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Dialogo entre guetos é possível?!

Novembro 21, 2009 · Deixe um comentário

Eu tive a honra de estar ali ouvindo a leitura do documento. Éramos muito poucos e também com quase nenhuma diversidade. Ali só tinha governo ou acadêmico. Afinal, isso é coisa pra quem? Publicitário, assessor de imprensa, RP, jornalista, radialista, apresentador de TV, atriz, ator, diretor, compositor, músico, programador, webdesigner, blogueiro, AI? Não! Acorda! Estamos falando de política e sociedade civil, entende!?

OK. Eu também ainda me sinto um peixe fora d’água. Mas até mesmo onde eu sei nadar muito bem tenho ficado sem ar. Por isso, estava ali.

Sinto que retomo a leitura fragmentada de Benkler, resgato aquele relatório. Ainda está tudo muito cru, mas o esqueleto parece estar pronto. Precisamos colocar pele, revestí-lo, aprimorá-lo muito…Não sei se é possível conjugar o verbo da diversidade, mas seria um começo e tanto se saíssemos agora dos nossos guetos para fazer diferente. Dar pitaco de quem vive na prática o desafio de viver na mão do programador ou não saber a hospedagem certa para seu projeto. Mas são muito poucos que vivem esse desafio e ainda tão dispersos. E o pior de tudo exige tempo…

Ufa! Desabafo pronto, vamos então aos fatos. Estive na quinta-feira no Fórum de Cultura Digital e participei somente das tais PLENÁRIAS. Não tenho idéia do que rolou nos seminários. Mas a plenária foi uma apresentação do que os tais eixos estavam fazendo desde lançamento da rede social. André Deak entrevistou editor, teórico, teórico e teórico, diretor, participou de eventos, enfim, ouviu muita gente e ainda coletou informações do que rolou na rede para escrever o documento. Isso vai servir pra virar política de governo!!!

A idéia envolve Direito, Educação e Financiamento.  O direito começa pelo acesso, passa pela produção e chega até ao anonimato. A Educação entra como meio para permitir as tais práticas sociais de jornalismo. Parece que a idéia é propor a “cultura digital ou a comunicação” desde a escola. De certa forma ela já existe, não? Só não está claro se essa educação será mediada pela técnica ou olhará para Comunicação também como mediação social, cultural e estrutural. Como se ensina uma criança a se relacionar pra não se tornar um adulto preso em guetos?  A outra vertente ( financiamento) é ampla: vai desde propostas de jornalismo independente e, detalhe não vinculado a terceiro setor nem pontos de cultura, até à inserção de cultura digital no campo do Audiovisual e, consequentemente, dentro da Lei Rouanet.

Eu ainda não reli o documento com calma, mas confesso que sai dali satisfeita. O esqueleto está lá pronto para virar gente. Alguma coisa já começou a ser questionada dentro da plenária. Destaco duas porque as considero com mais potencial de aprendizado, pelo menos, pra mim.
1- Quem vai ganhar money do governo?
São práticas sociais de jornalismo ou a disputa pela hegemonia da informação. É possível criar uma política para as duas demandas? E o que significa cada uma delas?
Eu não consegui registrar o nome da pessoa que trouxe o tema em questão, mas comecei a viajar muito sobre o que isso significa. Práticas sociais de jornalismo, pra mim,  é pensar no tal capital social, o intangível, as relações e isso me remete a comunidades. Quais? Pensei naquelas que estão vivas no cotidiano e “podem” migrar para mundo digital. O desafio é a migração. Por outro lado, há as comunidades que nasceram da prática do virtual. No entanto, poucas evoluiram como movimento cidadão, os interesses são diversos e dinâmicos e, detalhe, os membros das comunidades virtuais são mutantes. Como pensar política para financiar algo tão líquido? Mais fácil financiar as referências já estabelecidas no mundo offline. Neste caso, o desafio é menor: educação mediada pela técnica e infraestrutura. Porém, só tais recursos não garante rede viva (acho eu).
Já a disputa da hegemonia da informação é mais fácil. É a briga da velha ideologia: dominante X dominados. A internet poderia ser canal para democratizar o consenso das quatro famílias. Talvez, neste caso, os “jornalistas” podem ter alguma chance. Mas jornalistas de quais guetos e com qual cluster do lado?

A segunda questão veio á tona por Alex Primo: comunicação para todos e jornalismo para alguns? Essa merece outro post…Volto em breve!

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Media On – Joshua Benton

Outubro 29, 2009 · Deixe um comentário

Rever a curadoria e os palestrantes na platéia do Media On deu saudades da minha inocência infantil. Naquela época, ainda enxergava apenas os extremos das possibilidades da democracia de acesso, produção e circulação do conteúdo. Escutava apenas aquilo que fazia sentido para quem sonha com alternativas para a atual estrutura da mídia. Por isso, no auge da minha inocência, eu tinha absoluta certeza de que a hegemonia dos donos da mídia também estava em jogo. E, detalhe: os fragmentos, os múltiplos, os diversos e, principalmente, os pequenos teriam poder com seus respectivos públicos. Sim, poder de grana, além da transformação social!

