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Como se relaciona com blogueiros, jornalistas, egos e vaidades?

Março 18, 2009 · 5 Comentários

Eu participo de uma roda de “conversas” via email de uma turma que cuidava da intermediação entre imprensa e empresas e, agora, com a chegada de blogs e redes sociais, essa galera também aprende a se relacionar com blogueiros, orkuteiros e tudo que é considerado mídia na web. Na verdade, não há muitas conversas nem troca nessa roda (uma pena. Mas já há roda, um avanço). O fato é que o pouco que ouço dessa roda soa sempre o mesmo discurso: como vai ser a partir de agora? Eu não sei, mas ainda acho que bom senso é regra pra tudo, inclusive para relacionamento ou divulgação, seja com jornalista ou blogueiro.

Um exemplo claro da falta de bom senso é fazer um evento para jornalistas e blogueiros, onde somente aqueles que moram fora da cidade de São Paulo tem direito ao almoço servido após coletiva de imprensa, que termina ao meio dia. Detalhe: com uma coletiva agendada para 15h00. Quando alguém explica que discriminar não é bom verbo, esse alguém quer dizer que discriminar qualquer um, seja blogueiro ou jornalista, não é legal NUNCA.
OK! Orçamento apertado! Então, não faz outra coletiva ás 15h00. Ou, no mínimo, dê condições aos residentes de Sampa se alimentarem…Jornalista não tem cacife pra pagar buffet de 75 reais e, muito menos, tempo para pegar uma fila enorme porque restaurante do evento não comporta o número de participantes presentes. Detalhe: nenhum restaurante mais em conta oferecia serviço para pagamento com cartão de crédito ou débito.  Responda-me: onde está o bom senso de uma agência que permite acontecer isso?

Conversei esses dias com blogueiro que vem frequentando bastante os eventos que, no passado, eram recheados exclusivamente por jornalistas. Ele comentou comigo que, pelo menos, as velhas assessorias têm noção do básico: oferece material de apoio, não faz sorteio ridículo como as agências especializada em mídia digital - segundo ele, teve um evento para blogueiro que a agência teve capacidade de permitir que a empresa sorteasse o teste ( leia, de novo, o TESTE) do equipamento - mas ainda o tratam “cheio de dedos”. Eu imagino e vejo o quanto os olhares dos assessores voltados a alguns blogueiros são: o que eu faço? Nada de diferente, uai. É um intermediário da informação como outro qualquer – só que o blogueiro opina e pode falar a verdade dos detalhes que um jornalista ignora. E você, meu caro, não terá controle sobre ele como pode ter quando fala com um jornalista, saca? É isso pronto e acabou.

Aiiiiiiiiiiiiii, não! Você ainda está preso naquela ladainha de quem é quem na blogosfera????????? Se ainda está nessa, sorry, precisa ler muito para entender a diversidade dos blogs. Eles são tudo e, inclusive, podem ter o mesmo papel que os articulistas do velho jornalzão tem há séculos como podem ser apenas mais um blog/comercial/monetizado que vive de promoções e post pago. Seu papel como um RP é ler blogs. Sorry! Tem que ler ou pagar alguém pra ler e saber do que se trata aquele blogueiro. Recebeu listinha de indicações do amigo do amigo do amigo que lê blogs, basta ler os cinco últimos posts que conseguirá identificar qual é a dele, ok? Você pode errar, mas tente acionar o bom senso!

Outro exemplo da falta de bom senso é agendar entrevistas exclusivas antecipadamente e deixar os jornalistas da grande imprensa acompanhar a” exclusiva” do jornalista especializado, mas não deixar o especializado acompanhar a exclusiva do jornalista da grande imprensa. Pega mal. É feio e, de novo, faz parte de quem tem cultura de discriminar quem é quem…

Eu não tenho nenhuma experiência nem conhecimento acadêmico de RP Digital, Assessoria de Imprensa, Comunicação Corporativa, mas ser blogueira há quatro anos e mais de 12 anos de jornalismo me leva a crer que o BOM SENSO deveria ser a regra número um pra quem ganha muito dinheiro para intermediar a relação entre imprensa, blogueiro e empresa, além das vaidades e egos que estão em todos lugares dessa cadeia de gente.

Fui!

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O absurdo do atendimento da Vivo – Uma lição para Mídias Sociais?!

Março 11, 2009 · 7 Comentários

Eu não tenho o hábito de utilizar este blog para os aburdos do meu dia-a-dia como usuária de algum serviço público. A idéia do Mídia Social surgiu com objetivo de aprendizado, registro, enfim, de usar a ferramenta para o ”pensar alto” sobre o fenômeno de blogs, redes sociais e, principalmente, sobre os desafios pessoais que tenho como profissional de internet na área de jornalismo para entender o que está acontecendo agora na dinâmica da cadeia de comunicação. Explico tudo isso porque o título deste post parece mais uma lamentação do tradicional usuário do serviço de telecom no Brasil, cujo atendimento é péssimo. Realmente, eu vou relatar aqui uma lamentação, mas acho que tal desabafo pessoal tem tudo a ver com Mídia Social, jornalismo e RP Digital.

A primeira lição que este blog me deu resultou num pico de audiência, com mais de 1 mil páginas vistas, num post que virou alvo de crítica de dois blogueiros, cujas quantidades de acessos são relevantes. Naquela época, eu sabia que blog era uma ferramenta que permitia conversações e ainda liberdade de expressão. Também tinha experiência e consciência do poder de divulgação de um blog para seus respectivos públicos. Mas, a lição que eu aprendi aqui vai muito além de conceitos ou consciência: eu descobri na pele as tais mudanças culturais, que são questionadas há séculos por quem assume o papel de jornalista. Com a internet, não existe a pessoa com perfis segmentados de acordo com ambiente em que ela está naquele momento. Aqui, você é a Ceila Santos, consumidora, jornalista, blogueira, mãe, amiga, inimiga, enfim, todas as atribuições do seu vizinho ou anônimo em relação a “quem você é” estão em jogo. Esse é o preço da transparência.

