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Não se alienem de sua criatividade!!!!

Outubro 16, 2009 · Deixe um comentário

O título é copiado daqui. Eu já tinha ouvido falar do Dimantas e do Felipe Fonseca, mas só agora começo a ter dimensão de quem são esses caras. Deu vontade de gritar, chorar e rir ao mesmo tempo enquanto lia o post da Gambiarra. Minha vontade foi além de remixar, blogar e distribuir…Quero vestir a camisa e sair aí pelos cantos com indicador fixo para mensagem. A Gambiarra é válida para as mães, mulheres, blogueiras e toda Sociedade da Informação. Eu não tenho idéia do todo que representa esse post, mas sinto ele na pele. Vivi muito disso, ainda engatinho para deixar a submissão de transformar tudo em produto de lado, mas já começo a respirar outros ares.

É uma questão de processos. Confesso que eu continuava processando tudo sem virar a cabeça. Agora tô começando a plantar bananeira. Ando só caindo, é verdade, mas recomeçar é muito bom. Cada tentativa realmente torna o problema menor. E como já foi exagerado meu jeito de ver as coisas. Tudo tão dolorido e tão abundante. Tão ingênuo e tão vítima. Mas extremamente necessário. Eu agradeço por cada caída, cada buraco, ruptura e pelas pessoas más que passaram pelo meu caminho. Valeu a pena!

Ler Dimantas e Fonseca me faz acreditar que é necessário fazer diferente. Não se trata de negar o óbvio. É preciso seguir em frente, buscar as pessoas certas, formar as infinitas redes, construir e reconstruir a si mesmo. Não é fácil. Tenho a sensação de que o gênero potencializa meu jeito de olhar as coisas, mas chega de ser boazinha. É hora de fazer gambiarra. Se estiver disposto, o convite tá feito!

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Minha Cabeça de Papel

Setembro 12, 2008 · 3 Comentários

Ter Cabeça de Papel te induz a viver dentro de um mundo tão pequeno e limitado que a sensação é de que a verdade está bem ali, clara e simples. Você pode até falar e agir sobre coisas que soam estranho e ainda se divergem da sua verdade, mas é raro, mas muito raro, que você tenha consciência de que aquilo que você fala está atrelado à caixinha escura que representa sua vida, sua verdade, seu mundo. Me sinto completamente estranha, até um pouco idiota (confesso), mas é bastante passageiro. Olho e lembro que nessa nova era um dos mantras que devemos adotar para conseguir rasgar essa caixinha absurda é bastante simples: Não critica-se mais, corrigem-se erros”.

Então, chegou minha hora de me corrigir. Pelo menos daquilo que sei e identifico como erro. É bom lembrar que ainda vivo no escuro para ter capacidade de enxergar a dimensão da minha Cabeça de Papel. Mas agora ouço vozes. Um amigo lembra que é preciso ter foco naquilo que já plantei e deixar a dispersão de lado. No placo do Media On, ouço Antonio Granado que me alerta para o lado de fora que já faz parte da minha vida virtual, mas continuava distante da minha consciência:

É preciso participar das redes sociais, depois integrar as redes sociais, em seguida usar as redes sociais na elaboração da produção de conteúdo

Tento engolir um café diante do óbvio, mas minha Cabeça de Papel insiste em me criticar. Acusa-me de ser idiota. Mostra-me minha incapacidade de enxergar o óbvio. Dura pouco. Nada melhor que um banheiro com sabonete de espuma para descarregar toda a merda que insiste em julgar aquilo que não sabia. Mas quem foi que disse que a Cabeça de Papel aceita algo novo sem agir? Sinto, então, o sabor da autoria e faço do óbvio uma descoberta e já que não posso me criticar, exalto-me e faço do roteiro de Granado, uma descoberta própria.

Mas atravesso a rua e ouço que o Código é a lei da cibercultura ( Sérgio Amadeu). E agora, Cabeça de Papel? Sou obrigada a enxergar o todo, durante o Seminário Cidadania Digital da Cásper Líbero, que acontece ainda nesta sexta-feira. Hummm, melhor não digerir tanto. Você não está acostumada!

Que tal uma volta pelo passado?

Gosto muito de reler a mim mesma. Resolvi navegar no extinto Metamorfose e encontrei o post Seja transparente e torne-se um jornalista diferente, escrito em abril deste ano a partir da leitura do Renato Cruz e Juliano Spyer. Naquela época ( cinco meses atrás), não tinha a mínima idéia do “modelo” que precisava adotar para atuar como jornalista do Desabafo de Mãe.