Eu acreditava que os velhos grupos seriam eternos, mas não os via como os vejo hoje. Tenho a sensação de que ainda estou cega, mas desta vez minha crença está baseada em outros extremos das potencialidades das mídias digitais. Agora, ouço Joshua Benton como um uma mero telespectadora. Explico: No passado, cheguei até a acreditar que fazia parte do público e, detalhe, sem a hierarquia que carrego na identidade profissional que ocupo.Vejo no palco apenas um narrador que faz parte e fala para o mainstream. Agora, sim o discurso do palco ganha mais sentido. O extremo que vejo na internet agora é muito mais recheado de hegemonia e hierarquia do que democracia e mídias alternativas.

Sei que existe um meio do caminho, entre outros tantos tão diversos, mas estou vivendo e, falando, de EXTREMOS. Agora, meu olhar para as potencialidades da internet é de que ela reforça a concentração dos donos da mídia. A arrogância e gestão de links que Joshua cita no palco só faz sentido porque é a maneira como o velho profissional - dos grandes grupos - poderá explorar os outros. Pra mim, ainda soa mais como subordinação que parceria ou deslocamento de poder. A mudança parece deslocar apenas o meio, enquanto o status quo permanece vivo, forte e lucrativo.

Não é só o custo do papel, mas também as próprias cabeças de papéis. Muito MAIS com menos. Porquê vejo tudo tão extremista? Eu acompanhei muitos nascimentos de guetos, participei da construção dos quase impossíveis consensos e os caminhos trilhados apontam sempre para a mesma porta do passado. Lógico que a idéia sempre foi bater nessas portas, mas achei que haveria uma transformação. Ela não aconteceu ainda e o processo continua o mesmo. 

Ouvir Joshua, entretanto, também mostra que há ainda um caminho em construção. Ele citou que a estrutura marxista da produção da notícia está em xeque. No mínimo, neste novo circuito foi eliminado o processo de circulação/impressão, acrescentado novos elementos no processo de produção. Mas cadê a criatividade para colocar essa nova estrutura pra rodar uma nova economia, inclusive entre quem são os donos da mídia?

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Não se alienem de sua criatividade!!!!

Outubro 16, 2009 · Deixe um comentário

O título é copiado daqui. Eu já tinha ouvido falar do Dimantas e do Felipe Fonseca, mas só agora começo a ter dimensão de quem são esses caras. Deu vontade de gritar, chorar e rir ao mesmo tempo enquanto lia o post da Gambiarra. Minha vontade foi além de remixar, blogar e distribuir…Quero vestir a camisa e sair aí pelos cantos com indicador fixo para mensagem. A Gambiarra é válida para as mães, mulheres, blogueiras e toda Sociedade da Informação. Eu não tenho idéia do todo que representa esse post, mas sinto ele na pele. Vivi muito disso, ainda engatinho para deixar a submissão de transformar tudo em produto de lado, mas já começo a respirar outros ares.

É uma questão de processos. Confesso que eu continuava processando tudo sem virar a cabeça. Agora tô começando a plantar bananeira. Ando só caindo, é verdade, mas recomeçar é muito bom. Cada tentativa realmente torna o problema menor. E como já foi exagerado meu jeito de ver as coisas. Tudo tão dolorido e tão abundante. Tão ingênuo e tão vítima. Mas extremamente necessário. Eu agradeço por cada caída, cada buraco, ruptura e pelas pessoas más que passaram pelo meu caminho. Valeu a pena!

Ler Dimantas e Fonseca me faz acreditar que é necessário fazer diferente. Não se trata de negar o óbvio. É preciso seguir em frente, buscar as pessoas certas, formar as infinitas redes, construir e reconstruir a si mesmo. Não é fácil. Tenho a sensação de que o gênero potencializa meu jeito de olhar as coisas, mas chega de ser boazinha. É hora de fazer gambiarra. Se estiver disposto, o convite tá feito!

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Massa, mídia e escala de blogs

Agosto 4, 2009 · 2 Comentários

Tenho a sensação de que hoje é o primeiro dia do ano de 2009 que, pasmem!!!, estou com tempo para navegar na web sem ser de madrugada. É tão bom que dá medo de estar sonhando…Mas antes que esta conversa transforme-se num manifesto sobre tempo, escolhas e autonomia, resolvi blogar porque li o Barbusci, no post A internet como mídia massa?, e ao ouvi-lo fiquei intrigada. Você também acha que a internet é uma mídia massa como a TV? Sério?

Putz! É por isso que eu tenho medo de números e raiva por não ter nascido gostando de matemática…Explico: eu acho muito arriscado enxergar a internet como mídia de massa. Ter 50 milhões de conectados em rede não significa ter todo este potencial para vender anúncio e proclamar o consumo. Eu ainda vejo a internet bastante fragmentada e é exatamente isso que faz ela valer a pena. OK, mas o que é mídia de massa? Ainda não virei uma insuportável de carteirinha para saber conceituar tudo, mas no mínimo, me lembra escala. E é justamente isso que tem estragado a maioria das iniciativas privadas dentro das redes sociais. Exemplo?

