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Media On – Joshua Benton

Outubro 29, 2009 · Deixe um comentário

Rever a curadoria e os palestrantes na platéia do Media On deu saudades da minha inocência infantil. Naquela época, ainda enxergava apenas os extremos das possibilidades da democracia de acesso, produção e circulação do conteúdo. Escutava apenas aquilo que fazia sentido para quem sonha com alternativas para a atual estrutura da mídia. Por isso, no auge da minha inocência, eu tinha absoluta certeza de que a hegemonia dos donos da mídia também estava em jogo. E, detalhe: os fragmentos, os múltiplos, os diversos e, principalmente, os pequenos teriam poder com seus respectivos públicos. Sim, poder de grana, além da transformação social!

Eu acreditava que os velhos grupos seriam eternos, mas não os via como os vejo hoje. Tenho a sensação de que ainda estou cega, mas desta vez minha crença está baseada em outros extremos das potencialidades das mídias digitais. Agora, ouço Joshua Benton como um uma mero telespectadora. Explico: No passado, cheguei até a acreditar que fazia parte do público e, detalhe, sem a hierarquia que carrego na identidade profissional que ocupo.Vejo no palco apenas um narrador que faz parte e fala para o mainstream. Agora, sim o discurso do palco ganha mais sentido. O extremo que vejo na internet agora é muito mais recheado de hegemonia e hierarquia do que democracia e mídias alternativas.

Sei que existe um meio do caminho, entre outros tantos tão diversos, mas estou vivendo e, falando, de EXTREMOS. Agora, meu olhar para as potencialidades da internet é de que ela reforça a concentração dos donos da mídia. A arrogância e gestão de links que Joshua cita no palco só faz sentido porque é a maneira como o velho profissional - dos grandes grupos - poderá explorar os outros. Pra mim, ainda soa mais como subordinação que parceria ou deslocamento de poder. A mudança parece deslocar apenas o meio, enquanto o status quo permanece vivo, forte e lucrativo.

Não é só o custo do papel, mas também as próprias cabeças de papéis. Muito MAIS com menos. Porquê vejo tudo tão extremista? Eu acompanhei muitos nascimentos de guetos, participei da construção dos quase impossíveis consensos e os caminhos trilhados apontam sempre para a mesma porta do passado. Lógico que a idéia sempre foi bater nessas portas, mas achei que haveria uma transformação. Ela não aconteceu ainda e o processo continua o mesmo. 

Ouvir Joshua, entretanto, também mostra que há ainda um caminho em construção. Ele citou que a estrutura marxista da produção da notícia está em xeque. No mínimo, neste novo circuito foi eliminado o processo de circulação/impressão, acrescentado novos elementos no processo de produção. Mas cadê a criatividade para colocar essa nova estrutura pra rodar uma nova economia, inclusive entre quem são os donos da mídia?

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Feedback:O absurdo do atendimento da Vivo – Uma lição para Mídias Sociais?!

Março 13, 2009 · Deixe um comentário

Gentem, o feedback que recebi do post abaixo de amigos via email, telefone, msn, skype e etc, me deixou um pouco preocupada em relação a algumas interpretações. Então, vamos lá, sem meu estilo caótico de ser -detalhe: o qual eu tenho muito orgulho e prazer em ser caótica por natureza -, mas adotando uma narrativa de listinha, blz?

