Quem acompanhou meus últimos posts já sabe sobre minha busca para conhecer melhor o mundo acadêmico. Um dos passos para trajetória do Mestrado é dialogar com quem já teve essa experiência, entender a razão dessa etapa e conhecer melhor a dinâmica e as regras da Pós-Graduação. É por isso que inauguro aqui uma troca de emails com amigos solidários e colaborativos, que já passaram pelo Mestrado. Renato Cruz é o primeiro que responde minhas cinco perguntinhas. Você pode conhecer melhor a trajetoria dele no próprio Lattes…
…Mas se está acostumado a considerar mais opiniões que práticas, eu tenho a honra de elogiar um pouco o que vejo no Renato. Ético, solidário e objetivo. Renato faz parte de um grupo seleto de profissionais da Comunicação, que mesmo dentro do mainstream media tem um relacionamento intenso e colaborativo com os jornalistas especializados. Ele ouve, mas não entra nas fofocas rotineiras dos bastidores da imprensa – o que é muito raro em espécies como a nossa (risos). Mas a característica que mais me fascina em Renato é o bichinho da imprensa. Ele gosta do que faz, tem paixão pelo bom jornalismo. Ele compartilha as “investigações” ao ensinar a dinâmica do setor aos outros. Enfim, Renato já é um pouco mestre na prática do jornalismo pra quem sabe ouvir e tem interesse em fazer um jornalismo especializado que valha mais que o salário. É aquele jornalismo que vale a pena!
Com vocês, Renato Cruz:
1- Como surgiu a idéia de fazer mestrado na sua vida?
Eu fiz logo depois da graduação, então é quase como se eu não tivesse parado de estudar. Terminei a faculdade de jornalismo e, no ano seguinte, prestei para o mestrado.
2- Você já tinha um objeto de pesquisa para sua dissertação antes de encontrar seu orientador?
Sim. Eu escrevi o projeto antes de ter um orientador. O projeto era um pré-requisito para a seleção.
3- O que foi novidade para você em relação ao mundo acadêmico. Ou seja, o que você não tinha idéia de que é assim ou assado?
Na minha opinião, o mais difícil para nós, jornalistas, é cuidar das referências bibliográficas. Dá mais trabalho que escrever.
4- Como escolheu seu orientador para o mestrado?
Na verdade, o orientador é quem me escolheu.
5- Seu objetivo com mestrado é dar aula, ou não? Aproveitando, qual finalidade de um mestrado. Afinal, pra que serve um mestrado para um jornalista?
Já dei aula de especialização. Para mim, dar aula é um projeto de mais longo prazo. O legal do mestrado é escrever a dissertação. Profissionalmente, a gente não costuma ter a oportunidade de escrever um texto com essa extensão e essa profundidade.
6- Qual é a linha de pesquisa que escolheu? Pode falar um pouquinho sobre essa experiência. Podemos ver sua dissertação em qual endereço eletrônico ou ela não está disponível?
No mestrado, escrevi sobre a venda de conteúdo na internet. A conclusão foi de que são poucas as oportunidades para fazer o leitor pagar pela informação. A dissertação está aqui: http://njmt.incubadora.fapesp.br/portal/publi/renatoc/EconomiadoExcesso.pdf.
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Conversa sobre Mestrado em Comunicação II « // Agosto 27, 2009 às 7:40 pm |
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