Hoje sei que o modelo que adoto agora pode ser descartado amanhã. Aprendi o quanto é mutante  – e até certo ponto “individual” – o processo de produção de textos feitos a partir da rede de associações que você faz parte. Não só porque a gente escreve a partir daquilo que a gente lê, mas também porque a gente lê aquilo que nos interessa agora. Amanhã tenho absoluta certeza que minha rede de leitura será completamente diferente da de hoje e isso vai influenciar muito no meu jeito de escrever reportagens para o site Desabafo de Mãe. Soa até piegas de tão óbvio essas conclusões, mas vivê-las literalmente na pele passa a ter um sentido de “eureca” para mim. Sim, coisa de quem tem Cabeça de Papel. Tudo está pronto. Nada é seu, mas você pode usar esse todo do seu jeito e, cuidado, você torna-se responsável pelo uso que faz disso.

O que aprendi agora foi repetido religosamente por muitos colegas, blogueiros e jornalistas, religiosamente em diversas ocasiões da minha vida online, que já completa quase três anos. E, detalhe:praticada por mim mesma muitas vezes e de forma completamente voluntária. Mas só hoje ela faz sentido.  Agora, sim, ela foi assimilada. Será mesmo? Ter Cabeça de Papel, nos dias de hoje, é um saco!

Não posso negar que a consciência do modelo que uso agora e a forma que escuto novas vozes é fruto da leitura do livro “As Tecnologias da Inteligência”, de Pierre Lévy, e de todas as pessoas que me rodeiam de alguma forma, inclusive você que me lê em silêncio. Anotei algumas frases do livro que contribuiram para meu alerta antes de me indentificar como Cabeça de Papel:

Dar sentido a um texto é o mesmo que ligá-lo, conectá-lo a outros textos, e portanto é o mesmo que construir um hipertexto. Quanto mais conexões o item a ser lembrado possuir com os outros nós da rede, maior será o número de caminhos associativos possíveis para a propagação da ativação no momento em que a lembrança for procurada.

Lévy ensina não só o “jornalismo do hiperlink” como ainda dá noções sobre os conceitos de otimização de site ( SEO) e de como funciona a rede. Eu fui obrigada a perceber o desafio de dar nome aos bois ( usar hiperlinks) quando precisei responder dúvidas de quem não entendia quando devia usar o hiperlink. Ele precisava de uma regra na hora de editar um release. Não bastava lhe dizer apenas “use o hiperlink quando necessário” porque ele ainda não tinha o hábito de fazer parte da blogosfera. Então, tornou-se necessário ter um mecanismo de fazer notícias: Linke o sujeito, o assunto e o local ( com Google Maps). Mas isso não basta.

“Não se trata de caçar ou de perseguir uma informação particular, mas de recolher coisas aqui e ali, sem ter uma idéia preconcebida”"

“Dominamos a maior parte de nossas habilidades observando, imitando, fazendo e não estudando teorias na escola ou principios nos livros”

Posso até obrigar o outro a ler minha lista de blogs, mas isso jamais deu certo. E nunca dará certo porque é preciso fazer parte da rede e ninguém faz parte daquilo que não o interessa. É um caminho solitário onde cada um busca e aprende a partir daquilo que lhe interessa. Não há controle, gestão ou qualquer fórmula que remete a manuais que imponha uma receita ao outro. Você pode e deve indicar blogs, listas, comunidades, mostrá-las, recomendá-las muito, mas nada disso é uma garantia de que aquilo será aceito pelo outro. Uma hora ele acha sua própria rede, mas demora. E como demoraaaaaaa…

“A nova escrita hipertextual ou multimidia estará mais proxima da montagem de espetáculo do que de uma redação clássica. Ela irá exigir equipe de autores, um verdadeiro trabalho coletivo.”"

Você pode até acreditar que a equipe de autores sejam seus hiperlinks, sua própria rede e a equipe de profissionais que alimenta seu site. É verdade envolve toda essa infinita galera, mas começo a perceber que espetáculo só acontece com muita gente diferente que complementa, acrescenta, renova, inova justamente seus pontos fracos. Não adianta ter uma equipe de jornalistas para produzir conteúdo porque hipertexto é “um conjunto de nós ligados por conexões”.

