Já tenho idade suficiente para assumir que AMO minha profissão. Gosto do esteriótipo hippie do repórter, mas odeio o estilo contemporâneo do jornalista corporativo. E, detalhe, idealizo ainda ser a jornalista investigativa. Na rua, fora da web.
Tenho paixão pela pesquisa da pauta, mas morro de preguiça de escrever a reportagem. Prefiro muito mais blogar e sou obsessiva pela costura experimentada nas reportagens feitas a partir da blogagem coletiva.
A-DO-RO fazer entrevistas. Passo horas se a fonte tiver realmente algo a dizer, o que é raro. E quando acontece tal raridade, a fonte não tem o tempo que eu quero. Coisas do jornalismo contemporâneo sem tempo nem qualidade. Acredito nas potencialidades e na revolução. Acho que em breve, cada vez mais, o jornalista poderá fazer mais o que gosta, o que lhe dá tesão de verdade. Isso se a autocensura deixar de existir na prática. Mas pode ser que eu já não esteja mais aqui…
Histórico de Jornalista:
1996- Diário Popular – nasci fazendo coluna social na Toda Gente, de Nicolau Farah, que ganhou páginas amarelas na Revista Já. Lição: ler mais para escrever diferente. Precisava de estilo e de aprender a caracterizar tudo.
1997 e 1998 - Vejinha, Rádio Bandeirantes e Jornal da Tarde – Na Vejinha, camelei pelos guias de restaurantes. Na Bandeirantes, aprendi a loucura da produção e tive medo de ser jornalista. E o Jornal da Tarde me levou para o mundo fashion da coluna social, de Karen Kupfler. Lição: grande imprensa dá medo.
1998 e 1999- Revista Distribuição, Revista Automasoft e Jornal PrimeiraMão – Ufa! Fugi do medo da grande imprensa e me encontrei no varejo e na construção. Aprendi a pesquisar, escrever mais e ter relacionamento com as fontes. Lição: existem outros “jornalismos”…
2000 - Conveniência News, Playboy, Vida Pessoal, Super Varejo e diferentes publicações da IT Mídia – Virei frila, ganhei muito dinheiro, paguei viagens de avião para os meus pais, meu irmão e meu primo. E cai na rede da TI. Lição: jornalista ganha dinheiro.
2000 a 2005 – Computerworld e World Telecom – Carteira assinada, história marcada, viagens internacionais e um legado de amizade para sempre. Tornei-me jornalista especializada e fui reconhecida com dois Prêmios Imprensa Embratel, nas edições de 2003 e 2006. Lição: subir no palco é tudo!
Virei mãe, deixei de ser jornalista e me tornei Freelancer, o profissional que rala.
Oi Celia,
Talvez a seguinte informação esteja de interesse para você ou para seu blog. No próximo dia 01 de Março começará um programa de “Mídias Sociais em 30 dias”. É gratuito e explica de maneira fácil 7 categorias diferentes de como você pode trabalhar (e aprender) inteligentemente com as mídias sociais. São 30 diferentes sessões, cada uma delas contendo uma leitura introdutória, exemplos, links para mais recursos e objetos, bem como uma atividade para trabalhar e uma discussão sobre o item aprendido.
O programa e um projeto particular sem fins lucrativos, veja mais informaçoes no http://www.uc-brasil.com
Grande abraço,
Matthias