Estou quase chegando ao fim do “velho” Cultura da Interface (ufa!) e, por isso, precisei recorrer ao sistema de busca para resgatar um dos capítulos mais interessantes do livro: Agentes!!! O resultado, desta vez, foi bem melhor que a busca feita no passado e acabei conhecendo dezenas de leitores do Steven Johnson. A maioria deles questiona o alerta do autor sobre os efeitos dos agentes digitais.
Ops! Sorry! Também não tem idéia do que são esses tais agentes? (Lógico que sei! Então pula o próximo parágrafo!)
Eu não sabia quem eles eram quando a Polly já os antecipava no comentário feito no post Fragmentos da Cultura da Interface. Gostei muito da frase – O computador como personalidade, não como espaço – que Johnson usa para definir os recursos de programação que são os agentes da interface. Ele acrescenta: Chamamos essas novas criaturas – essas PERSONALIDADES DIGITAIS – de agentes. Mas isso, fora do contexto, pode não dizer nada. Por isso, leia o resumo que a turma da Universidade Estadual de Londrina fez aqui sobre quem são eles.
Eu até viajei junto nas ameaças dos agentes viajantes, mas confesso que o alerta que mais me chamou atenção foi sobre a publicidade: O perigo tem mais a cara da mala direta que do mordomo? Outra frase que vale a pena registrar é: a propaganda vai se transformar na arte de controlar agentes, através de suborno ou pirataria! Não dá pra acompanhar Johnson sem pensar que a internet foi feita para sugar nossos desejos. Soa extremista demais, uma conspiração industrial, mas também um pouco óbvio, não?
Talvez porque interpretei que Johnson coloca na balança dois caminhos divergentes: agentes da publicidade contra “avanços” da interface. “Precisamos de mapas rodoviários melhores no espaço-informação, não de um melhor serviço de entrega”
A sensação ainda é de que a publicidade, por aqui, brinca de pirataria já que é raro receber uma mala direta de acordo com meus gostos e preferências, mas não podemos negar que os marketeiros descobriram os nichos e segmentos por meio das associações, certo? A boa notícia dada por Johnson é de que gostos não se traduzem simplesmente em fórmulas simples. Não é àtoa que a gente joga 70% das coisas na lixeira. Acho que jogo mais: 90%.
Mas ele já cita, na época, o potencial dos feedbacks e diz: “vamos migrar do sistema idiotizante mas estável da mídia de massa para reino mais anárquico dos circuitos de feedback culturais”. E conclui exatamente o que muita gente aqui e agora já sentiu na pele: a diversidade e mutação dos nossos gostos na era das máquinas do caos!
PS: Vale a pena ler a resenha do livro escrita por Bianca Brancaleone!