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Massa, mídia e escala de blogs

Agosto 4, 2009 · 2 Comentários

Tenho a sensação de que hoje é o primeiro dia do ano de 2009 que, pasmem!!!, estou com tempo para navegar na web sem ser de madrugada. É tão bom que dá medo de estar sonhando…Mas antes que esta conversa transforme-se num manifesto sobre tempo, escolhas e autonomia, resolvi blogar porque li o Barbusci, no post A internet como mídia massa?, e ao ouvi-lo fiquei intrigada. Você também acha que a internet é uma mídia massa como a TV? Sério?

Putz! É por isso que eu tenho medo de números e raiva por não ter nascido gostando de matemática…Explico: eu acho muito arriscado enxergar a internet como mídia de massa. Ter 50 milhões de conectados em rede não significa ter todo este potencial para vender anúncio e proclamar o consumo. Eu ainda vejo a internet bastante fragmentada e é exatamente isso que faz ela valer a pena. OK, mas o que é mídia de massa? Ainda não virei uma insuportável de carteirinha para saber conceituar tudo, mas no mínimo, me lembra escala. E é justamente isso que tem estragado a maioria das iniciativas privadas dentro das redes sociais. Exemplo?

Três meses atrás liga um garoto de uma agência, que já foi um blogueiro admirável, querendo colocar um anúncio no Desabafo de Mãe. O critério de valor era aquele determinado pelos portais no passado, o tal CPM( custo por milhões, ou algo assim..), que vale alguns centavos, porque a regra é escala. Resultado: não aceitei. Então, garoto me “ensinou” o nome do jogo: Ceila, mas é melhor ter pouco do que ter nada, né?

Tenho a sensação de que olhar a internet como mídia de massa é justamente o que prejudica a inovação. Se aquele garoto tivesse sendo pago para descobrir formatos de como atribuir valor ao conhecimento adquirido pelas trocas fragmentadas entre pessoas ao inves de ligar para 200 blogueiros para oferecer-lhe centavos por milhões de páginas, talvez estaríamos aprendendo a reconhecer um novo modelo de economia para a internet que não é mídia, massa nem escala.

anotações: o valor de troca das mercadorias, sejam ou não materiais, não é mais determinado em última análise pela quantidade de trabalho social geral que elas contém, mas, principalmente, pelo seu conteúdo de conhecimentos, informações, de inteligências gerais.

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O absurdo do atendimento da Vivo – Uma lição para Mídias Sociais?!

Março 11, 2009 · 7 Comentários

Eu não tenho o hábito de utilizar este blog para os aburdos do meu dia-a-dia como usuária de algum serviço público. A idéia do Mídia Social surgiu com objetivo de aprendizado, registro, enfim, de usar a ferramenta para o ”pensar alto” sobre o fenômeno de blogs, redes sociais e, principalmente, sobre os desafios pessoais que tenho como profissional de internet na área de jornalismo para entender o que está acontecendo agora na dinâmica da cadeia de comunicação. Explico tudo isso porque o título deste post parece mais uma lamentação do tradicional usuário do serviço de telecom no Brasil, cujo atendimento é péssimo. Realmente, eu vou relatar aqui uma lamentação, mas acho que tal desabafo pessoal tem tudo a ver com Mídia Social, jornalismo e RP Digital.

A primeira lição que este blog me deu resultou num pico de audiência, com mais de 1 mil páginas vistas, num post que virou alvo de crítica de dois blogueiros, cujas quantidades de acessos são relevantes. Naquela época, eu sabia que blog era uma ferramenta que permitia conversações e ainda liberdade de expressão. Também tinha experiência e consciência do poder de divulgação de um blog para seus respectivos públicos. Mas, a lição que eu aprendi aqui vai muito além de conceitos ou consciência: eu descobri na pele as tais mudanças culturais, que são questionadas há séculos por quem assume o papel de jornalista. Com a internet, não existe a pessoa com perfis segmentados de acordo com ambiente em que ela está naquele momento. Aqui, você é a Ceila Santos, consumidora, jornalista, blogueira, mãe, amiga, inimiga, enfim, todas as atribuições do seu vizinho ou anônimo em relação a “quem você é” estão em jogo. Esse é o preço da transparência.

