Faço o curso Ferramentas Digitais para o Jornalismo de Interesse Público, da ICFJ, há duas semanas e tenho uma missão com mais oito profissionais: elaborar uma pauta junto com nossos seguidores do Twitter sobre política. Nosso ponto de partida é questionar o pós-tragédia das chuvas. Ou seja, qual seria a pauta ideal para dar continuidade à mobilização social em torno das chuvas. O que ainda precisa ser informado, denunciado, discutido, trazido à tona pela mídia. E, o mais complexo: como essa informação deve ser transmitida pelo meio digital.
A missão é quase impossível. Temos só até amanhã, 26 de janeiro (DEADLINE!!!), para entregar a pauta. Somos nove tuiteiros: (@ceila, @cirdes, @bundesnise, @cintialb, @gabirmaciel – em breve cito os demais profissionais) e nossa contrapartida é compartihar um pouco o que estamos aprendendo com quem nos ajudar neste desafio. Ou seja, vamos falar das ferramentas, indicar os links e até a bibliografia que tivemos a oportunidade de conhecer. Confesso que o que podemos partilhar junto nessa conversa tem sido um baita aprendizado pra mim e acho que poderá ajudar muito você também. Então, bora conversar lá, no Twitter, sobre como deve ser a melhor pauta para o pós-tragédia das chuvas?
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Segundo round do #desafio digital
Os nove tuiteiros ainda não entraram em ação, mas por outro lado tivemos o prazo estendido para entrega do trabalho no dia 29 de janeiro. O @cirdes tem questionado os seguidores sobre a ação das prefeituras de Teresopolis, Petropólis e Nova Friburgo, comparando com o que passou em Santa Catarina em 2008. Para acompanhá-lo melhor e interagir com ele, conheça o ponto de partida dele aqui.
A @gabirmaciel está de olho no papel das entidades filantrópicas, ONGs, enfim, no terceiro setor e ainda traz na bagagem o olhar para a experiência de São Luis do Paratininga. Você pode contribuir trazendo exemplos, além dos vários que ela já postou no twitter. Indicar as instituições que estão agindo para a reconstrução das cidades também é válido assim como personagens já que a Gabi tem um dos melhores blogs para contar histórias de vida.
Já a @cintialb pensa nos dados relevantes assim como na sua apresentação. Foi ela quem indicou o contas abertas, que tem essa tabela disponível (horroroso o formato, né? então, eu pergunto como melhorá-lo). A @bundesnise ainda não começou a agir no Twitter, mas ela terá o papel de olhar para aquilo que deu certo no passado. Medidas de governo ou ações da sociedade que resultaram em melhorias no Vale do Itajai, que passou por aquela tragédia em 2008.
Eu (@ceila) já questiono mais como vamos apresentar tudo isso neste meio digital, seguindo a premissa de que aqui dá pra interagir, participar, colaborar. Então, o que me preocupa é como integrar toda essa informação permitindo que o “leitor” seja protagonista do processo. Por isso, conversei muito sobre o uso das possibilidades da web com meus seguidores e conclui que falta interatividade no ótimo infográfico do Estadão, que traz a perspectiva histórica. Pra mim, o jornalismo digital tem de inovar no ato de reciclar, complementar, indicar e colaborar. Podia ser enviado para os autores do infográfico, um link com informações de como o público pode reivindicar as promessas não cumpridas. Será que eles publicariam? Esse é um pouco o meu olhar para a pauta ideal do pós-tragédia.
É a pauta que não tem lugar ou endereço estabelecido, mas que desenvolve a partir da teia da web. É a pauta que não copia nem faz o mesmo, mas integra, colabora, complementa com o que já tem e é bem feito. A tag #projetoenchentes, por exemplo, tem de ser divulgada e inserida no #desafiodigital como o canal de comunicação no Twitter. Podemos também usar o mapa do #projetoenchentes escrevendo um texto de como usá-lo já que, para mim, ainda é muito complicado entender o que esses mapas estão falando. Enfim, o #desafiodigital continua e você já tem algum pitaco para dar?