Entenda: você, como profissional, pode e deve assumir diferentes posturas diante da ferramenta em que trabalha. É o seu papel como profissional saber lidar com as narrativas de acordo com as respectivas características do veículo de comunicação, seja um blog, uma revista, um site de notícias ou um site de participativo. Mas, o público…Ah! O PÚBLICO pode ser o mesmo e ele agora te conhece, meu caro, sabe a hora em que você vai dormir, quem é seu marido, a posição profissional que você ocupa e ainda seus conflitos pessoais expostos nas listas de emails, nas conversações entre os blogs e ainda no seu site participativo. Essa lição, talvez, tenha sido uma das melhores que tive em toda minha vida conectada. E, é por isso, que hoje utilizo o Mídia Social para desabafar o que acaba de acontecer comigo.

Eu sou cliente da Vivo e quando assumo o papel de jornalista -  escrevo há quase 9 anos sobre setor de telecomunicações na área de imprensa e sou reconhecida como especialista na área com dois Prêmios Imprensa Embratel de veículo especializado – continuo sendo cliente Vivo. Eu, como jornalista, posso “aceitar” os maiores absurdos entre os conflitos do discurso e da prática, mas como também sou blogueira posso me expressar sobre eles, entendeu??????? Essa lição, talvez, seja a mais importante para as empresas que ainda não entenderam o que significa o “fim” do controle do acesso à informação com chegada dos blogs.

Você, pessoa jurídica, executivo, que representa os valores da marca da sua empresa, pode até ter o poder de filtrar as informações quando segue  uma política de relacionamento com os veículos, determinada pela sua área de comunicação ou assessoria de imprensa. Você - pessoa jurídica, executivo, que representa os valores da marca da sua empresa - também ainda mantém o poder de filtrar as informações de acordo com as políticas editoriais de cada veículo. Mas… lembra do público? Então, ele é o mesmo. Eu sou jornalista, mas também sou consumidora e você precisa entender isso para  se relacionar melhor com seu público. Porque, agora, o jornalista pode ter blog e, consequentemente, liberdade de expressão.

Por isso, a política de comunicação da sua empresa precisa ser coerente, ser revista e seguir os príncipios de governança corporativa. Chegou a hora de rever os processos. Se seu trabalho como executivo é buscar melhorias nos sistemas de informação para atender melhor o público da sua empresa. A sua área de comunicação precisa lhe capacitar para se relacionar diante daquilo que sua empresa prega como discurso de marca.

A Vivo tem entre seus valores de marca as seguintes tags: simplicidade, entusiasmo, confiança, sustentabilidade, interação e qualidade. Essa foi a informação concedida pelo executivo, durante um evento realizado hoje, em São Paulo, com foco em sistemas de TI. Depois que o executivo detalhou todos desafios superados para implantar um sistema que, detalhe, busca  oferecer qualidade de serviços ao consumidor, cujo um dos objetivos era ter o mesmo serviço para os diferentes canais de atendimento, ele respondeu a mim que não podia esclarecer minhas dúvidas sem falar com assessoria de imprensa. Tudo bem. Isso  AINDA é uma prática natural do mercado.

Mas… eu insisti informando ao executivo que ia fazer uma notinha sobre o painel que, detalhe, eu e mais 30 executivos estavam presentes. Ou seja, a informação é pública. Então, ele me questionou: mas vou ler esta nota antes? Respondi que NÃO. Então, a pessoa jurídica – que representa a empresa a qual eu sou cliente – virou as costas e me deixou ali plantada, sem esclarecer minhas dúvidas de jornalista. A historinha que me interessa como jornalista é de como a Vivo implantou o tal sistema, que demandou revisão de processos e de CULTURA dentro de casa para atender melhor cliente.

Tem idéia de quanto a Vivo gastou com esse projeto, que acontece desde 2003????? Ela investiu muito em capacitação e treinamento, mas esqueceu de um detalhe pequeno: o PÚBLICO. Seu público não é o funcionário, o jornalista, a área de negócio, mas please, é também o consumidor. Ou melhor, é tudo isso junto. Não adianta pensar dentro de caixas, seguindo uma postura de acordo com as regras que lhe convém dentro daquela caixa. Agora, as caixas foram rasgadas. Do que adianta gastar milhões de dólares em definição de valores de MARCA se elas só são praticadas em pedaços. NÃO SE ESQUEÇA DA LIÇÃO DO MARKETING: AS MARCAS MAIS VALIOSAS SERÃO AQUELAS MAIS FALADAS PELA DISPERSÃO DA INFORMAÇÃO. Por isso, lembre-se sempre do seu público ( e de suas metas) na hora de se relacionar com outro.

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Conteúdo do “site do cliente” é responsabilidade de quem?

Outubro 17, 2008 · 3 Comentários

Preciso desabafar de novo. Sorry! Não aguento mais…Tem coisas na área de comunicação que nunca vou conseguir entender. Uma delas é o site corporativo. Socorro !!!!! Que conteúdo é esse? ( leia-se não só texto, mas interface e principalmente organização – sistema de rotulação…) Eu acho que esses detalhes são responsabilidade de quem cuida da comunicação corporativa. Ou seja, assessoria de imprensa e a área interna que ganha milhares pra cuidar do quê?…Da comunicação, certo?

Calma, não me refiro à qualidade de texto ( há até um bom conteúdo, ás vezes). É raro, mas existe. Meu susto é no fato do site ser um canal de comunicação e não seguir nada que eu imagino que diz o mantra da comunicação corporativa. Ou seja, no mínimo, que seja adequado e considere a identidade da marca, né?

Mas, responda-me, como uma assessoria de imprensa vai conseguir “vender” os “lides” dos jornais aos clientes se não faz o mesmo pra melhorar a imagem do “cara” na internet? Eu explico:

quanto mais a assessoria de imprensa é boa, melhor é a lábia do entrevistado pra convencer os intermediários ( nós, jornalistas, responsáveis pelo conteúdo) a inserir no texto os ‘valores” que vão construir a marca do cliente. Ou seja, o cara é tão treinado que consegue dar o ‘lide” da reportagem ao jornalista – que nem percebe que está literalmente contribuindo com a construção de marca da empresa, que vale bilhões de dólares (ás vezes), e a gente não chega na casa nem dos mil real pra escrever aquilo.  Claro que não teria sentido remar contra essa maré já que a informação não é falsa nem há interesse do público de desvendar o outro lado da moeda. Ou, se há interesse, a internet agora existe justamente pra preencher essas lacunas da mídia convencional. Mas meu foco não é discutir essa cadeia tão delicada. O título é claro: Conteúdo do “site do cliente” é responsabilidade de quem, cara pálida?