Entenda: você, como profissional, pode e deve assumir diferentes posturas diante da ferramenta em que trabalha. É o seu papel como profissional saber lidar com as narrativas de acordo com as respectivas características do veículo de comunicação, seja um blog, uma revista, um site de notícias ou um site de participativo. Mas, o público…Ah! O PÚBLICO pode ser o mesmo e ele agora te conhece, meu caro, sabe a hora em que você vai dormir, quem é seu marido, a posição profissional que você ocupa e ainda seus conflitos pessoais expostos nas listas de emails, nas conversações entre os blogs e ainda no seu site participativo. Essa lição, talvez, tenha sido uma das melhores que tive em toda minha vida conectada. E, é por isso, que hoje utilizo o Mídia Social para desabafar o que acaba de acontecer comigo.

Eu sou cliente da Vivo e quando assumo o papel de jornalista -  escrevo há quase 9 anos sobre setor de telecomunicações na área de imprensa e sou reconhecida como especialista na área com dois Prêmios Imprensa Embratel de veículo especializado – continuo sendo cliente Vivo. Eu, como jornalista, posso “aceitar” os maiores absurdos entre os conflitos do discurso e da prática, mas como também sou blogueira posso me expressar sobre eles, entendeu??????? Essa lição, talvez, seja a mais importante para as empresas que ainda não entenderam o que significa o “fim” do controle do acesso à informação com chegada dos blogs.

Você, pessoa jurídica, executivo, que representa os valores da marca da sua empresa, pode até ter o poder de filtrar as informações quando segue  uma política de relacionamento com os veículos, determinada pela sua área de comunicação ou assessoria de imprensa. Você - pessoa jurídica, executivo, que representa os valores da marca da sua empresa - também ainda mantém o poder de filtrar as informações de acordo com as políticas editoriais de cada veículo. Mas… lembra do público? Então, ele é o mesmo. Eu sou jornalista, mas também sou consumidora e você precisa entender isso para  se relacionar melhor com seu público. Porque, agora, o jornalista pode ter blog e, consequentemente, liberdade de expressão.

Por isso, a política de comunicação da sua empresa precisa ser coerente, ser revista e seguir os príncipios de governança corporativa. Chegou a hora de rever os processos. Se seu trabalho como executivo é buscar melhorias nos sistemas de informação para atender melhor o público da sua empresa. A sua área de comunicação precisa lhe capacitar para se relacionar diante daquilo que sua empresa prega como discurso de marca.

A Vivo tem entre seus valores de marca as seguintes tags: simplicidade, entusiasmo, confiança, sustentabilidade, interação e qualidade. Essa foi a informação concedida pelo executivo, durante um evento realizado hoje, em São Paulo, com foco em sistemas de TI. Depois que o executivo detalhou todos desafios superados para implantar um sistema que, detalhe, busca  oferecer qualidade de serviços ao consumidor, cujo um dos objetivos era ter o mesmo serviço para os diferentes canais de atendimento, ele respondeu a mim que não podia esclarecer minhas dúvidas sem falar com assessoria de imprensa. Tudo bem. Isso  AINDA é uma prática natural do mercado.

Mas… eu insisti informando ao executivo que ia fazer uma notinha sobre o painel que, detalhe, eu e mais 30 executivos estavam presentes. Ou seja, a informação é pública. Então, ele me questionou: mas vou ler esta nota antes? Respondi que NÃO. Então, a pessoa jurídica – que representa a empresa a qual eu sou cliente – virou as costas e me deixou ali plantada, sem esclarecer minhas dúvidas de jornalista. A historinha que me interessa como jornalista é de como a Vivo implantou o tal sistema, que demandou revisão de processos e de CULTURA dentro de casa para atender melhor cliente.