1-  Uma falha identificada não retrata o todo
2- Não. Eu não estou brava como consumidora da Vivo e, se estivesse não faria isso aqui, mas no espaço destinado a isso: jornal, coluna de prestação de serviço, reclame aqui, procon, anatel, blog de amigo que tem este objetivo,ok?…
3- Eu estou muito brava, revoltada e acho um absurdo o que o executivo fez comigo, profissionalmente. Assim como acho o mesmo absurdo se ele tivesse feito isso com uma outra pessoa de qualquer profissão, entretanto, isso não me levaria à revolta para blogar
4- O fato de ter sido O Executivo que agiu desta forma não exclui a marca da empresa. Qualquer profissional da Vivo, pra mim, representa quem a empresa é. Eu não falo com instituições nem marcas, falo com pessoas que fazem a marca e a instituição ser quem a empresa representa pra mim, ok? Ou seja, pra mim, não existe porta-voz institucional.
5- A razão da minha raiva não é de ter sido tratada pelo executivo da maneira em que fui tratada. Eu nunca fui arrogante o suficiente como jornalista pra achar que preciso de um tratamento diferenciado ou privilegiado. Isso não significa que eu não seja arrogante. Eu sou e muito, mas não por essas coisinhas.
6- A minha raiva brotou de forma exclusivamente PROFISSIONAL. Eu ainda sou alguém que faço as coisas por tesão e paixão. Sim eu gozo quando sinto cheiro de uma boa pauta e, eu fiquei neste estado quando ouvi o cara em cima do palco. Eu gostei da pauta, pensei no lide, defini a estrutura da reportagem e ainda analisei como poderia distribuir essa produção nas mídias existentes do veículo o qual eu presto serviço, enquanto ouvia o cara no palco. Minha revolta surgiu quando o cara desceu do palco e assumiu a postura relatada no post aí debaixo.
7- Eu não fui nenhuma “cega” nem “surda” nesses mais de 10 anos de profissão para nunca ter ouvido de um executivo: Eu posso ler a matéria antes? Ouço isso frequentemente, mas nenhum executivo virou as costas, enquanto eu o “educava”, explicando a razão de não deixá-lo ler a nota previamente. Eu explico que fui formada para apurar e escrever ( é o meu trabalho) e que o meu veículo não é corporativo, ou institucional, a ponto de ser aprovado pela própria fonte e ainda deixo claro que, se houver algum problema após a publicação, eu assumo meu erro de interpretação, caso o erro seja meu, ou se houver dúvida, eu ligo novamente pra fonte. Porém, este é meu trabalho: intermediar a informação. Ainda, dependendo do frila, eu respondo que eu não daria, mas que como presto serviço, eu vou passar a demanda para o veículo, ok? Afinal, nem sempre conheço a política da empresa.
8- O que me levou escrever aqui o ocorrido não é para brigar ou provocar algum auê. Minha intenção aqui – bastante arrogante, aliás – é compartilhar uma atitude comum dos executivos, que particularmente eu considero fruto do trabalho de comunicadores e que, neste caso, foi um pouco além do tradicional. Por isso, achei que era válido colocar a boca no trombone porque, neste momento, a área de comunicação COMO UM TODO  busca respostas para melhorias de como lidar com as mídias. Eu sou assim. Tenho essa mania doentia ainda e, para muitos, uma mania boba e que não vale a pena. Pra mim, essa sou eu. Sorry!
9-A minha mensagem - agora, clara, sem jeito caótico de ser - é: como um profissional que descreve um projeto que exigiu treinamento e capacitação para mudança de cultura dentro da empresa assume uma postura inversa quando sai do palco? Essa foi a questão que me levou à revolta. Hoje, a maioria das empresas investe em governança corporativa da mesma forma que investiu na automação do atendimento no passado. Todo discurso sobre governança, ou qualquer outro processo que automatiza funções dentro da empresa ressalta a questão da importância das pessoas e, consequentemente, da mudança cultural. Ninguém muda ninguém, mas as pessoas (  E O MUNDO) mudam quando observam a mudança no outro.
10- O fato que aconteceu com o executivo da Vivo poderia acontecer com o cliente de qualquer BOM ASSESSOR OU RP. É apenas uma falha comum, o que não representa que a área de atendimento da Vivo para jornalistas é um absurdo. As pessoas tem uma mania doente de sintetizar tudo em função do ritmo em que vivemos. Tudo é bom ou ruim. Eu acho isso ainda mais absurdo do que o fato que aconteceu comigo. Tenho pena de quem interpreta o mundo desta maneira porque deve sofrer demais quando enxerga o mundo com apenas duas saídas: a boa e a terrível. Calma! Olha pro lado. Tudo é muita coisa, caraca. Não é uma falha que define o todo. Eu aprendi a ler tudo sabendo que aquilo faz parte de uma versão. O desafio é identificar as diferentes versões. Tenho a sensação de que identificar as diferentes versões é impossível. Por isso, jornalismo e direito, enfim, a área de comunicação como um todo é tão complexa. E, juntos, podemos buscar soluções, blz? Mas nada será um dia perfeito. Pelo menos, eu não acredito na perfeição humana.