Três meses atrás liga um garoto de uma agência, que já foi um blogueiro admirável, querendo colocar um anúncio no Desabafo de Mãe. O critério de valor era aquele determinado pelos portais no passado, o tal CPM( custo por milhões, ou algo assim..), que vale alguns centavos, porque a regra é escala. Resultado: não aceitei. Então, garoto me “ensinou” o nome do jogo: Ceila, mas é melhor ter pouco do que ter nada, né?

Tenho a sensação de que olhar a internet como mídia de massa é justamente o que prejudica a inovação. Se aquele garoto tivesse sendo pago para descobrir formatos de como atribuir valor ao conhecimento adquirido pelas trocas fragmentadas entre pessoas ao inves de ligar para 200 blogueiros para oferecer-lhe centavos por milhões de páginas, talvez estaríamos aprendendo a reconhecer um novo modelo de economia para a internet que não é mídia, massa nem escala.

anotações: o valor de troca das mercadorias, sejam ou não materiais, não é mais determinado em última análise pela quantidade de trabalho social geral que elas contém, mas, principalmente, pelo seu conteúdo de conhecimentos, informações, de inteligências gerais.

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Fórum de Cultura Digital chegou!!!

Agosto 1, 2009 · Deixe um comentário

Conversar sobre o Fórum de Cultura Digital aqui, neste blog, sem eufemismo, encantamento e parcialidade seria mesmo impossível. Não. Eu não faço parte da construção da chegada desse evento (previsto para novembro), mas confesso que me tornei uma espectadora de um pedaço dessa história e, pra variar, uma espectadora bastante apaixonada. Pra mim, o Fórum de Cultura Digital representa um marco (quase utópico, eu diria), e por isso mesmo um grande marco que retrata um começo…
[Começos são sempre feitos de fechamentos de longos ciclos]

E, antes de falar deste começo, explico a razão deste meu deslumbramento pelo dia de hoje. Eu comecei a ouvir sobre “fórum” – sem saber que ele era ele – quando meus olhos brilharam ao ouvir um pouco da vida de Brasília do Deak, no Newscamp. Os capítulos foram vindo de forma gradativa por meio do Savazoni e tantas outras pessoas, que também fizeram parte daquele momento tão intenso para eles. Aprendi a admirá-los muitooo e torcer cada vez mais por aquele sonho coletivo. Até que de repente ele ganhou formato de uma casa e agora, chega com pedaços construídos por um bando de gente diferente em busca de outros bandos…

O que quero dizer é que eu não tenho idéia dos ciclos necessários para chegar aqui, mas o fato é que ele propõe algo tão diversificado, coletivo e ideal que assusta. E é isso que faz ele valer a pena. Cultura Digital, para quem o criou(aram), nasceu de um Caderno de Provocações com um detalhe que nos desloca (até) daquilo que entendo por Ministério da Cultura porque ele se propõe ser transversal com cinco eixos: Memória digital, Economia da Cultura Digital, Infraestrutura, Arte Digital e Comunicação. Confesso que ao ouvir a palavrinha transversal deu nó na barriga porque hoje leio o Ministério como uma matriz focada naquilo que a indústria considera cultura: produtos culturais ( teatro e teatro, museu (patrimônio, acervo), circo, música, cinema, cinema e cinema, literatura) Imaginar um órgão público que amplie o conceito de cultura a partir de toda diversidade que a internet é agora, NO MÍNIMO, me fascina.

Como diz meu amigo (ídolo) Marmota, meu olhar anda crítico (ufa! que alívio). Não sei se chega a tanto, mas o fato é que ando menos deslumbrada com o novo e isso me faz pensar mais nos desafios que nas possibilidades…E o grande desafio agora é mobilizar…Eu vivo há seis anos mobilizando pessoas e aprendi que quando fazemos isso de forma consciente, perdemos um pouco da mobilização, porém, quando mergulhamos no processo de mobilizar, perdemos um pouco o rumo. É ambíguo, ambivalente e difícil. Mobilizar demanda identidade e é raro, nos dias de hoje, se identificar com o Estado. ELE é distante e irreal, ás vezes… Por outro lado, a proposta é transversal, está aberta e vem num formato que a rede entende e, por isso mesmo, ele é muito mais desafiador. Afinal, rede exige ligação, interconexão, debate e diversos tentáculos. Rede é mais carente que criança que passa o dia na escola. Rede exige mais que dedicação, cobra um pouco da sua alma. E que venha a alma de um novo ministério!!! 

É porque acredito que vale a pena que convido a todos para rede da Cultura Digital!

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#MegaNÃOOOO!