Deveria ser da assessoria de imprensa? Eu acho que sim. Mas não sou especialista. Nunca tive a experiência em trabalhar na área.

Parece ( não tenho certeza) que quem cuida disso é a agência de publicidade ou, pior, há chance de ser a fábrica de software???? Vocês, por acaso, já entrou num site de quem é especialista em fazer códigos? Então, faça isso agora e descubra, por exemplo, que nem endereço esses caras “têm capacidade” de colocar na página dos site deles próprios. Calma! Antes de me crucificar, veja bem, eu escrevi “fábrica de software”…Atenção: não escrevi agências especializadas em desenvolver sites corporativos, que pelo que lembro tem muita animação, inovação e parece que tem arquitetos de informação. Mas, não importa quem faz. Até porque o problema não é esse.

Só pra não criar confusão. não estou criticando competência nem sei avaliar nada de desenvolvimento, ok??????? A sensação é de que o Brasil tá recheado de gente boa pra fazer sites. O título é claro: CONTEÚDO.

Quem faz vai continuar fazendo e bem. Quem desenha, também. Mas, que raios, porque quem escreve não escreve junto com outros especialistas em conteúdo? Detalhe: quando escrevo “escrever” estou me referindo não só ao texto, mas ao sistema de rotulação, organização, estrutura mesmo, tá. Isso também é puro conteúdo.

Também vale lembrar que não escrevo sobre indústria de bens de consumo como as mega-super-hiper-conhecida do mercado, que contratam agências interativas pra fazerem seus sites. Não tenho a mínima idéia do que rola nesse mundo corporativo e em outros segmentos. Eu sou especializada em TI e Telecom. E, nesta semana, fui obrigada a olhar mais de 400 sites corporativos ( um frila que não vem ao caso) neste mês DESTE SEGMENTO. Ano passado, olhei quase 600. Houve uma evolução, é verdade.

Mas não dá pra ficar quieta diante da falta de cuidado com conteúdo. OK. Você tem toda razão quando pensa nos avanços quando lê algo que soa tão negativo como este texto. Mas, lembre-se, estou desabafandooooooooooooo. Mas vou tentar elencar os tais avanços:
Alguém descobriu que existe tradução do inglês para português…yes!
Nem todos descobriram isso ainda. pena!
Outros até descobriram que existe usabilidade, interface, mas a sensação é de que ninguém ainda acha válido cuidar do cotneúdo…

Calma! Não fica nervoso. Eu percebi que já há um cuidado de orientar o internauta de acordo com o perfil dele ( pequenas, médias e grandes empresas, segmentos verticais) ou ainda permitir que alguém navegue pelas tecnologias ou áreas de atuação da empresa. OK. É um desafio superado, mas isso é básico, né!

Atenção: Eu acho que esse processo citado acima deveria fazer parte do trabalho do assessor de imprensa. sim, você deveria acompnhar o arquiteto de informação, o web designer e o programador na hora do planejamento do site do seu cliente. Pra quê? Pra melhorar o contéudo, please. Isso não é sua responsabilidade???  Essa partipação neste processo contribuiria, inclusive, com seu dia-a-dia já que muitas vezes o “atendimento” nem sabe as áreas em que a empresa atua, imagina descrever a tecnologia. Afe!

Eu sei que há treinamento para isso ( conhecer a empresa) e estamos falando ( só pra variar) de mais um mundo CONCENTRADO, onde seu cliente faz de tudo. Eu vi. Você tem toda razão. Haja especialização e saco pra acompanhar tantas mudanças na sopa de letrinhas. Mas, é justamente, por isso, que site precisa de atualização. Ainda mais site de tecnologia que muda todo dia. Institucional não é sinônimo de estático. Afinal, as empresas andam, né? Nem é sinônimo de notícias, please! ( ainda é moda copiar notícia da mídia?) Tenha bom senso, faça apenas clipping.

O que mais me irrita é a falta do ONDE????????????? Caracas, telefone, endereço deveriam ser tão básico como o “quem somos”, please! E, detalhe, volto a dizer contato no site deve abranger sua área de comunicação, seja ela interna ou externa. Não vale formulário. Existe telefone e email ainda, por favor! E, pasmem, também existe espaços físicos com rua, bairro e cidade. Mas que importância tem isso? Nenhuma. Por isso, deve ser básico. Importante, mesmo, é o textinho que classifica a estrutura do site, que também diz claramente quem é a empresa, o que ela faz, entende?!

PS: antes de pensar em montar blog corporativo, cuida do conteúdo do site do seu cliente. Esse é um bom começo pra começar o relacionametno com as mídias sociais, que tal?

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O que é uma agência de mídias sociais?

Agosto 28, 2008 · 7 Comentários

Acabo de ler o post do  Wagner Fontoura que dedicou seu tempo para evangelizar um pouco o mercado sobre os conceitos da WOMMA e o bichinho do blogar bateu…Então, cá estou mais uma vez com vontade de gritar sem nenhum cuidado com aquilo que escrevo agora e, detalhe!: sem ser especialista neste assunto, mas simplesmente como mais uma entre milhões de blogueiros que gostam de opinar, inclusive sobre aquilo que não é sua especialidade. Contexto feito e vamos blogar porque ainda temos esse direito, né!?

O que mais me assusta neste novo mundo – onde se mistura publicidade, relacionamento, assessoria de imprensa e outros canais especializados na comunicação corporativa - é como as iniciativas dessas novas empresas chegam até mim.

Nesta semana, recebi um email de uma amiga-mãe-blogueira pedindo socorro porque foi descoberta por tais agências. Ela não entendia o que estava escrito naquele email. E quando li o tal email descobri a razão do desespero da minha amiga virtual, que preza valores e princípios tão raros nos dias de hoje. O email propunha a ela uma contratação de serviço ( que não ficou clara) de um publieditorial e dizia que aquele lugar era onde trabalhava o XYZ e o XYZ, solicitando então dados como page views e outros critérios de audiência. Eu expliquei a ela quem era a empresa, o que a empresa fazia e quem era aquelas pessoas citadas no email, além de definir o tal publieditorial e ainda orientá-la de que seria interessante ela fazer essa experiência caso considerasse válida. Afinal, agora ela tinha condições de fazer a escolha dela. Resultado: ela respondeu o tal email a tal agência.