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O absurdo do atendimento da Vivo – Uma lição para Mídias Sociais?!

Março 11, 2009 · 7 Comentários

Eu não tenho o hábito de utilizar este blog para os aburdos do meu dia-a-dia como usuária de algum serviço público. A idéia do Mídia Social surgiu com objetivo de aprendizado, registro, enfim, de usar a ferramenta para o ”pensar alto” sobre o fenômeno de blogs, redes sociais e, principalmente, sobre os desafios pessoais que tenho como profissional de internet na área de jornalismo para entender o que está acontecendo agora na dinâmica da cadeia de comunicação. Explico tudo isso porque o título deste post parece mais uma lamentação do tradicional usuário do serviço de telecom no Brasil, cujo atendimento é péssimo. Realmente, eu vou relatar aqui uma lamentação, mas acho que tal desabafo pessoal tem tudo a ver com Mídia Social, jornalismo e RP Digital.

A primeira lição que este blog me deu resultou num pico de audiência, com mais de 1 mil páginas vistas, num post que virou alvo de crítica de dois blogueiros, cujas quantidades de acessos são relevantes. Naquela época, eu sabia que blog era uma ferramenta que permitia conversações e ainda liberdade de expressão. Também tinha experiência e consciência do poder de divulgação de um blog para seus respectivos públicos. Mas, a lição que eu aprendi aqui vai muito além de conceitos ou consciência: eu descobri na pele as tais mudanças culturais, que são questionadas há séculos por quem assume o papel de jornalista. Com a internet, não existe a pessoa com perfis segmentados de acordo com ambiente em que ela está naquele momento. Aqui, você é a Ceila Santos, consumidora, jornalista, blogueira, mãe, amiga, inimiga, enfim, todas as atribuições do seu vizinho ou anônimo em relação a “quem você é” estão em jogo. Esse é o preço da transparência.

Entenda: você, como profissional, pode e deve assumir diferentes posturas diante da ferramenta em que trabalha. É o seu papel como profissional saber lidar com as narrativas de acordo com as respectivas características do veículo de comunicação, seja um blog, uma revista, um site de notícias ou um site de participativo. Mas, o público…Ah! O PÚBLICO pode ser o mesmo e ele agora te conhece, meu caro, sabe a hora em que você vai dormir, quem é seu marido, a posição profissional que você ocupa e ainda seus conflitos pessoais expostos nas listas de emails, nas conversações entre os blogs e ainda no seu site participativo. Essa lição, talvez, tenha sido uma das melhores que tive em toda minha vida conectada. E, é por isso, que hoje utilizo o Mídia Social para desabafar o que acaba de acontecer comigo.

Eu sou cliente da Vivo e quando assumo o papel de jornalista -  escrevo há quase 9 anos sobre setor de telecomunicações na área de imprensa e sou reconhecida como especialista na área com dois Prêmios Imprensa Embratel de veículo especializado – continuo sendo cliente Vivo. Eu, como jornalista, posso “aceitar” os maiores absurdos entre os conflitos do discurso e da prática, mas como também sou blogueira posso me expressar sobre eles, entendeu??????? Essa lição, talvez, seja a mais importante para as empresas que ainda não entenderam o que significa o “fim” do controle do acesso à informação com chegada dos blogs.

Você, pessoa jurídica, executivo, que representa os valores da marca da sua empresa, pode até ter o poder de filtrar as informações quando segue  uma política de relacionamento com os veículos, determinada pela sua área de comunicação ou assessoria de imprensa. Você - pessoa jurídica, executivo, que representa os valores da marca da sua empresa - também ainda mantém o poder de filtrar as informações de acordo com as políticas editoriais de cada veículo. Mas… lembra do público? Então, ele é o mesmo. Eu sou jornalista, mas também sou consumidora e você precisa entender isso para  se relacionar melhor com seu público. Porque, agora, o jornalista pode ter blog e, consequentemente, liberdade de expressão.