Maio 15, 2009 · Deixe um comentário

Ok. Eu confesso que até desejei ter feito faculdade de Direito, enquanto ouvia o Amadeu hoje, 14/05, na Assembléia Legislativa de São Paulo, defendendo nossa liberdade na internet contra o Projeto de Lei do Azeredo. Mas nada melhor que a própria internet para retratar a mim o óbvio. Agora, COM A INTERNET, o conhecimento está aberto tanto para mim quanto para você, além dos especialistas. Você pode até não entender nada sobre o que é direito civil ou penal assim como eu, mas basta ouvir quem entende para identificar quem defende o quê. A minha sensação é de que quem defende direito humano é contra o PL do Azeredo.

Até o representante do Ministério das Comunicações ensinou, em 2006, ao Azeredo que o projeto dele vai na contramão da INCLUSÃO DIGITAL, SIM!!!, porque impõe burocracia e sinaliza possibilidade de certificado digital. É bom lembrar que ele citou, naquela época, que os 3 mil provedores de internet já eram apenas 300 ( mas você conhece só três, né?! Terra, Uol e IG) em 2006 e, com PL do Azeredo, haveria a chance de exisitir nenhum. Abranet que briga para não arcar com custo do log ( aquele que vai te monitorar – o endereçamento eletrônico da origem, hora, data e referência GMT da conexão efetuada – na rede) já chegou a dizer que, para guardar por três anos “nossa vida virtual” com objetivo de identificar o criminoso para polícia, custaria R$ 14 milhões/ano em 2007 e as operadoras calculavam cerca de R$ 100 milhões/ano. Adivinha quem vai pagar essa conta? Mas isso ( que resulta numa exclusão digital ainda maior) ainda não é o pior…

Art. 22, III – o provedor deve informar, de maneira sigilosa, a autoridade competente, denúncia que tenha recebido e que contenha indícios da prática de crime sujeito a acionamento penal público incondicionado, cuja perpetração haja ocorrido no âmbito da rede de computadores sob sua responsabilidade.

Demi Getschko  explicou, no seminário da Câmara, em 2006, que a internet nasceu para ser autoregulada, para prática do consenso e as regras - quando houverem – não devem ser detalhistas. Getschko ainda ensinou que a forma de combater crime deve ser muito mais baseada em tecnologias e ética do que em leis. Educação também pode ser uma boa iniciativa para combate ao crime.

Enfim, o que não falta é um MEGANÃO ao PL Azeredo, e se quiser entender o que rolou hoje na AL, o Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da Fundação de Getúlio Vargas esclarece o porquê o PL do Azeredo criminaliza a internet e é inócuo para quem comete crime na web. Vale a pena repetir os tais artigos:

285-A – Acessar, mediante violação de segurança, rede de computadores, dispositivo de comunicação, ou sistema informatizado, protegidos por expressa restrição de acesso

285-BObter ou transferir, sem autorização ou em desconformidade com autorização do legítimo titular, da rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, protegidos por expressa restrição de acesso, dado ou
informação neles disponível.

Art. 163-AInserir ou difundir código malicioso em dispositivo de comunicação, rede de computadores ou sistema
informatizado. Parágrafo 1º. Se do crime resulta destruição, inutilização, deterioração, alteração, dificultação do funcionamento, ou funcionamento desautorizado pelo legítimo titular de dispositivo de comunicação, de rede de computadores, ou de sistema informatizado

Art. 171-A. Difundir, por qualquer meio, programa, conjunto de instruções ou sistema informatizado com o propósito de levar a erro ou, por qualquer forma indevida, induzir alguém a fornecer, espontaneamente e por qualquer meio, dados ou informações que facilitem ou permitam o acesso indevido ou sem autorização, à rede de computadores, dispositivo de comunicação ou a sistema informatizado, com obtenção de vantagem ilícita, em prejuízo alheio:

Veja Também:
Ministro da Justiça se pronuncia contra o PL do Azeredo

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Como se relaciona com blogueiros, jornalistas, egos e vaidades?

Março 18, 2009 · 5 Comentários

Eu participo de uma roda de “conversas” via email de uma turma que cuidava da intermediação entre imprensa e empresas e, agora, com a chegada de blogs e redes sociais, essa galera também aprende a se relacionar com blogueiros, orkuteiros e tudo que é considerado mídia na web. Na verdade, não há muitas conversas nem troca nessa roda (uma pena. Mas já há roda, um avanço). O fato é que o pouco que ouço dessa roda soa sempre o mesmo discurso: como vai ser a partir de agora? Eu não sei, mas ainda acho que bom senso é regra pra tudo, inclusive para relacionamento ou divulgação, seja com jornalista ou blogueiro.

Um exemplo claro da falta de bom senso é fazer um evento para jornalistas e blogueiros, onde somente aqueles que moram fora da cidade de São Paulo tem direito ao almoço servido após coletiva de imprensa, que termina ao meio dia. Detalhe: com uma coletiva agendada para 15h00. Quando alguém explica que discriminar não é bom verbo, esse alguém quer dizer que discriminar qualquer um, seja blogueiro ou jornalista, não é legal NUNCA.
OK! Orçamento apertado! Então, não faz outra coletiva ás 15h00. Ou, no mínimo, dê condições aos residentes de Sampa se alimentarem…Jornalista não tem cacife pra pagar buffet de 75 reais e, muito menos, tempo para pegar uma fila enorme porque restaurante do evento não comporta o número de participantes presentes. Detalhe: nenhum restaurante mais em conta oferecia serviço para pagamento com cartão de crédito ou débito.  Responda-me: onde está o bom senso de uma agência que permite acontecer isso?