Pessoalmente, tenho recebido muitos emails pedindo que eu escreva posts sobre determinados assuntos e fico me perguntando qual diferença dessa abordagem com os releases que enchem nossas caixas postais vindos das assessorias de imprensa. A diferença é que os releases têm informação por mais que algumas sejam puro marketing. Os emails vindos dessas agências têm um pedido com hiperlink sem um contexto apelativo que me estimule a produzir também. Todo mundo já sabe que para o outro escrever é preciso oferecer conteúdo, mas ainda assim essas coisas acontecem…

Confesso que me sinto muito mal quando vejo tal cenário porque imagino que esses profissionais conhecem e são especializados em publicidade+marketing viral+assessoria deimprensa+relacionamento+gestão de conhecimento e tantos outros conhecimentos necessários para fazer aquilo que se propõem. Na prática, entretanto, minha experiência mostra que falta muitooooooo ainda para nos sentirmos confortáveis nessa cadeia de valor das mídias sociais.

Tais situações mostram o quanto algumas agências ainda não fizeram a principal lição de casa: conhecer o outro, saber quem está falando da outra ponta. Não adianta apenas identificar a pessoa, analisar se o conteúdo é adequado ao contexto da ação de marketing, é preciso saber também quem ela é, com quem ela se relaciona para poder bater na porta dela da melhor maneira possível. Sinto que os novos “RPs” da vida ainda não perceberam que terceirizar o relacionamento inclui ter interlocutores fora e dentro da sua agência.

Uma boa agência cria comunidade para ter capilaridade por meio de diferentes hubs e assim construir sua marca com a transparência e decência que a nova era da comunicação exige. Por outro lado, nem tudo são espinhos. O que não falta é coisa boa neste mercado. Mas como disse no começo deste post estou com vontade de gritarrrrrrrrrrrrrrrrrrrr.... E a gente não tem essa atitude de olhar o todo quando resolve colocar a boca no trombone.

Poderia escrever vários posts sobre a minha admiração por várias agências. Cito, por exemplo, a evangelização feita pelo Blog da Guerrilha que começou a enviar emails com boletins informativos para minha caixa postal, na semana passada. É uma ação similar a de várias assessorias de imprensa, porém completamente adequada e inteligente. Eu gostei de receber o boletim e de ler tais informações, o que me faz citar a empresa aqui e agora.

Espero sinceramente que todas agências cresçam e proliferem para que os canais de mídias sociais tenham condições de sobreviverem de forma profissional, mas é preciso antes de tudo definir o que é seu negócio, onde você atua, quais as diferenças entre sua empresa e o marketing de guerrilha, ou a especializada em relacionamento ou a área digital da mega-agência de publicidade ou até da assessoria de imprensa. Não adianta dizer quem trabalha na sua empresa, mas sim o que sua empresa FAZ.

Boa sorte, moçada!

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A delícia do aprendizado

Agosto 15, 2008 · 4 Comentários

Registrar coisas é o melhor hábito que adquiri a partir do uso da ferramenta blog. E a principal razão disso não é apenas o conhecimento que tive a partir das conversas que rolaram por aqui, mas principalmente pela atitude de pensar escrevendo, repensar lendo e voltar para esse ciclo mais madura. Essa prática é crucial para montar um projeto de mídia social como Desabafo de Mãe porque estimula minha mente a criar uma rotina de “costura”. Tenho absoluta certeza, apesar de saber que nada sei, que “costura” é o principal aprendizado para escrever na web, para publicar na web, para organizar a informação na web e, mais, para criar sua estratégia na web. Afinal, somos fragmentos, né! E temos força, um poder “assustador” quando nos tornamos TODO.

Divagação demais? Tá, tá, eu sei ando muito reflexiva, costurando tanta coisa e, o melhor, não acordo mais de madrugada por causa de uma idéia. Se ela realmente é boa minha mente trará ela na hora certa. Aprender isso faz um bem danado para manter minha família sadia (risos). Afinal, não somos nada sem cuidar daquilo que a gente ama. E como somos fragmentos não amamos só a web, a idéia, o projeto, as pessoas, a leitura, a construção de narrativas, amamos também o outro que nos constroi como humanos capazes de se apaixonar por uma “sociedade em rede”, né? Então, dormir é fundamental.

Mas, antes que isso vire post para o Desabafo de Mãe, minha intenção aqui é dizer: escreva, escreva e escreva antes de definir Ser ou não ser, eis a mídia social?, leia, leia, leia… antes de começar A escolha do CMS e esqueça dos números divulgados e não olhe para mundo quadrado da continha 80/20. Eu lhe garanto, agora que já passei por esses erros acima, que esse não é o TODO. Olhe para o cara que você lê ao lado. São tantos que haja hiperlink ( cito o Pedrinho porque tem Jornal dos Debates, mas podia ser o José Murilo, que tem Global Voices e ainda assim falta citar Outrolado, Overmundo e tantos outros projetos que têm a participação do internauta como parte essencial da produção de conteúdo. Ou seja, nosso maior ativo). Pensar em projetos onde a força produtiva não esteja somente na sua prática de blogar ainda é muito novo para usar referências tão antigas que estão em plena transformação. Por isso, todo cuidado é pouco, mas registrar é essencial para as próprias melhorias. Parece dúbio, e é! Mas também é totalmente integrado. Explico: gerenciar conflitos é a arte de fazer mídia social! Experiência própria: não há nada melhor que blogar para ficar frente a frente com essa prática ( gerenciar conflitos).

Tenho a sensação de que blogar lhe ensina ter mapas mentais – um mecanismo crucial para entender o desafio da relação entre Construir um NewsCamp é pura Arquitetura de Informação. Por mais que FOCO seja uma convenção para tudo na vida, a sensação de ter foco no projeto web mal pensado é tão grande que nem desconfia que precisa voltar de novo, de novo e, de novo na definição do seu negócio. Eu já percorri todos os pontos de um plano de negócio milhares de vezes durante dois anos – período em que o desabafo nasceu blog, virou site, morreu site, nasceu de novo site e, agora, tô aqui mais uma vez tentando descobrir uma mensagem clara e definitiva do que é este site. Pois bem, é um site de conteúdo que reúne três conceitos: blog, comunidade e participação do internauta na produção de conteúdo. O resto dessa definição ainda é segredo. Ufa! Sai, enfim, da primeira perguntinha: O que seu site?