Por isso, a política de comunicação da sua empresa precisa ser coerente, ser revista e seguir os príncipios de governança corporativa. Chegou a hora de rever os processos. Se seu trabalho como executivo é buscar melhorias nos sistemas de informação para atender melhor o público da sua empresa. A sua área de comunicação precisa lhe capacitar para se relacionar diante daquilo que sua empresa prega como discurso de marca.

A Vivo tem entre seus valores de marca as seguintes tags: simplicidade, entusiasmo, confiança, sustentabilidade, interação e qualidade. Essa foi a informação concedida pelo executivo, durante um evento realizado hoje, em São Paulo, com foco em sistemas de TI. Depois que o executivo detalhou todos desafios superados para implantar um sistema que, detalhe, busca  oferecer qualidade de serviços ao consumidor, cujo um dos objetivos era ter o mesmo serviço para os diferentes canais de atendimento, ele respondeu a mim que não podia esclarecer minhas dúvidas sem falar com assessoria de imprensa. Tudo bem. Isso  AINDA é uma prática natural do mercado.

Mas… eu insisti informando ao executivo que ia fazer uma notinha sobre o painel que, detalhe, eu e mais 30 executivos estavam presentes. Ou seja, a informação é pública. Então, ele me questionou: mas vou ler esta nota antes? Respondi que NÃO. Então, a pessoa jurídica – que representa a empresa a qual eu sou cliente – virou as costas e me deixou ali plantada, sem esclarecer minhas dúvidas de jornalista. A historinha que me interessa como jornalista é de como a Vivo implantou o tal sistema, que demandou revisão de processos e de CULTURA dentro de casa para atender melhor cliente.

Tem idéia de quanto a Vivo gastou com esse projeto, que acontece desde 2003????? Ela investiu muito em capacitação e treinamento, mas esqueceu de um detalhe pequeno: o PÚBLICO. Seu público não é o funcionário, o jornalista, a área de negócio, mas please, é também o consumidor. Ou melhor, é tudo isso junto. Não adianta pensar dentro de caixas, seguindo uma postura de acordo com as regras que lhe convém dentro daquela caixa. Agora, as caixas foram rasgadas. Do que adianta gastar milhões de dólares em definição de valores de MARCA se elas só são praticadas em pedaços. NÃO SE ESQUEÇA DA LIÇÃO DO MARKETING: AS MARCAS MAIS VALIOSAS SERÃO AQUELAS MAIS FALADAS PELA DISPERSÃO DA INFORMAÇÃO. Por isso, lembre-se sempre do seu público ( e de suas metas) na hora de se relacionar com outro.

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Ouvindo o feedback em Emergência

Fevereiro 28, 2009 · 4 Comentários

Eu também tenho a mania comum de ler mais de um livro por vez. Normalmente, meus marcadores estão espalhados em três livros folheados até o primeiro capítulo e sabe lá deus quando terminará. Emergência, de Steven Johnson, por exemplo, me acompanhou no natal, reveillon e só terminei o danado agora no Carnaval. Sim! Eu também preciso de feriados para conseguir terminar pelo menos um deles. Minha idéia quando leio livros especializados era registrar o processo de interpretação aqui no site. Um desabafo maluco, que talvez, só eu conseguiria ler depois. Mas, o Emergência exige um certo mergulho que, confesso, talvez eu ainda não tenha conseguido sair de lá (risos).

A idéia “soa simples“: há um padrão no caos da rede sem a necessidade de regras…E, “independente“, da ação isolada minha ou sua. Johnson mostra diversos exemplos de quando isso acontece ( formiga, células e cidade) e busca relacionar as razões desse fenômeno entre dinâmicas tão diferentes como as três citadas acima. 