Conversei esses dias com blogueiro que vem frequentando bastante os eventos que, no passado, eram recheados exclusivamente por jornalistas. Ele comentou comigo que, pelo menos, as velhas assessorias têm noção do básico: oferece material de apoio, não faz sorteio ridículo como as agências especializada em mídia digital - segundo ele, teve um evento para blogueiro que a agência teve capacidade de permitir que a empresa sorteasse o teste ( leia, de novo, o TESTE) do equipamento - mas ainda o tratam “cheio de dedos”. Eu imagino e vejo o quanto os olhares dos assessores voltados a alguns blogueiros são: o que eu faço? Nada de diferente, uai. É um intermediário da informação como outro qualquer – só que o blogueiro opina e pode falar a verdade dos detalhes que um jornalista ignora. E você, meu caro, não terá controle sobre ele como pode ter quando fala com um jornalista, saca? É isso pronto e acabou.

Aiiiiiiiiiiiiii, não! Você ainda está preso naquela ladainha de quem é quem na blogosfera????????? Se ainda está nessa, sorry, precisa ler muito para entender a diversidade dos blogs. Eles são tudo e, inclusive, podem ter o mesmo papel que os articulistas do velho jornalzão tem há séculos como podem ser apenas mais um blog/comercial/monetizado que vive de promoções e post pago. Seu papel como um RP é ler blogs. Sorry! Tem que ler ou pagar alguém pra ler e saber do que se trata aquele blogueiro. Recebeu listinha de indicações do amigo do amigo do amigo que lê blogs, basta ler os cinco últimos posts que conseguirá identificar qual é a dele, ok? Você pode errar, mas tente acionar o bom senso!

Outro exemplo da falta de bom senso é agendar entrevistas exclusivas antecipadamente e deixar os jornalistas da grande imprensa acompanhar a” exclusiva” do jornalista especializado, mas não deixar o especializado acompanhar a exclusiva do jornalista da grande imprensa. Pega mal. É feio e, de novo, faz parte de quem tem cultura de discriminar quem é quem…

Eu não tenho nenhuma experiência nem conhecimento acadêmico de RP Digital, Assessoria de Imprensa, Comunicação Corporativa, mas ser blogueira há quatro anos e mais de 12 anos de jornalismo me leva a crer que o BOM SENSO deveria ser a regra número um pra quem ganha muito dinheiro para intermediar a relação entre imprensa, blogueiro e empresa, além das vaidades e egos que estão em todos lugares dessa cadeia de gente.

Fui!

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Feedback:O absurdo do atendimento da Vivo – Uma lição para Mídias Sociais?!

Março 13, 2009 · Deixe um comentário

Gentem, o feedback que recebi do post abaixo de amigos via email, telefone, msn, skype e etc, me deixou um pouco preocupada em relação a algumas interpretações. Então, vamos lá, sem meu estilo caótico de ser -detalhe: o qual eu tenho muito orgulho e prazer em ser caótica por natureza -, mas adotando uma narrativa de listinha, blz?