Agora sim começa meu quebra-cabeças!

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Quem é relevante na Web?

Agosto 8, 2008 · Deixe um comentário

Eu descobri a pesquisa Um Novo Retrato da Web Brasileira feita em 2005 pela turma Marco Modesto, Álvaro R. Pereira Jr, Nivio Ziviani, Carlos Castilho e Ricardo Baeza Yates e fiquei intrigada com a métrica Número de Páginas. Veja abaixo:

Eles avaliaram 132 mil sites no Brasil para realizar a pesquisa e tiveram algumas conclusões como: CADA site tinha, naquela época, em média 85 páginas. Cerca de 13 mil deles (os 10% dos websites) tem muito MAIS páginas. Tanto mais que eles são responsáveis por MAIS de 80% das páginas da web. Ou seja, mais de 120 mil sites, em 2005, tinham menos de 20% das páginas da web no Brasil.
O que são páginas? Uma página é um documento no formato html.

Então, quanto mais página um site tem, maior é a probabilidade do sistema de busca achá-lo e tal conteúdo tornar-se relevante, certo?
Minha conclusão estava baseada numa conversa que tive, certa vez, com blogueiro que me explicou a importância Quantitativa de escrever conteúdo na web: ele é eterno desde que você determine que ele seja ( então, a chance de encontrá-lo fica cada vez maior conforme o número de páginas que você escreve) e o volume de conteúdo é proporcional também à sua relevância ( quanto mais você escreve, maior a chance de você sair das profundezas da cauda longa). A conversa com esse meu amigo blogueiro não estava atrelada ao valor Qualitativo: quanto mais “qualidade”, maior relevância. Afinal, nós dois sabíamos que Qualidade está atrelada ao mundo subjetivo: o que é bom pra mim pode ser lixo pra você… 

Mas só mesmo o post tão bem escrito por Ricardo Cavallini que gerou uma conversa com Fábio Buchecha foi o que me trouxe luz para minha conclusão tão simplista, o publicitário do Coxa Creme mostra que na matriz de valor da nova internet participativa, o ato de produzir deixou de ser. Opa, opa, opa, então, se todo mundo produz, o diferencial não está na produção. Mas, caracas, isso parece tão óbvio, mas a gente esquece disso quando começa a pensar onde devemos focar agora.

Cavallini deixa claro no seu texto que o produto final, O POST ou o CONTEÚDO, continua importante, mas o processo em si já faz parte do dia-a-dia da maioria dos conectados. Eu só achei o Cavallini porque li o post do Blog do Guerrilha que aproveita a iniciativa do Coxa Creme para trazer à tona o conceito de Cauda Longa, de Chris Anderson, deixando claro para mercado o papel da agência a partir deste novo contexto. Isso sim é saber evangelizar o mercado na hora certa com a narrativa certa ( Parabéns!)

Paralelamente, dois posts valem a pena serem observados: O Capital Social, do Manoel Fernandes, e o Lá vem todo mundo (parte2) o público e privado, de Pedro Valente. Manoel tenta explicar que Coutinho, do Ibope, quer complementar a métrica da audiência (quantidade) com a questão social (participação: comentários, novos posts, troca de emails e o que não falta são recursos para continuar determinadas narrativas como essa feita pelo Cavallini).

O problema, caro Coutinho, é que não podemos esquecer da questão que Valente coloca quando traz à tona a palavra público: a partir do momento que o público faz parte da produção, como ensina quase todos posts citados aqui e agora, Qual é exatamente o público que fará parte da sua amostra de pesquisa para mensurar o que é relevante a partir da audiência e participação?

Questiono isso porque quem faz blog, lê blog, comenta em blog e ainda escreve sobre outros blogs. Mas esse público que conversa entre blogs vira audiência para temas relevantes agora para ESTE público. Mas há blogueiros ( e não são poucos) que não se interessam por essas temáticas consideradas relevantes agora para quem tem uma audiência considerável, então, como inserí-los nessa amostra? É possível descobrir a participação de quem ainda não tem audiência porque o público que traz audiência não se interessa por determinados nichos?

Hummmmmm, será que talvez seja importante resgatar o Retrato da Web Brasileira do passado para detectar quem ainda persiste na produção de conteúdo, apesar de não ter nenhuma relevância para quem tem audiência e é relevante? Ou a amostra também segue outra característica da web que implica escolhas e é escolhido apenas aqueles que conseguem superar o desafio de passar em primeiro lugar nos sistemas de recuperação de informação. Ou seja, o bom e poderoso Google!

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Empresas estão preparadas para INOVAR?

Agosto 1, 2008 · 5 Comentários

Confesso que sempre acreditei no discurso realizado em cima do palco corporativo, onde presidentes e gestores proclamam a inovação como irreversível. Já cheguei a ouvir estatísticas e estratégias que colocam o tema INOVAÇÃO como prioridade básica para ganhar competitividade. Mas parece que na hora em que profissionais de mídia, especializados em Relações Públicas, trazem o tema á tona, a prática é outra. Pelo menos, essa é minha percepção quando se trata de comunicação e relacionamento  NA WEB com consumidor final.

Alguém duvida de que não dá pra fazer inovação com pesquisa só dentro de casa? Ou de que a colaboração externa é indispensável? Duvido de que, entre os gestores de novos negócios, essas premissas não sejam verdadeiras. Mas, então, responda-me: porquê a prática ainda continua a mesma? OK. Eu entendo que o momento seja apenas de observação. Afinal, o mundo das mídias sociais continua nebuloso. É preciso ter muito cuidado para não perder o principal valor que está em jogo: as GRANDES MARCAS.

Mas experimentos são extremamente necessários para que a mudança aconteça. E não adianta exigir números e ROI de projetos que envolvem inovação. As estatísticas estão aí: projetos de inovação demoram muitooooooooooooo para dar retorno e 80% deles falham no meio ou no fim do caminho. Estima-se que projetos de inovação podem levar até SETE ANOS para trazer retorno aos cofres corporativos. 