Celso Candido, professor de filosofia da Unisinos, descreve neste link do seu blog Aula Aberta uma sinopse para quem tiver preguiça de ler o livro. Mas se você caiu aqui neste blog, independente da razão, eu lhe aconselho a ler o livro para entender coisas que fazem parte da minha e da sua vida digital.

Uma delas eu classifico como a “Tirania do Dono da Verdade” que acontece nos fóruns das listas de emails e a gente só reconhece de forma clara quando lê o capítulo “Ouvindo o Feedback“. Trata-se do comportamento do usuário nos diferentes fluxos de comunicação. Johnson ensina: ” a tirania do dono da verdade ressulta de uma escassez de feedback: um sistema em que os fluxos de informação são unidirecionais e o público é ao mesmo tempo presente e invisível

Ou seja, o fluxo é de mão única para os escondidos, que ouvem nossa conversa, mas não ouvimos nada deles. E a conclusão que Steven propõe é de que as discussões eletrônicas desse tipo torna-se menos interativa do  que uma palestra face a face, onde mesmo os mais silenciosos contribuem com seus gestos e expressões corporais.

O autor ainda nos ensina diversos caminhos do feedback nos diferentes fluxos de informação da web, que no meu caso acendeu a luzinha alerta sobre reler, reler e reler para sair do processo de identificar os casos relatados para colocar em prática as idéias para buscar soluções na gestão de sites sociais. Cito tudo isso porque tenho percebido um discurso muito extremista sobre o processo de montar um site de mídia social como algo extremamente simples ou extremamente complexo. Eu prefiro a ambivalência.

É simples o pensar como serão os processos depois que você já viveu a experiência de blogar, de trocar 10 emails numa lista com três pessoas, sendo que o grupo é de centenas de participantes e ainda conheceu a galera da colaboração na mesa do bar. Além disso, por mais que você “fuja” atrás de todos tutoriais de CMS, SEO, como blogar, como escrever texto de html, eles vão chegar até você.  A questão é se você terá capacidade para entendê-los?

A maioria entende rapidinho e segue o modelo mais famoso. Montou? Não é impressionante o que acontece? Ahhhhhhhhhh aquela leitora de Macapá que te ligou no sábado de manhã? Você recebeu um comentário do cara que você mais admira no mundo? Foi convidada para ir no hotel cinco estrelas e ainda viu aquele ator gostosão que te cumprimetou? E como a audiência cresce, né? Pois é, sentir esse feedback dá até medo, mas sorry, é natural.

O desafio é criar um modelo de negócio que se utiliza desse feedback a partir dos seus princípios e, não, daquele que vigora ao seu lado. Remar contra a maré é complexo, exige repetição, doiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii de verdade. É puro tentativa e erro. Não é fácil. Detalhe: por mais feedback que você tenha, seja do público especializado ou do público que é o seu público – aquele que você morre de tesão, ama de paixão, só você que tem capacidade de fazer o negócio acontecer… É sempre sua a decisão, independente que ela tenha sido construída em função de milhares de feedbacks de diferentes fluxos de informações, que envolveu uma rede de milhões de pessoas. Ok. Tudo isso é muito óbvio. Também achava, mas depois que li Emergência, essas coisas óbvias tornaram-se extremamente nebulosas. Fui!

Hum, peraí:  Quer dar uma passadinha no Criativo Punk pra conhecer a carinha do Johnson no You Tube? Tem certeza que não vai clicar nos links? Steve veio ao Brasil e o Juliano foi quem o buscou no aeroporto. Não vai querer nem saber o hotel em que ele se hospedou? Clica nos links, vai!

PS: se alguém parecer por aqui, tem uma pesquisa rolando no grupo RP digital, que vale a pena acessar: O que os jornalsitas acham da Mídia social, da Textual. Volto pra dar meus pitacos about a pesquisa e um monte de coisa sobre Emergência quando surgir uma madrugada livre, blz?!

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Empresas estão preparadas para INOVAR?