1-  Uma falha identificada não retrata o todo
2- Não. Eu não estou brava como consumidora da Vivo e, se estivesse não faria isso aqui, mas no espaço destinado a isso: jornal, coluna de prestação de serviço, reclame aqui, procon, anatel, blog de amigo que tem este objetivo,ok?…
3- Eu estou muito brava, revoltada e acho um absurdo o que o executivo fez comigo, profissionalmente. Assim como acho o mesmo absurdo se ele tivesse feito isso com uma outra pessoa de qualquer profissão, entretanto, isso não me levaria à revolta para blogar
4- O fato de ter sido O Executivo que agiu desta forma não exclui a marca da empresa. Qualquer profissional da Vivo, pra mim, representa quem a empresa é. Eu não falo com instituições nem marcas, falo com pessoas que fazem a marca e a instituição ser quem a empresa representa pra mim, ok? Ou seja, pra mim, não existe porta-voz institucional.
5- A razão da minha raiva não é de ter sido tratada pelo executivo da maneira em que fui tratada. Eu nunca fui arrogante o suficiente como jornalista pra achar que preciso de um tratamento diferenciado ou privilegiado. Isso não significa que eu não seja arrogante. Eu sou e muito, mas não por essas coisinhas.
6- A minha raiva brotou de forma exclusivamente PROFISSIONAL. Eu ainda sou alguém que faço as coisas por tesão e paixão. Sim eu gozo quando sinto cheiro de uma boa pauta e, eu fiquei neste estado quando ouvi o cara em cima do palco. Eu gostei da pauta, pensei no lide, defini a estrutura da reportagem e ainda analisei como poderia distribuir essa produção nas mídias existentes do veículo o qual eu presto serviço, enquanto ouvia o cara no palco. Minha revolta surgiu quando o cara desceu do palco e assumiu a postura relatada no post aí debaixo.
7- Eu não fui nenhuma “cega” nem “surda” nesses mais de 10 anos de profissão para nunca ter ouvido de um executivo: Eu posso ler a matéria antes? Ouço isso frequentemente, mas nenhum executivo virou as costas, enquanto eu o “educava”, explicando a razão de não deixá-lo ler a nota previamente. Eu explico que fui formada para apurar e escrever ( é o meu trabalho) e que o meu veículo não é corporativo, ou institucional, a ponto de ser aprovado pela própria fonte e ainda deixo claro que, se houver algum problema após a publicação, eu assumo meu erro de interpretação, caso o erro seja meu, ou se houver dúvida, eu ligo novamente pra fonte. Porém, este é meu trabalho: intermediar a informação. Ainda, dependendo do frila, eu respondo que eu não daria, mas que como presto serviço, eu vou passar a demanda para o veículo, ok? Afinal, nem sempre conheço a política da empresa.
8- O que me levou escrever aqui o ocorrido não é para brigar ou provocar algum auê. Minha intenção aqui – bastante arrogante, aliás – é compartilhar uma atitude comum dos executivos, que particularmente eu considero fruto do trabalho de comunicadores e que, neste caso, foi um pouco além do tradicional. Por isso, achei que era válido colocar a boca no trombone porque, neste momento, a área de comunicação COMO UM TODO  busca respostas para melhorias de como lidar com as mídias. Eu sou assim. Tenho essa mania doentia ainda e, para muitos, uma mania boba e que não vale a pena. Pra mim, essa sou eu. Sorry!
9-A minha mensagem - agora, clara, sem jeito caótico de ser - é: como um profissional que descreve um projeto que exigiu treinamento e capacitação para mudança de cultura dentro da empresa assume uma postura inversa quando sai do palco? Essa foi a questão que me levou à revolta. Hoje, a maioria das empresas investe em governança corporativa da mesma forma que investiu na automação do atendimento no passado. Todo discurso sobre governança, ou qualquer outro processo que automatiza funções dentro da empresa ressalta a questão da importância das pessoas e, consequentemente, da mudança cultural. Ninguém muda ninguém, mas as pessoas (  E O MUNDO) mudam quando observam a mudança no outro.
10- O fato que aconteceu com o executivo da Vivo poderia acontecer com o cliente de qualquer BOM ASSESSOR OU RP. É apenas uma falha comum, o que não representa que a área de atendimento da Vivo para jornalistas é um absurdo. As pessoas tem uma mania doente de sintetizar tudo em função do ritmo em que vivemos. Tudo é bom ou ruim. Eu acho isso ainda mais absurdo do que o fato que aconteceu comigo. Tenho pena de quem interpreta o mundo desta maneira porque deve sofrer demais quando enxerga o mundo com apenas duas saídas: a boa e a terrível. Calma! Olha pro lado. Tudo é muita coisa, caraca. Não é uma falha que define o todo. Eu aprendi a ler tudo sabendo que aquilo faz parte de uma versão. O desafio é identificar as diferentes versões. Tenho a sensação de que identificar as diferentes versões é impossível. Por isso, jornalismo e direito, enfim, a área de comunicação como um todo é tão complexa. E, juntos, podemos buscar soluções, blz? Mas nada será um dia perfeito. Pelo menos, eu não acredito na perfeição humana.

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O absurdo do atendimento da Vivo – Uma lição para Mídias Sociais?!

Março 11, 2009 · 7 Comentários

Eu não tenho o hábito de utilizar este blog para os aburdos do meu dia-a-dia como usuária de algum serviço público. A idéia do Mídia Social surgiu com objetivo de aprendizado, registro, enfim, de usar a ferramenta para o ”pensar alto” sobre o fenômeno de blogs, redes sociais e, principalmente, sobre os desafios pessoais que tenho como profissional de internet na área de jornalismo para entender o que está acontecendo agora na dinâmica da cadeia de comunicação. Explico tudo isso porque o título deste post parece mais uma lamentação do tradicional usuário do serviço de telecom no Brasil, cujo atendimento é péssimo. Realmente, eu vou relatar aqui uma lamentação, mas acho que tal desabafo pessoal tem tudo a ver com Mídia Social, jornalismo e RP Digital.

A primeira lição que este blog me deu resultou num pico de audiência, com mais de 1 mil páginas vistas, num post que virou alvo de crítica de dois blogueiros, cujas quantidades de acessos são relevantes. Naquela época, eu sabia que blog era uma ferramenta que permitia conversações e ainda liberdade de expressão. Também tinha experiência e consciência do poder de divulgação de um blog para seus respectivos públicos. Mas, a lição que eu aprendi aqui vai muito além de conceitos ou consciência: eu descobri na pele as tais mudanças culturais, que são questionadas há séculos por quem assume o papel de jornalista. Com a internet, não existe a pessoa com perfis segmentados de acordo com ambiente em que ela está naquele momento. Aqui, você é a Ceila Santos, consumidora, jornalista, blogueira, mãe, amiga, inimiga, enfim, todas as atribuições do seu vizinho ou anônimo em relação a “quem você é” estão em jogo. Esse é o preço da transparência.