Tem idéia de quanto a Vivo gastou com esse projeto, que acontece desde 2003????? Ela investiu muito em capacitação e treinamento, mas esqueceu de um detalhe pequeno: o PÚBLICO. Seu público não é o funcionário, o jornalista, a área de negócio, mas please, é também o consumidor. Ou melhor, é tudo isso junto. Não adianta pensar dentro de caixas, seguindo uma postura de acordo com as regras que lhe convém dentro daquela caixa. Agora, as caixas foram rasgadas. Do que adianta gastar milhões de dólares em definição de valores de MARCA se elas só são praticadas em pedaços. NÃO SE ESQUEÇA DA LIÇÃO DO MARKETING: AS MARCAS MAIS VALIOSAS SERÃO AQUELAS MAIS FALADAS PELA DISPERSÃO DA INFORMAÇÃO. Por isso, lembre-se sempre do seu público ( e de suas metas) na hora de se relacionar com outro.

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Credibilidade e lixo, o que fazer?

Julho 21, 2008 · 7 Comentários

Minha sensação é de volta ao passado. Explico: Márion me assustou muito, durante o Media On, quando deixou escapar que jornalistas deveriam ser jurados diante do “show de calouros” que acontece na internet. Hoje o lixo da internet ainda assusta quem comanda os projetos dos grandes grupos com foco em redes sociais. O desafio é o mesmo: o que fazer com lixo diante da credibilidade? 

Deixa ele existir no lugar certo. Lembra do contexto? Pois, então, se o internauta está dentro de um site de conteúdo atrelado à uma comunidade, ele reconhece a diversidade da rede que acontece a partir da produção de conteúdo. Não é preciso julgá-lo. Cada qual defenderá sua bandeira e é justamente isso a graça do conteúdo colaborativo. Somente a diversidade ( leia-se lixo, bom senso e qualidade) pode construir e formar conteúdos claros, objetivos e inteligentes.

Eita, peraí, e a minha responsabilidade institucional? Sem dúvida nenhuma, ela precisa ser revista. Quando não há mais autoria individual de um único conteúdo tudo é colocado em xeque-mate. Talvez seja papel dos gestores desses sites definir muito bem onde está e quem é que faz o quê dentro de um site para que a discussão de direitos autorais evolua também e a responsabilidade passe a ser cada vez mais coletiva. Afinal como uma ação coletiva pode ter responsabilidade solitária?

Mas, calma!, os conteúdos não ficam prontos como uma notícia ou uma reportagem. Conteúdo colaborativo é feito no decorrer do TEMPO, e detalhe, torna-se claro, objetivo e inteligente de acordo com a pessoa que o lê. Por isso, a importância da arquitetura de informação para deixar o lixo no lugar certo. Mas será que é papel do jornalista determinar o que é relevante para minha comunidade?

Nem sempre. Mas, com certeza, ás vezes, SIM! É preciso também organizar seu site para permitir que a rede determine o relevante de agora. Sim, desta vez, não há apenas um olhar, uma informação, uma matéria acabada. Isso é coisa de jornalismo. Em sites de conteúdo atrelado à comunidades, não há quem dita as regras. E, o melhor de tudo: não há modelo certo pra manchete bombástica! Afinal, a rede é mutante. Amanhã a manchete que deu certo ontem, não funciona. E o que funciona, então?

Respeito pelo que o outro considera relevante agora. Como descobrir isso? Leia os blogs dos seus produtores de conteúdo, adormeça em cima do Google Analytics e, principalmente, faça parte do seu público. É, por isso, que acredito que seja fundamental para sites de conteúdo colaborativos que o gestor da informação viva aquilo que faça parte da rotina do seu público. Sim, deve ser requisito ter a mesma idade, mesmo perfil e a mesma vivência do seu público. Não há ninguem que entenda melhor um adolescente que outro adolescente. Assim como só mesmo uma mãe para entender a dor e alegria de outra mãe. E por vai…