Opa, peraí, mas o que inovação tem a ver com mídia social? Tudo. Se sua empresa é capaz de se comunicar da maneira correta com a cauda longa que se forma de maneira assustadora pela internet, imagine o quanto ela está preparada para oferecer o produto certo aos prosumers - termo cunhado por Alvin Toffler (conheça mais sobre o gringo no blog de Pedro Dória) para classificar os consumidores que também produzem conteúdos e, muitas vezes, ainda são os early-adopters da vida.

Entenda melhor o conceito neste artigo escrito por Diego Cox, do blog Reflexões Digitais: Existe um prosumer dentro de você?

Soa ingênuo, para você, acreditar que como INOVAÇÃO é a ordem do mundo corporativo, é natural que o conceito de mídia social também faça parte das salas de reuniões das organizações? OK. Sorry! Santa ingenuidade a minha! Eu acreditei que diante da proliferação de posts bem escritos sobre tais conceitos [são muitos, mas cito João Carlos Caribé que traz à tona também a Era da participação ( leia post do André Furtado, do Websinder) no post O novo geek e Maslow], a fresta das grandes portas abririam para quem está disposto a ousar, a fazer diferente…Ops, a INOVAR. E detalhe: com muita ética e cuidado. Mas, talvez, esteja enganada. Ou melhor, talvez, esteja apressada demais para o mundo onde tempo é dinheiro.

Por outro lado, continuo cada vez mais animada e crente de que tais premissas podem tornar-se realidade. Motivo? Tem muita gente boa trabalhando para que isso aconteça agora. Nunca vi tanta movimentação no mundo de RP – quem assina lista de vagas na área de jornalismo sabe do que estou falando: as assessorias estão reforçando cada vez mais a equipe DIGITAL. Por isso, apesar das empresas continuarem apenas OBSERVANDO ou investindo forte em publicidade e criação de sites próprios, parece que o momento está propício para bater na porta de quem entende de NOVOS NEGÓCIOS.

Leila Oliva, que tive prazer de conhecer recentemente, acaba de comentar aqui (veja comentário abaixo) e tem um discurso que vai de encontro com aquilo que acredito quando penso sobre MÍDIA SOCIAL: ética é crucial no processo de inovação e, muitas vezes, ela está bastante distante do necessário ROI que os sistemas de gestão e os donos do dinheiro estão acostumados a cobrarem de quem não inova. É bom lembrar que quem inova SABE o quanto ROI também é crucial, portanto, não segue o processo tradicional que estamos acostumados agora.

Porque pensar, estruturar e validar alguma coisa nova leva tempo. Quando a discussão é feita durante o processo, antes da validação, pode parecer que o processo é longo, infinito mesmo. Porém, sem esta discussão, poderemos não saber quais as consequências, impactos de uma nova idéia. E os problemas aparecem depois.
Você fala de ética neste artigo: pois é, acredito “prá caramba” que esta é uma das dimensões da validação de qualquer idéia nova. Só que eu acredito que a validação só se dá depois do debate dos dilemas éticos que cada nova idéia pode gerar. E isso leva tempo. Melhor fazer isto durante o processo de geração e gerenciamento de idéias do que depois que a idéia já foi implementada.
Comentário feito no post abaixo por Leila Oliva

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Como Não fazer um site de Mídia Social? (CMS)

Julho 1, 2008 · 24 Comentários

Eu poderia começar este post dizendo que é crucial que antes de descobrir o que é Webdesigner, programador, HTML ou arquiteto de informação que você saiba exatamente seus objetivos e defina em poucas palavras O que é o seu site. Mas, você vai me responder: PUTZ, que ódio outro artigo sobre Plano de Negócios?

Parece simples, né. Também achava que tinha tais respostas na ponta da língua, mas só agora descobri que demorei dois anos para responder as duas questões básicas do Plano de Negócios. E sabe o que é o pior? Ainda não tenho certeza se tais respostas estão certas.

Mas tudo indica que (ufa!) sim. Então, senão quiser passar pelo que passei, volte lá no Google e leia aquela avalanche de informações sobre plano de negócios. Eu indico o site Avellar & Duarte. É o único lugar que lhe dá passo-a-passo do que você tem que fazer para montar seu site de conteúdo.

Não adianta enviar dezenas de emails para quem é considerado bambamban de cada área, conversar com todos empreendedores da web e ainda colocar todos os custos na ponta do lápis. Isso não lhe trará respostas. Pelo menos, comigo foi assim. Todos vão lhe responder os emails, mas ninguém vai lhe dar a resposta que você procura. Motivo? Você ainda não tem a mínima idéia do que precisa saber: SEO, Marketing Digital, Mídia Kit, Audiência, CSS?

Calma! Nada disso vai ser importante agora. Primeiro responda o que é o seu site? E descubra se você precisará de Joomla ou Drupal. Essa tabela ajudará você a definir o que é seu site, principalmente, se sua aposta é em um site de relacionamento, de produção de conteúdo colaborativo assim como Desabafo de Mãe. Você ainda ouvirá termos como Xoops, Plone e até o famoso WordPress que eu imaginava que era sistema feito para gerir conteúdo somente para blogs ( Veja lista de sistemas na wikipédia). 

Você terá um desafio enorme para descobrir as diferenças de cada um deles. E, detalhe: os especialistas estarão do seu lado falando sobre isso, mas você nem perceberá porque não tem a mínima idéia do que se trata.

Drupal, Xoops, WordPress, Joomla, Plone são os sistemas, conhecidos como CMS ( Content Management Systems), responsáveis pela dinâmica do seu site e atualização do conteúdo. É o gestor do site de conteúdo. Sabe como alguém pode estar falando disso pra você? PHP .

Sim! P-H-P por causa dessa sigla, talvez, você não ouça os nomes dos CMS disponíveis. Afinal, você vai ouvir que precisa de alguém que entenda de PHP sempre que questionar por onde começar…A resposta será a mesma quando questionar o programador, o amigo que tem site, enfim, de alguém que talvez você contrate para lhe salvar desse caos que é decidir pelo CMS do seu site.

Até já ouviu que PHP é uma linguagem, Drupal é um sistema de publicação e o Joomla foi motivo de festa na lista do Radinho. Porém, o Tico e o Teco não consegue relacionar o óbvio. Como assim?