Entenda: você, como profissional, pode e deve assumir diferentes posturas diante da ferramenta em que trabalha. É o seu papel como profissional saber lidar com as narrativas de acordo com as respectivas características do veículo de comunicação, seja um blog, uma revista, um site de notícias ou um site de participativo. Mas, o público…Ah! O PÚBLICO pode ser o mesmo e ele agora te conhece, meu caro, sabe a hora em que você vai dormir, quem é seu marido, a posição profissional que você ocupa e ainda seus conflitos pessoais expostos nas listas de emails, nas conversações entre os blogs e ainda no seu site participativo. Essa lição, talvez, tenha sido uma das melhores que tive em toda minha vida conectada. E, é por isso, que hoje utilizo o Mídia Social para desabafar o que acaba de acontecer comigo.

Eu sou cliente da Vivo e quando assumo o papel de jornalista -  escrevo há quase 9 anos sobre setor de telecomunicações na área de imprensa e sou reconhecida como especialista na área com dois Prêmios Imprensa Embratel de veículo especializado – continuo sendo cliente Vivo. Eu, como jornalista, posso “aceitar” os maiores absurdos entre os conflitos do discurso e da prática, mas como também sou blogueira posso me expressar sobre eles, entendeu??????? Essa lição, talvez, seja a mais importante para as empresas que ainda não entenderam o que significa o “fim” do controle do acesso à informação com chegada dos blogs.

Você, pessoa jurídica, executivo, que representa os valores da marca da sua empresa, pode até ter o poder de filtrar as informações quando segue  uma política de relacionamento com os veículos, determinada pela sua área de comunicação ou assessoria de imprensa. Você - pessoa jurídica, executivo, que representa os valores da marca da sua empresa - também ainda mantém o poder de filtrar as informações de acordo com as políticas editoriais de cada veículo. Mas… lembra do público? Então, ele é o mesmo. Eu sou jornalista, mas também sou consumidora e você precisa entender isso para  se relacionar melhor com seu público. Porque, agora, o jornalista pode ter blog e, consequentemente, liberdade de expressão.

Por isso, a política de comunicação da sua empresa precisa ser coerente, ser revista e seguir os príncipios de governança corporativa. Chegou a hora de rever os processos. Se seu trabalho como executivo é buscar melhorias nos sistemas de informação para atender melhor o público da sua empresa. A sua área de comunicação precisa lhe capacitar para se relacionar diante daquilo que sua empresa prega como discurso de marca.

A Vivo tem entre seus valores de marca as seguintes tags: simplicidade, entusiasmo, confiança, sustentabilidade, interação e qualidade. Essa foi a informação concedida pelo executivo, durante um evento realizado hoje, em São Paulo, com foco em sistemas de TI. Depois que o executivo detalhou todos desafios superados para implantar um sistema que, detalhe, busca  oferecer qualidade de serviços ao consumidor, cujo um dos objetivos era ter o mesmo serviço para os diferentes canais de atendimento, ele respondeu a mim que não podia esclarecer minhas dúvidas sem falar com assessoria de imprensa. Tudo bem. Isso  AINDA é uma prática natural do mercado.

Mas… eu insisti informando ao executivo que ia fazer uma notinha sobre o painel que, detalhe, eu e mais 30 executivos estavam presentes. Ou seja, a informação é pública. Então, ele me questionou: mas vou ler esta nota antes? Respondi que NÃO. Então, a pessoa jurídica – que representa a empresa a qual eu sou cliente – virou as costas e me deixou ali plantada, sem esclarecer minhas dúvidas de jornalista. A historinha que me interessa como jornalista é de como a Vivo implantou o tal sistema, que demandou revisão de processos e de CULTURA dentro de casa para atender melhor cliente.

Tem idéia de quanto a Vivo gastou com esse projeto, que acontece desde 2003????? Ela investiu muito em capacitação e treinamento, mas esqueceu de um detalhe pequeno: o PÚBLICO. Seu público não é o funcionário, o jornalista, a área de negócio, mas please, é também o consumidor. Ou melhor, é tudo isso junto. Não adianta pensar dentro de caixas, seguindo uma postura de acordo com as regras que lhe convém dentro daquela caixa. Agora, as caixas foram rasgadas. Do que adianta gastar milhões de dólares em definição de valores de MARCA se elas só são praticadas em pedaços. NÃO SE ESQUEÇA DA LIÇÃO DO MARKETING: AS MARCAS MAIS VALIOSAS SERÃO AQUELAS MAIS FALADAS PELA DISPERSÃO DA INFORMAÇÃO. Por isso, lembre-se sempre do seu público ( e de suas metas) na hora de se relacionar com outro.