Diversidade na gestão de sites desse tipo é crucial para sucesso. Pelo menos, essa é minha opinião. Aliás, esse o grande barato de fazer site de conteúdo para comunidades de nicho. Acabou-se o perfil do chefe. Ninguém manda. Todos ensinam e aprendem. Cada gestor precisa ficar de olho na rede de interlocutores que ele representa, seja ela o próprio público, os editores do papel, a blogosfera de nicho, os arquitetos de informação, os doentes pela otimização do site, as listas, os fóruns, os donos do negócio, ufa!, quanta gente! É verdade! Por isso, uma equipe diversificada que tenha a MESMA FUNÇÃO, o mesmo salário, a mesma competência, talvez, comece a fazer sentido na hora de produzir tanta coisa diferente que exigem os sites de mídias sociais, ou redes sociais, ou agregadores de blogs, ou…Afinal, o que somos, quem somos e pra quê somos?

Estou perdida diante de tantos experimentos com alguma coisa em comum. Preciso saber onde me encaixo. Odeio não saber definir Quem já no rodapé do meu post. Se um velho editor estivesse aqui e começasse a cortar pelo pé, muitos não perceberiam a salada mista que se tornou falar jornalismo colaborativo, mídia social, rede social, rede de blogs, comunidade e por aí vai. Quem é quem neste mundo de experimentos? O que se faz igual e onde somos completamente diferentes? Qual postura que devo ter diante daquilo que faço agora? Credibilidade deve ficar onde dentro do meu site social? Afinal, onde é preciso o mesmo rigor da ética do jornalismo?

Tenho uma infinidade de perguntas agora na minha mente. Mas a principal delas, talvez, seja descobrir exatamente o quê e onde. Eu não tenho dúvida de que credibilidade e ética ( o quê) são necessários, mas onde ela deve ser levada a ferro e fogo como geralmente nós, jornalistas, estamos acostumados é algo que precisa ser revisto. Afinal, ética se aprende casa. E pessoas têm olhares sobre ética completamente diferentes por mais que ela seja uma só.

PS: esse é um dos fragmentos que resultou da minha participação no NewsCamp, organizado por mim e pelo Edu Vasques, neste sábado (19/07), no Espaço Gafanhoto. Você pode continuar essa desconferência aqui na caixinha de comentários. Seja bem vindo!

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Um Jabá com contexto para Blogs

Junho 19, 2008 · 5 Comentários

Eu nunca vi nem me lembro de nada que a LG promoveu entre 2000 e 2005. Neste período, eu viajei até para França patrocinada pela Nokia para cobrir evento de mobilidade. Houve sempre bons jabás de fabricante de switch, desenvolvedor de plataformas de CRM e por aí vai. NUNCA durante cinco anos de IDG, lembro de alguma iniciativa da LG que envolveu JABÁ.

Em abril deste ano, entretanto, a fabricante sul-coreana entrou para lista de discussão sobre Ética em Blogs devido a ação Safari Urbano. Pitacos e críticas vieram de todos os lados. Aqui eu citei a ação a partir de diversos pontos que foram discutidos durante o NewsCamp: Responda-me: porque a LG não dá seus brinquedinhos para os presidentes das corporações andarem de helicóptero e fotografar as imagens vistas lá de cima? Seria uma estratégia de relacionamento? Não é fácil discutir “o que homem faz a partir do que fizeram dele” ( Sartre).

Eu acredito nas convenções como Informe Publicitário, Anúncio, Licenciamento de conteúdo e até no tão criticado JABÁ. Mas, como já disse antes, certas convenções precisam ser reinventadas porque replicá-las dentro do ambiente de rede provoca, no mínimo, mal estar. Motivo? É preciso se adequar ao ambiente de “sociedade em rede”. Fazer jabá com blog é oferecer algo a pessoas. Fazer jabá com a Imprensa é oferecer algo à uma entidade burocrática, hierarquizada. Não existe “o jabá da Nokia é para Ceila Santos”, mas o jabá da Nokia é para o veículo tal. Essa mudança implica num cuidado estrondoso na hora de criar os recursos do Jabá para que a ação com pessoas não torne-se exploração ou coação.