Talvez porque há ainda muitas lacunas nessas conversas. Como jornalista, eu sabia que PHP é apenas uma linguagem que tem milhares de programadores que sabe escrevê-la. Em função disso, a segurança é quase zero (fácil de ser escrita qualquer um pode invadí-la). Como empreendedora eu descobri que: lhe garanto que a maioria não saberá entender o que o outro escreveu. Mesmo documentado, sacramentado, enfim ter a documentação do seu código-fonte não adiantará nada quando você muda de programador. Agora, respondam-me peloamordeDeus, a linguagem do Xoops, Drupal, WordPress, Plone e outros é PHP? Poderia ser Java? Quais CMS são desenvolvidos Java? Há chance de PHP ser Java, ou vice-versa?

Tudo indica que todos esses CMS são escritos em PHP. Veja o que o Google me mostra quando faço essa pergunta a ele: Br-Linux: Apertem os cintos

Você vai ler muito sobre cada CMS quando descobrir que precisa desse sistema de publicação, mas Ninguém vai lhe ensinar como funciona cada um dos CMS para que você tenha condições de definir qual caminho vai tomar diante daquilo que você quer para seu site. Pelo menos, eu nunca achei nenhuma informação antes de errar, errar, errar, errar, errar e errar muito. E dá-lhe mais errinhos. Gastei 20 mil reais até agora com Desabafo de Mãe e pasmem! não tenho o CMS certo para o que eu quero.

Quanto custa a programação do meu site?
Entre 10 mil e 50 mil reais – esse é o valor de um projeto de um site de conteúdo do porte do Desabafo de Mãe, mas no mundo Faça você Mesmo ele sairia de graça. Eu ainda não entendi nada para escrever esse artigo, mas acredito que os tais CMS são software livre, o que indica que você pode desenvolver seu site sozinho sem pagar nada pra ninguém. É por isso que quando falo que gastei 20 mil reais com programação e designer do Desabafo de Mãe, todos me criticam dizendo que sou louca?

Mas não pense que brincar de fazer site é igual montar seu blog no WordPress levando uma caixinha pra lá e pra cá… Já ouviu falar dos plugins?

Você precisará usar aquele sistema de “graça”, aberto e que pode ser alvo de conversas madrugadas afora com outro programador apaixonado pela linguagem para CONFIGURAR o mundo livre de acordo com seus objetivos. Ou seja, se está disposto a dar uma de programador e sabe inglês, basta fazer busca no Google e começar a montar seu site. Não deve ser nada simples, mas parece que é assim que funciona. Por isso, todos se espantam quando afirmo que gastei dinheiro com Desabafo de Mãe, né?!

Por outro lado, sempre que converso com alguém que sabe PHP ou falam do CMS Drupal, Joomla e por aí vai, eles não sabem fazer o webdesigner – a carinha do seu site. E, detalhe: não faça a carinha do seu site somente no papel, dê uma boa lida nos conceitos de Arquitetura de Informação antes de contratar o serviço do cara que fala sobre usabilidade, layout, mapas de navegação. Entenda tudo sobre sistema de rotulação, navegação local, organização top-down ou bottom-up. Faça esse dever de casa antes de contratar um programador, webdesigner ou agência. Senão, você vai se ferrar.

Ah! Tem um detalhe: você também pode aprender HTML e fazer o layout do seu site sozinho. Afinal, vivemos no mundo Faça você Mesmo! Eu não recomendo porque, infelizmente, nasci na geração TI sem saber o básico para fazer aquilo que amo: escrever, organizar informação, intermediar redes, editar textos e por aí vai. Mas, responda-me: jornalista precisa ser webdesigner e programador? Eu já me antecipo que no mínimo você precisa saber os conceitos de AI.

Links Relacionados:
Como fazer site de Mídia Social?

Upgrade: Em função de comentários e posts-”resposta” a este texto, gostaria de esclarecer que meus desafios técnicos fazem parte da minha experiência pessoal, a qual não tem nenhuma relação com demais profissionais que participam do projeto Desabafo de Mãe. É importante ressaltar também que o Mídia Social é apenas um blog de quem não tem nenhuma intenção de se tornar um veículo informativo, canal de informação ou espaço de articulista.

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Um Jabá com contexto para Blogs

Junho 19, 2008 · 5 Comentários

Eu nunca vi nem me lembro de nada que a LG promoveu entre 2000 e 2005. Neste período, eu viajei até para França patrocinada pela Nokia para cobrir evento de mobilidade. Houve sempre bons jabás de fabricante de switch, desenvolvedor de plataformas de CRM e por aí vai. NUNCA durante cinco anos de IDG, lembro de alguma iniciativa da LG que envolveu JABÁ.

Em abril deste ano, entretanto, a fabricante sul-coreana entrou para lista de discussão sobre Ética em Blogs devido a ação Safari Urbano. Pitacos e críticas vieram de todos os lados. Aqui eu citei a ação a partir de diversos pontos que foram discutidos durante o NewsCamp: Responda-me: porque a LG não dá seus brinquedinhos para os presidentes das corporações andarem de helicóptero e fotografar as imagens vistas lá de cima? Seria uma estratégia de relacionamento? Não é fácil discutir “o que homem faz a partir do que fizeram dele” ( Sartre).

Eu acredito nas convenções como Informe Publicitário, Anúncio, Licenciamento de conteúdo e até no tão criticado JABÁ. Mas, como já disse antes, certas convenções precisam ser reinventadas porque replicá-las dentro do ambiente de rede provoca, no mínimo, mal estar. Motivo? É preciso se adequar ao ambiente de “sociedade em rede”. Fazer jabá com blog é oferecer algo a pessoas. Fazer jabá com a Imprensa é oferecer algo à uma entidade burocrática, hierarquizada. Não existe “o jabá da Nokia é para Ceila Santos”, mas o jabá da Nokia é para o veículo tal. Essa mudança implica num cuidado estrondoso na hora de criar os recursos do Jabá para que a ação com pessoas não torne-se exploração ou coação.

O erro do Safari Urbano foi utilizar a tão propagada “voltinha de helicóptero” para falar de celular. Tudo bem, lá do alto as imagens devem ser incríveis, mas o recurso é bastante luxuoso para pessoas assim como é extremamente usual para executivos. Não há como não se assustar com o helicóptero dentro dessa ação.