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Ouvindo o feedback em Emergência

Fevereiro 28, 2009 · 4 Comentários

Eu também tenho a mania comum de ler mais de um livro por vez. Normalmente, meus marcadores estão espalhados em três livros folheados até o primeiro capítulo e sabe lá deus quando terminará. Emergência, de Steven Johnson, por exemplo, me acompanhou no natal, reveillon e só terminei o danado agora no Carnaval. Sim! Eu também preciso de feriados para conseguir terminar pelo menos um deles. Minha idéia quando leio livros especializados era registrar o processo de interpretação aqui no site. Um desabafo maluco, que talvez, só eu conseguiria ler depois. Mas, o Emergência exige um certo mergulho que, confesso, talvez eu ainda não tenha conseguido sair de lá (risos).

A idéia “soa simples“: há um padrão no caos da rede sem a necessidade de regras…E, “independente“, da ação isolada minha ou sua. Johnson mostra diversos exemplos de quando isso acontece ( formiga, células e cidade) e busca relacionar as razões desse fenômeno entre dinâmicas tão diferentes como as três citadas acima. 

Celso Candido, professor de filosofia da Unisinos, descreve neste link do seu blog Aula Aberta uma sinopse para quem tiver preguiça de ler o livro. Mas se você caiu aqui neste blog, independente da razão, eu lhe aconselho a ler o livro para entender coisas que fazem parte da minha e da sua vida digital.

Uma delas eu classifico como a “Tirania do Dono da Verdade” que acontece nos fóruns das listas de emails e a gente só reconhece de forma clara quando lê o capítulo “Ouvindo o Feedback“. Trata-se do comportamento do usuário nos diferentes fluxos de comunicação. Johnson ensina: ” a tirania do dono da verdade ressulta de uma escassez de feedback: um sistema em que os fluxos de informação são unidirecionais e o público é ao mesmo tempo presente e invisível

Ou seja, o fluxo é de mão única para os escondidos, que ouvem nossa conversa, mas não ouvimos nada deles. E a conclusão que Steven propõe é de que as discussões eletrônicas desse tipo torna-se menos interativa do  que uma palestra face a face, onde mesmo os mais silenciosos contribuem com seus gestos e expressões corporais.

O autor ainda nos ensina diversos caminhos do feedback nos diferentes fluxos de informação da web, que no meu caso acendeu a luzinha alerta sobre reler, reler e reler para sair do processo de identificar os casos relatados para colocar em prática as idéias para buscar soluções na gestão de sites sociais. Cito tudo isso porque tenho percebido um discurso muito extremista sobre o processo de montar um site de mídia social como algo extremamente simples ou extremamente complexo. Eu prefiro a ambivalência.

É simples o pensar como serão os processos depois que você já viveu a experiência de blogar, de trocar 10 emails numa lista com três pessoas, sendo que o grupo é de centenas de participantes e ainda conheceu a galera da colaboração na mesa do bar. Além disso, por mais que você “fuja” atrás de todos tutoriais de CMS, SEO, como blogar, como escrever texto de html, eles vão chegar até você.  A questão é se você terá capacidade para entendê-los?

A maioria entende rapidinho e segue o modelo mais famoso. Montou? Não é impressionante o que acontece? Ahhhhhhhhhh aquela leitora de Macapá que te ligou no sábado de manhã? Você recebeu um comentário do cara que você mais admira no mundo? Foi convidada para ir no hotel cinco estrelas e ainda viu aquele ator gostosão que te cumprimetou? E como a audiência cresce, né? Pois é, sentir esse feedback dá até medo, mas sorry, é natural.

O desafio é criar um modelo de negócio que se utiliza desse feedback a partir dos seus princípios e, não, daquele que vigora ao seu lado. Remar contra a maré é complexo, exige repetição, doiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii de verdade. É puro tentativa e erro. Não é fácil. Detalhe: por mais feedback que você tenha, seja do público especializado ou do público que é o seu público – aquele que você morre de tesão, ama de paixão, só você que tem capacidade de fazer o negócio acontecer… É sempre sua a decisão, independente que ela tenha sido construída em função de milhares de feedbacks de diferentes fluxos de informações, que envolveu uma rede de milhões de pessoas. Ok. Tudo isso é muito óbvio. Também achava, mas depois que li Emergência, essas coisas óbvias tornaram-se extremamente nebulosas. Fui!

Hum, peraí:  Quer dar uma passadinha no Criativo Punk pra conhecer a carinha do Johnson no You Tube? Tem certeza que não vai clicar nos links? Steve veio ao Brasil e o Juliano foi quem o buscou no aeroporto. Não vai querer nem saber o hotel em que ele se hospedou? Clica nos links, vai!

PS: se alguém parecer por aqui, tem uma pesquisa rolando no grupo RP digital, que vale a pena acessar: O que os jornalsitas acham da Mídia social, da Textual. Volto pra dar meus pitacos about a pesquisa e um monte de coisa sobre Emergência quando surgir uma madrugada livre, blz?!

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