“Separar o conhecimento das máquinas da competência cognitiva e social é o mesmo que fabricar artificialmente um cego ( o informata puro), e um paralítico ( o especialista puro em ciências humanas), que se tentará associar em seguida; mas será tarde demais, pois os danos já terão sido feitos.

As frases foram retiradas de forma aleatória do livro de Lévy. É bom lembrar que no próximo livro, encontro, ou vozes, tudo isso pode ganhar um novo sentido…Tomare que a Cabeça de papel esteja preparada para ouvir! Tomare!

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Ser ou não ser, eis a mídia social!

Julho 19, 2008 · 3 Comentários

Quer entender o porquê é tão nebuloso e confuso fazer um plano de negócios pra um projeto de mídia social? Defina o que é seu projeto em poucas palavras. Então, vamos lá: eu quero fazer um site de conteúdo produzido a partir da participação do internauta. Ah! então você quer fazer um site no estilo do Digg? Não. O Digg não é um agregador de notícias? Acho que sim. Então pode até ter um agregador de blogs no meu site, mas quero que o internauta produza conteúdo de acordo com seus interesses.

Ué então quer um site de jornalismo colaborativo igual o OhMyNews? BrasilWiki? Não meu foco não é jornalismo, talvez seja a construção de narrativas por diferentes pessoas. É um site de nicho feito por pessoas comuns. Hummm, seria então no estilo Overmundo? Também não porque não quero um site cujo layout privilegie a produção: publicar colaboração, filas de edição, filas de votação. 

Qual é o nicho do site? Puericultura, família, cultura infantil o nome do site vai ser igual do meu blog Desabafo de Mãe. Eu vou escrever no site assim como monte de mãe pode escrever, entendeu? Ué, mas isso é blog. Não porque a idéia é juntar mães, pais, professores, produtores culturais, toda cadeia de relacionamento para formação do ser humano, entende!?

A partir dessa comunidade, a mãe pode ter coragem além de desabafar como faz no Orkut e conversar como faz nos blogs falar sobre livro, teatro, música, enfim, é uma forma de democratizar a informação da cultura infantil e de outros assuntos que não são tratados na mídia convencional. Você já viu a pauta deste segmento? O foco é só em saúde e comportamento. Ah! então quer montar uma comunidade igual o BabyCenter só que com foco em cultura infantil? 

Também não. Até precisa ter os elementos de comunidade como perfil dos membros do site, mas Babycenter é fruto de uma agência de notícias da área de saúde, agrega um monte de revistas, o foco deles é a comunidade de leitores. É diferente! Isso toda revista ou jornal vai ter que fazer na web, querendo ou não. O foco deles não é oferecer o conteúdo do internauta, mas conteúdo deles. Essa é a diferença principal entre a comunidade de leitores e o meu site.

O Desabafo seria o canal de informação da rede de mães, de pais, de professores, de psicológos. Ah! acho que estou entendendo. Parece legal, mas isso já não acontece a partir da leitura e relacionamento entre os blogs de nicho?

De forma caótica, né. Imagina isso organizado num lugar onde há uma equipe de jornalistas que tem papel de orientar e estimular este conteúdo? E o que esses jornalistas fariam? Produziriam conteúdo, ué. Uai, mas então volta a ser igual Baby Center. Nãooooooooo. De jeito nenhum. Você não está entendendo nada. Então, me explica.

O Desabafo não vai fazer uma reportagem da maneira convencional. Isso jornalista faz super bem e vai continuar fazendo sempre muito bem e cada vez melhor com a gestão da comunidade dos leitores. Não é à toa que a gente tem as velhas regrinhas de lide, apuração, imparcialidade, lembra? Nosso propósito é outro. Você passa apenas a costurar aquilo que o próprio internauta já produziu seja no blog dele, na minha rede, no Orkut, entende? A gente até precisa recomendar essas comunidades como BabyCenter e a Crescer porque eles são os veículos de comunicação do segmento que tem o papel principal de informar. O modelo deles é produzir conteúdo e eles também vão precisar serem gestores de redes sociais. O nosso é inverso precisamos ser gestores de redes sociais para produção de conteúdo acontecer, entendeu? HUMMMMMM…

Nosso papel é permitir que a comunidade inteira se expresse e descubra as suas próprias informações. É um espaço de formação de leitores, produtores que se relacionam entre si. Vamos permitir que eles se conheçam através do nosso site. Ichiiiiiiiiiiiii, negócio confuso, Ceila. Mas eu gostei, vamos montar esse troço! Sério que você topa montar isso, Su. Eu topo, mas você tem idéia de como montar isso? Não, mas isso a gente descobre na internet. Então, vamos pesquisar!

