kg a tiracolo e ainda ter que fazer ronda do online antes de olhar pro meio. Nenhuma cara conhecida: alivio?! Trabalho e começo a navegar pela Campus Party e de cara encontro Sikora com Cazé de frente para bancada do CP Labs. Ufa! Valeu tantooooooooooo…

Almoço sozinha. Uma vontade louca de fumar…Putz! Essa mania politicamente correta precisava ser mais comercial, caracas: custa fazer um cafezinho com puf para fumantes???! Money! Afinal, ainda tudo é grana mesmo, ou não? Hummmmmmm, tudo indica que sim! Ela também é meio…

OK. O jeito é fingir que a política do anti-fumantes é legal e sair na chuva fina. Cumprimento a Sam, marido e amiga e esbarro com Savazoni, que aceita um café, me ensina sobre o Gil, cibercultura na prática, política, vamos navegar pelo meio pra ver qual é, então? O encontro marcado no barcamp parece que está legal, mas também me lembra passado, parado e sorry não dá pra ouvir NADA. O que? Quem? Ah? Alguém fala do Publico! como solução para as novas idéias…Ah! Quem sabe um dia. Eu prefiro sonhar acordada agora.

Continuo navegando pelo meio… Acabo caindo onde o mestre alertou: numa sala afastada com gente falando de ponto cultura, espaço democratizado, apoio…Risos internos! Acho que o problema do Brasil é não saber o significado de apoio, capacitação, formação e colaboração. Sinto que quanto mais capacidade o camarada tem pra colaborar maior a probabilidade dele só fazer coisas viáveis. E, aqui nesse mundinho, quase nada é viável agora. OK. Você venceu. É raiva mesmo, mas passa.

Conseguiu chegar até aqui?
Ah, então,
vai pra lá. O link é da palestra que ouvi hoje no meio do caos. Queria ter conhecido o cara depois, mas acabei saindo antes do fim… nem sei porque…Acho que foi fome. Mas foi um dos motivos que me levou a blogar, a sentir o quanto vale participar de uma festa solitária, cheia de gente, interligada por fios, sem conexão wi-fi…Valeu muito a pena a #Cparty de hoje! Agora ficou mais fácil identificar quem somos!

Categorias: Fragmentos

Agentes: mordomo ou mala direta?

Janeiro 6, 2009 · 4 Comentários

Estou quase chegando ao fim do  “velho” Cultura da Interface (ufa!) e, por isso, precisei recorrer ao sistema de busca para resgatar um dos capítulos mais interessantes do livro: Agentes!!! O resultado, desta vez, foi bem melhor que a busca feita no passado e acabei conhecendo dezenas de leitores do Steven Johnson. A maioria deles questiona o alerta do autor sobre os efeitos dos agentes digitais.

Ops! Sorry! Também não tem idéia do que são esses tais agentes? (Lógico que sei! Então pula o próximo parágrafo!)

Eu não sabia quem eles eram quando a Polly já os antecipava no comentário feito no post Fragmentos da Cultura da Interface. Gostei muito da frase – O computador como personalidade, não como espaço – que Johnson usa para definir os recursos de programação que são os agentes da interface. Ele acrescenta: Chamamos essas novas criaturas – essas PERSONALIDADES DIGITAIS – de agentes. Mas isso, fora do contexto, pode não dizer nada. Por isso, leia o resumo que a turma da Universidade Estadual de Londrina fez aqui sobre quem são eles.

Eu até viajei junto nas ameaças dos agentes viajantes, mas confesso que o alerta que mais me chamou atenção foi sobre a publicidade: O perigo tem mais a cara da mala direta que do mordomo? Outra frase que vale a pena registrar é: a propaganda vai se transformar na arte de controlar agentes, através de suborno ou pirataria! Não dá pra acompanhar Johnson sem pensar que a internet foi feita para sugar nossos desejos. Soa extremista demais, uma conspiração industrial, mas também um pouco óbvio, não?

Talvez porque interpretei que Johnson coloca na balança dois caminhos divergentes: agentes da publicidade contra “avanços” da interface.   “Precisamos de mapas rodoviários melhores no espaço-informação, não de um melhor serviço de entrega”

A sensação ainda é de que a publicidade, por aqui, brinca de pirataria  já que é raro receber uma mala direta de acordo com meus gostos e preferências, mas não podemos negar que os marketeiros descobriram os nichos e segmentos por meio das associações, certo? A boa notícia dada por Johnson é de que gostos não se traduzem simplesmente em fórmulas simples. Não é àtoa que a gente joga 70% das coisas na lixeira. Acho que jogo mais: 90%.

Mas ele já cita, na época, o potencial dos feedbacks e diz: “vamos migrar do sistema idiotizante mas estável da mídia de massa para reino mais anárquico dos circuitos de feedback culturais”. E conclui exatamente o que muita gente aqui e agora já sentiu na pele: a diversidade e mutação dos nossos gostos na era das máquinas do caos!

PS: Vale a pena ler a resenha do livro escrita por Bianca Brancaleone!

Categorias: Publicidade · Sistemas · arquitetura de informação
Etiquetado: , , , ,