Agosto 1, 2008 · 5 Comentários

Confesso que sempre acreditei no discurso realizado em cima do palco corporativo, onde presidentes e gestores proclamam a inovação como irreversível. Já cheguei a ouvir estatísticas e estratégias que colocam o tema INOVAÇÃO como prioridade básica para ganhar competitividade. Mas parece que na hora em que profissionais de mídia, especializados em Relações Públicas, trazem o tema á tona, a prática é outra. Pelo menos, essa é minha percepção quando se trata de comunicação e relacionamento  NA WEB com consumidor final.

Alguém duvida de que não dá pra fazer inovação com pesquisa só dentro de casa? Ou de que a colaboração externa é indispensável? Duvido de que, entre os gestores de novos negócios, essas premissas não sejam verdadeiras. Mas, então, responda-me: porquê a prática ainda continua a mesma? OK. Eu entendo que o momento seja apenas de observação. Afinal, o mundo das mídias sociais continua nebuloso. É preciso ter muito cuidado para não perder o principal valor que está em jogo: as GRANDES MARCAS.

Mas experimentos são extremamente necessários para que a mudança aconteça. E não adianta exigir números e ROI de projetos que envolvem inovação. As estatísticas estão aí: projetos de inovação demoram muitooooooooooooo para dar retorno e 80% deles falham no meio ou no fim do caminho. Estima-se que projetos de inovação podem levar até SETE ANOS para trazer retorno aos cofres corporativos. 

Opa, peraí, mas o que inovação tem a ver com mídia social? Tudo. Se sua empresa é capaz de se comunicar da maneira correta com a cauda longa que se forma de maneira assustadora pela internet, imagine o quanto ela está preparada para oferecer o produto certo aos prosumers - termo cunhado por Alvin Toffler (conheça mais sobre o gringo no blog de Pedro Dória) para classificar os consumidores que também produzem conteúdos e, muitas vezes, ainda são os early-adopters da vida.

Entenda melhor o conceito neste artigo escrito por Diego Cox, do blog Reflexões Digitais: Existe um prosumer dentro de você?

Soa ingênuo, para você, acreditar que como INOVAÇÃO é a ordem do mundo corporativo, é natural que o conceito de mídia social também faça parte das salas de reuniões das organizações? OK. Sorry! Santa ingenuidade a minha! Eu acreditei que diante da proliferação de posts bem escritos sobre tais conceitos [são muitos, mas cito João Carlos Caribé que traz à tona também a Era da participação ( leia post do André Furtado, do Websinder) no post O novo geek e Maslow], a fresta das grandes portas abririam para quem está disposto a ousar, a fazer diferente…Ops, a INOVAR. E detalhe: com muita ética e cuidado. Mas, talvez, esteja enganada. Ou melhor, talvez, esteja apressada demais para o mundo onde tempo é dinheiro.

Por outro lado, continuo cada vez mais animada e crente de que tais premissas podem tornar-se realidade. Motivo? Tem muita gente boa trabalhando para que isso aconteça agora. Nunca vi tanta movimentação no mundo de RP – quem assina lista de vagas na área de jornalismo sabe do que estou falando: as assessorias estão reforçando cada vez mais a equipe DIGITAL. Por isso, apesar das empresas continuarem apenas OBSERVANDO ou investindo forte em publicidade e criação de sites próprios, parece que o momento está propício para bater na porta de quem entende de NOVOS NEGÓCIOS.

Leila Oliva, que tive prazer de conhecer recentemente, acaba de comentar aqui (veja comentário abaixo) e tem um discurso que vai de encontro com aquilo que acredito quando penso sobre MÍDIA SOCIAL: ética é crucial no processo de inovação e, muitas vezes, ela está bastante distante do necessário ROI que os sistemas de gestão e os donos do dinheiro estão acostumados a cobrarem de quem não inova. É bom lembrar que quem inova SABE o quanto ROI também é crucial, portanto, não segue o processo tradicional que estamos acostumados agora.