OK. Eu sei que você vai me questionar: Mas a viagem para França paga pela Nokia? Ela está atrelada ao evento de mobilidade. Por mais luxuoso que seja, a viagem é a ÚNICA via para chegar ao evento. Já o helicóptero é uma opção diante de diversas possibilidades de fotografar por ângulos diferentes.

Faço esse mega pano de fundo pra informar o seguinte: Eu vi Rafinha Bastos e Danilo Gentili no show da LG! Minha sensação foi de que o grupo sul-coreano acertou na dose. Desta vez, a Dudinka e a One Digital ofereceram um Jabá dentro do Contexto.

A fabricante lançou um site ( ok, eu sei que isso é comum e típico das grandes organizações) com uma estratégia de divulgação que envolveu quase 99% de blogueiros. O nome do site é Lorotas e os dois atores (NASCIDOS DA INTERNET e extremamente famosos por causa do programa de TV CQC, da Bandeirantes) apresentaram seu repertório de comédias, trazendo á tona o jabá (achei fantástico!), o produto, a internet e ainda suas piadas. Enfim, uma campanha viral com contexto.

Não houve luxo, deu o recado, vai gerar muito buzz, é imediatista e, detalhe, não deve nada aos típicos jabás oferecidos à Imprensa. Talvez uma pergunta que se coloca diante da ação é: TV de Plasma é um produto adequado a blogueiros? Acredito que não assim como muitas ações de Jabá não são adequadas a jornalistas, mas ao público que lê os veículos onde esses profissionais trabalham. Também não tenho a mínima idéia se o público dos blogueiros presentes é o nicho alvo. Mas, com certeza, TV de Plasma é SIM um desejo de consumo. Ainda mais com a chegada da TV Digital.

Houve alguns percalços. Eu não sabia, por exemplo, que o show oferecido era patrocinado pela LG. Óbvio que como fui convidada para ir ao show do Rafinha Bastos e Danilo Gentili sabia que era um jabá, mas o convite não deixou isso claro. É bom adotar a convenção: “A LG tem o prazer de lhe convidar….” Na troca de emails até houve menção à marca ( [dudinka] LG Plasma – Stand Up Comedy Show) mas somente no tópico assunto do email. Passou despercebido por mim.

De resto, gostei do formato. A dupla de apresentadores trouxe á tona a palavrinha mágica: JABÁ sem nenhum pudor nem hipocrisia, durante o show. E como todo jabá não houve nenhum tipo de coação para gerar o viral como o que faço aqui e agora, mesmo sem ter uma TV Plasma na minha sala, mas o encontro foi tão agradável que hoje posso falar dele como uma pessoa comum que escreve. Se estivesse lá como jornalista, talvez, não falaria nada. Ou até divulgaria o release sobre o produto, mas você JAMAIS ficaria sabendo que eu vi o Rafinha Bastos e o Danilo Gentili de graça. Essa é a transparência que a sociedade em rede traz á tona e, consequentemente, permite relacionar e mostrar um pouco dos bastidores do jornalismo convencional.

Upgrade: hoje – quase 18 horas após ter publicado este post - pensei o quanto essa minha divagação está atrelada, ou não, ao fato de ter participado pela primeira vez à uma ação destinada a blogueiros. Como não participei do Safari Urbano, minha percepção era de quem lê a espuma. Agora que vivi presencialmente a segunda ação, estou influenciada. Afinal a ótica é outra. E, pela primeira vez, percebo minha metamorfose em aceitar as convenções do modelo de mídia para a Imprensa e talvez considerar estranho a mesma estratégia para mídias sociais. leia Mais: Um desabafo de uma blogueira, ou seria Jornalista?

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Google é a única cauda longa da publicidade online?

Junho 16, 2008 · Deixe um comentário

Não é novidade para ninguém que o mundo capitalista é construído pela desigualdade. Ou seja, POUCOS ganham MUITO Mais dinheiro. Não é à toa que a regrinha dos 80/20 ainda impera no nosso dia-a-dia. UOL, Terra, IG, Google, Yahoo e Microsoft, sem dúvida nenhuma, são responsáveis por 80% ou 90% da receita de R$ 527 Milhões movimentada no ano de 2007. Essa é a mídia online do mercado brasileiro de sucesso.

Talvez, vale somar os calhaus, cotas de patrocínios ou até mesmo CPM ou CPC vendidos pelos sites da Globo.com, Abril, Valor nesta conta da concentração. Eu considero dois regionais importantes: JC Online e Click RBS, porém não tenho a mínima idéia se ambos canais estão na conta da concentração. E nem imagino quem são os restos dessa história?

Será que no meio deste bolo entra sites segmentados da mídia de papel como IDG Now ou de ex-jornalistas como Convergência Digital e Telecom Online? Ou, a briga pelo que resta do pedacinho do bolo já é destinada para nova mídia ( neste caso, leia-se blogs e iniciativas como Desabafo de Mãe)? Duvido muito. Minha sensação é de que nichos como blogs são canais exclusivos do Google e suas réplicas nacionais (leia-se UOL, Submarino, Yahoo, Mercado Livre e por aí vai) que por eliminarem as agências dessa cadeia conseguiram trazer também um novo grupo de anunciantes, os quais já somam em torno de R$ 110 Milhões de movimento com o famoso Links Patrocinados ( veja mais detalhes dessa conta no post do Renato Cruz)

É impressionante a ausência de informação sobre esse mercado, cujo grande apelo é justamente a capacidade de mensurar e gerar cada vez mais relatórios dos serviços de publicidade que oferece ao mercado corporativo. Pior que isso é o silêncio das mídias de nicho.  Cadê nossa capcaidade de compartilhar conhecimento sobre o mercado. É impressão minha ou Tudo é OFF.

Parece até que vivemos na cultura empresarial dos GRANDES. Eu diria que é ainda pior porque é um medo, receio, “doença”( talvez) ou será apenas um despreparo pessoal?  Sem dúvida nenhuma faz parte do nosso crescimento como nicho. Espero em breve ter outra percepção, um olhar mais maduro e consciente desse setor. Infelizmente ainda continuo perdida e me sinto bastante solitária. E imagino que há muitos solitários nesta trilha - sem tempo de navegar, de compartilhar, de conhecer o outro porque o heroísmo exige assimilar diferentes competências a cada descoberta. Só não tenho certeza de que essa luta solitária seja viável para todos. E pior que seja correta para cultura de nichos…

 

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