PS: esse post não retrata fielmente o papo que eu tive com minha sócia Sueli Sueishi quando pensei em montar o Desabafo de Mãe. Mas, talvez, seja esse o papo que um empreendedor possa ter com seu amigo na hora de montar seu projeto de mídia social. A diferença é que no ano de 2006 a gente não conhecia nem sabia tudo isso e começamos com planilhas, orçamento, editais, os quais nos levaram a enxergar que precisaríamos esperar até 2010 pra ganhar dinheiro com site Desabafo de Mãe. E você acredita que um site de conteúdo com foco em mídia social e de nicho pode ser viável no Brasil?

Antes de fazer seu comentário aqui com a resposta, leia o post da Raquel Recuero: Social Media Overload! Eu copio a seguinte frase que considero mais importante:

Minha maior preocupação é que esse social media overload vai acabar com ferramentas que todos usamos hoje, matar blogs que eu realmente gosto e mesmo dificultar o uso de outras ferramentas. E tudo porque, basicamente, os usuários de mídia social estão ali para um propósito básico: comunicar-se e ampliar sua rede social e não para fazer ou receber propaganda. Qualquer ruído nesse processo pode levar ao abandono da ferramenta e à dispersão da atenção, com um conseqüente decréscimo do uso.

Meus dois centavos a respeito disso tudo: Mídia social precisa ser usada com inteligência e responsabilidade para marketing.

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Existe site de jornalismo colaborativo no Brasil?

Abril 10, 2008 · 2 Comentários

Você ainda tem dúvida? Quantas vezes navegou pelo Overmundo, Outrolado ou Brasilwiki? Pedro Markum, criador do Jornal de Debates, dá várias dicas neste post e mais exemplos ( obrigado pela citação do Desabafo de Mãe, Markum!) não só de iniciativas de jornalismo colaborativo, mas também de outras mídias sociais.

Eu sei que nossas referências são OhmyNewsDigg e Slashdot, mas será que não chegou a hora de abrir os olhos e descobrir que quem faz jornalismo colaborativo no Brasil não é apenas Estadão, UOL ou Globo?! Questiono isso porque não aguento mais ler que tais iniciativas ainda têm seus desafios naturais de colaboração. Por outro lado, quanto mais faço busca no mar de informações, menos acho opiniões sobre as demais iniciativas citadas acima.

Lógico que o Overmundo foi alvo de muitas discussões em função do patrocínio da Petrobrás, no valor de 2 milhões de reais, para construção do site no prazo de um ano e meio quando foi lançado. Mas cadê as críticas sobre aquilo que existe e funciona no jornalismo colaborativo?

Você já ouviu falar de Café História quando lê algo sobre redes sociais? Peabirus, espero que sim, já que Rodrigo Lara Mesquita vem fazendo um trabalho brilhante para divulgar e reforçar a comunidade. Via6 já saiu na imprensa, conhece, né? Então, exemplos existem tanto de redes sociais como de jornalismo colaborativo e deve ter muita coisa escondida por aí seguindo o caminho solitário do Open Source Journalism…

É uma pena porque se houvesse disposição de escrever sobre aquilo que brasileiro faz na raça, talvez haveria chance de aprendermos mais e aperfeiçoarmos mais rápido. Enfim, seria mais fácil Cair na Real

Tem uma lição que aprendi com Markum no mundo offline que deverá ser pauta durante um bom tempo para mim, Sueli Sueishi, Lúcia Freitas e Rodolfo Sikora( galera do Desabafo de Mãe): ” home em site de jornalismo colaborativo é pra orientar a comunidade”. Bingo! Essa frase parece óbvia, mas na hora de sentar junto com webdesigner e programador – após uma longa experiência de relacionamento com a comunidade de mães - o desafio do layout da home continua. Afinal, nós que fazemos na raça – e sem crítica – jornalismo colaborativo no segmento de puericultura temos que andar sempre sozinhos. 

Please, vamos ser butique do mundo das referências dos países lá de fora, mas é bom também ficar de olho naquilo que fazemos dentro de casa pra gente ter chance de seguir em frente. O NewsCamp é um bom lugar para falar sobre isso, topam? Não se esqueça: neste sábado, dia 12 de abril, no Gafanhoto, a partir das 09h00 até 18h00.

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