Salve, salve, Petrobras! Enfim, as listas de discussão ressuscitaram no gueto dos coleguinhas. O que não faltam são pitacos sobre jornalismo, ética e assessoria de imprensa pela rede em função do blog da estatal, que resolveu “abrir” o processo de apuração via email feito pelos repórteres da grande imprensa.
O mais engraçado é avaliar como as notícias sobre A notícia chegam: ‘A Petrobras entendeu a internet” – esse foi o tópico no Assunto da lista do Jornalistas da Web, já a turma do RP Digital classificou como ”Blog Petrobras/imprensa” e o burburinho é: “você viu o negócio da Petrobras? Que absurdo, né!”.
A-DO-REI!!! Ver assim bem de pertinho uma estatal assumindo seu papel de mídia deixa o óbvio mais palatável e há uma chance de Ufa, Open our eyes!!! Certo ou errado? Não me lembro de que existe lei para furo, o Abramo ensina que não existe. Então, é fato! Detalhe: permitido.
Ou seja, uma iniciativa que coloca em xeque, de novo, as ”regras” do (agora sim!) velho jornalismo. E o que vamos fazer com isso? Hummmmmm, dá pânico imaginar suas perguntinhas básicas e idiotas expostas pelo meio do caminho. Pior ainda são aquelas elaboradas, diretas e simples ( sem resposta, é claro!) que atiçam a concorrência a soltar antes mesmo que a apuração não tenha sido concluída. Tomare que a galera não corra, de novo, para corre-corre contra tempo. O Tempo, velho tempo, que mapeia o aqui, agora e pra ontem, depressa, rapaz!
A sensação é de que, agora, o jornalismo se reinventa ou piora de vez. Não há meio-termo. Mas também não há nenhuma mudança pra ontem, aqui e agora, meu caro escravo do tempo!!! Ou, agora, cultura não tem mais tempo para exigir gerações? Será? Espero que eu esteja viva amanhã! Mas esse momento divã do jornalismo já demora décadas…Até eu já me metamorfosiei.
Mas, cá entre nós, quando a Petrobras assume assim seu papel de mídia dá pra sentir o poder corporativo estatal na alma, né. Cadê banco de dados da empresa livre, leve e solto??? Dados disponíveis na íntegra para qualquer cidadão, please, meus caros estatais! E, detalhe, de fácil acesso, sem documentos secretos nem arquiteturas complexas com buscas que demandam um arqueólogo para identificar o caminho do ouro. Seria maravilhoso se o governo tivesse mesmo informação pública!