Sou jornalista e moro em Itaipava e hoje mesmo, eu vinha lendo, no onibus para ao RIO, o noticiário, que já está se extinguindo e pensando isso. As pautas vão se acabar mas o material humano está lá sofrendo e precisando de ajuda, por pelo menos um ano. Como tornar este desastre matéria, sem cansar o distinto público? E, hoje recebo este e-mail. Realmente, não sei responder. Mas, que deve haver pauta por lá deve. Apesar do tempo exíguo, vou pensar em algo até amanhã.
Olá, Maria Augusta, concordo com você. E tem outra questão, como nós, da comunicação, podemos ajudar os moradores do Rio? Como você tem sentido na pele os problemas dos últimos dias, há alguma sugestão?
Se você tiver Twitter e quiser interagir mais com a gente, tweet com a hashtag #desafiodigital. Qualquer coisa, o meu é @cirdes. Abraço e obrigado por trocar ideias conosco.
É vero, temos pouco tempo. XD
Maria Augusta, se pensar em algo tuita pra gente com a hashtag #desafiodigital para conversarmos contigo sobre as possíveis ferramentas. A ideia aqui não é só pensar em qual pauta, mas principalmente como essa pauta poderia fazer diferença utilizando as ferramentas digitais disponíveis no meio digital. esse é o desafio: como usar as ferramentas?
Oi, Ceila,
Seguindo o @fangelico, vi as notícias na hashtag #desafiodigital, dentro do curso que estão fazendo. O tema da pauta é extremamente interessante. Só de início, já fiquei interessado em conhecer, posteriormente, o resultado do trabalho de vocês.
Na minha modesta opinião, o desafio (digital ou não) é planejar a própria pauta, com um bom método para coletar dados: 1) escolher as perguntas certas; 2) traçar por quais caminhos as informações serão obtidas; 3) escolher a melhor forma de entregar as informações aos leitores (visualização).
Dias atrás, pensando nesse tema que vocês estão trabalhando, imaginei uma pauta que poderia ser feita, mas teria de ter uma equipe por trás, um esforço de reportagem enorme e uma coordenação eficiente. O desafio é conseguir os dados, que estão escondidos nas gavetas das secretarias e ministérios.
(Veja lá no blog “Estragos causados pelas chuvas: a reportagem que precisa ler publicada em janeiro de 2012″ http://t.co/DlVsc9c).
Mais: o desafio é também conseguir dados referentes a um período mais longo, algo como dez anos ou mais, para dar uma noção melhor ao leitor em que medida as obras para prevenir enchentes estão sendo feitas. Acredito que há obras que têm sido feitas (ao menos em São Paulo), mas há muitas obras que não têm sido feitas também (inclusive em São Paulo). Isso serve para qualquer localidade ou região, cidade ou estado. Só os dados (ou os bancos de dados) podem tirar o jornalismo da cobertura do factual, da reprodução de promessas ou das frases de efeito.
O Estadão (como vocês debateram pelo twitter) fez um infográfico com essa idéia de “prazo mais alongado”, mostrando as ocorrências e as promessas feitas ao longo dos anos. Deu uma noção bem melhor ao leitor, conseguindo contextualizar melhor. Mas, inelizmente, acabou significando uma mera lembrança das ocorrências e das promessas feitas. Faltou informar, entre aquelas promessas, o que foi feito e o que não foi feito e se as obras ajudaram ou não (em quanto, como etc) a resolver o problema.
Bom, é isso. Vou seguir você e alguns dos seus amigos pelo Twitter.
Oi Ceila,
talvez se interesse em dar uma olhada no site que coloquei no ar: http://alagamentos.topical.com.br
É uma pequena análise e visualização de todos alagamentos de São Paulo registrados pelo CGE. Imagino alguns desdobramentos, como cruzar com dados de investimento em prevenção de enchentes. Os dados estão disponíveis para download lá no site se quiserem usar.
abraço
Olá! Parabéns pela iniciativa… Só hoje tomei conhecimento. Sou o criador e netweaver da Rede Social Arca de Noé | A Defesa Civil Somos Todos Nós… Disponível em http://arcadenoe.ning.com/. A rede existe desde 22 de novembro de 2008 (início da tragédia em SC) e conta com mais de 1.800 membros e já registramos mais de 1.500.000 acessos e mais de 800 mil visitas.
[ ]‘s,
Raciel
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