O erro do Safari Urbano foi utilizar a tão propagada “voltinha de helicóptero” para falar de celular. Tudo bem, lá do alto as imagens devem ser incríveis, mas o recurso é bastante luxuoso para pessoas assim como é extremamente usual para executivos. Não há como não se assustar com o helicóptero dentro dessa ação.

OK. Eu sei que você vai me questionar: Mas a viagem para França paga pela Nokia? Ela está atrelada ao evento de mobilidade. Por mais luxuoso que seja, a viagem é a ÚNICA via para chegar ao evento. Já o helicóptero é uma opção diante de diversas possibilidades de fotografar por ângulos diferentes.

Faço esse mega pano de fundo pra informar o seguinte: Eu vi Rafinha Bastos e Danilo Gentili no show da LG! Minha sensação foi de que o grupo sul-coreano acertou na dose. Desta vez, a Dudinka e a One Digital ofereceram um Jabá dentro do Contexto.

A fabricante lançou um site ( ok, eu sei que isso é comum e típico das grandes organizações) com uma estratégia de divulgação que envolveu quase 99% de blogueiros. O nome do site é Lorotas e os dois atores (NASCIDOS DA INTERNET e extremamente famosos por causa do programa de TV CQC, da Bandeirantes) apresentaram seu repertório de comédias, trazendo á tona o jabá (achei fantástico!), o produto, a internet e ainda suas piadas. Enfim, uma campanha viral com contexto.

Não houve luxo, deu o recado, vai gerar muito buzz, é imediatista e, detalhe, não deve nada aos típicos jabás oferecidos à Imprensa. Talvez uma pergunta que se coloca diante da ação é: TV de Plasma é um produto adequado a blogueiros? Acredito que não assim como muitas ações de Jabá não são adequadas a jornalistas, mas ao público que lê os veículos onde esses profissionais trabalham. Também não tenho a mínima idéia se o público dos blogueiros presentes é o nicho alvo. Mas, com certeza, TV de Plasma é SIM um desejo de consumo. Ainda mais com a chegada da TV Digital.

Houve alguns percalços. Eu não sabia, por exemplo, que o show oferecido era patrocinado pela LG. Óbvio que como fui convidada para ir ao show do Rafinha Bastos e Danilo Gentili sabia que era um jabá, mas o convite não deixou isso claro. É bom adotar a convenção: “A LG tem o prazer de lhe convidar….” Na troca de emails até houve menção à marca ( [dudinka] LG Plasma – Stand Up Comedy Show) mas somente no tópico assunto do email. Passou despercebido por mim.

De resto, gostei do formato. A dupla de apresentadores trouxe á tona a palavrinha mágica: JABÁ sem nenhum pudor nem hipocrisia, durante o show. E como todo jabá não houve nenhum tipo de coação para gerar o viral como o que faço aqui e agora, mesmo sem ter uma TV Plasma na minha sala, mas o encontro foi tão agradável que hoje posso falar dele como uma pessoa comum que escreve. Se estivesse lá como jornalista, talvez, não falaria nada. Ou até divulgaria o release sobre o produto, mas você JAMAIS ficaria sabendo que eu vi o Rafinha Bastos e o Danilo Gentili de graça. Essa é a transparência que a sociedade em rede traz á tona e, consequentemente, permite relacionar e mostrar um pouco dos bastidores do jornalismo convencional.

Upgrade: hoje – quase 18 horas após ter publicado este post - pensei o quanto essa minha divagação está atrelada, ou não, ao fato de ter participado pela primeira vez à uma ação destinada a blogueiros. Como não participei do Safari Urbano, minha percepção era de quem lê a espuma. Agora que vivi presencialmente a segunda ação, estou influenciada. Afinal a ótica é outra. E, pela primeira vez, percebo minha metamorfose em aceitar as convenções do modelo de mídia para a Imprensa e talvez considerar estranho a mesma estratégia para mídias sociais. leia Mais: Um desabafo de uma blogueira, ou seria Jornalista?

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