Porque pensar, estruturar e validar alguma coisa nova leva tempo. Quando a discussão é feita durante o processo, antes da validação, pode parecer que o processo é longo, infinito mesmo. Porém, sem esta discussão, poderemos não saber quais as consequências, impactos de uma nova idéia. E os problemas aparecem depois.
Você fala de ética neste artigo: pois é, acredito “prá caramba” que esta é uma das dimensões da validação de qualquer idéia nova. Só que eu acredito que a validação só se dá depois do debate dos dilemas éticos que cada nova idéia pode gerar. E isso leva tempo. Melhor fazer isto durante o processo de geração e gerenciamento de idéias do que depois que a idéia já foi implementada.
Comentário feito no post abaixo por Leila Oliva

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Credibilidade e lixo, o que fazer?

Julho 21, 2008 · 7 Comentários

Minha sensação é de volta ao passado. Explico: Márion me assustou muito, durante o Media On, quando deixou escapar que jornalistas deveriam ser jurados diante do “show de calouros” que acontece na internet. Hoje o lixo da internet ainda assusta quem comanda os projetos dos grandes grupos com foco em redes sociais. O desafio é o mesmo: o que fazer com lixo diante da credibilidade? 

Deixa ele existir no lugar certo. Lembra do contexto? Pois, então, se o internauta está dentro de um site de conteúdo atrelado à uma comunidade, ele reconhece a diversidade da rede que acontece a partir da produção de conteúdo. Não é preciso julgá-lo. Cada qual defenderá sua bandeira e é justamente isso a graça do conteúdo colaborativo. Somente a diversidade ( leia-se lixo, bom senso e qualidade) pode construir e formar conteúdos claros, objetivos e inteligentes.

Eita, peraí, e a minha responsabilidade institucional? Sem dúvida nenhuma, ela precisa ser revista. Quando não há mais autoria individual de um único conteúdo tudo é colocado em xeque-mate. Talvez seja papel dos gestores desses sites definir muito bem onde está e quem é que faz o quê dentro de um site para que a discussão de direitos autorais evolua também e a responsabilidade passe a ser cada vez mais coletiva. Afinal como uma ação coletiva pode ter responsabilidade solitária?

Mas, calma!, os conteúdos não ficam prontos como uma notícia ou uma reportagem. Conteúdo colaborativo é feito no decorrer do TEMPO, e detalhe, torna-se claro, objetivo e inteligente de acordo com a pessoa que o lê. Por isso, a importância da arquitetura de informação para deixar o lixo no lugar certo. Mas será que é papel do jornalista determinar o que é relevante para minha comunidade?

Nem sempre. Mas, com certeza, ás vezes, SIM! É preciso também organizar seu site para permitir que a rede determine o relevante de agora. Sim, desta vez, não há apenas um olhar, uma informação, uma matéria acabada. Isso é coisa de jornalismo. Em sites de conteúdo atrelado à comunidades, não há quem dita as regras. E, o melhor de tudo: não há modelo certo pra manchete bombástica! Afinal, a rede é mutante. Amanhã a manchete que deu certo ontem, não funciona. E o que funciona, então?

Respeito pelo que o outro considera relevante agora. Como descobrir isso? Leia os blogs dos seus produtores de conteúdo, adormeça em cima do Google Analytics e, principalmente, faça parte do seu público. É, por isso, que acredito que seja fundamental para sites de conteúdo colaborativos que o gestor da informação viva aquilo que faça parte da rotina do seu público. Sim, deve ser requisito ter a mesma idade, mesmo perfil e a mesma vivência do seu público. Não há ninguem que entenda melhor um adolescente que outro adolescente. Assim como só mesmo uma mãe para entender a dor e alegria de outra mãe. E por vai…

Diversidade na gestão de sites desse tipo é crucial para sucesso. Pelo menos, essa é minha opinião. Aliás, esse o grande barato de fazer site de conteúdo para comunidades de nicho. Acabou-se o perfil do chefe. Ninguém manda. Todos ensinam e aprendem. Cada gestor precisa ficar de olho na rede de interlocutores que ele representa, seja ela o próprio público, os editores do papel, a blogosfera de nicho, os arquitetos de informação, os doentes pela otimização do site, as listas, os fóruns, os donos do negócio, ufa!, quanta gente! É verdade! Por isso, uma equipe diversificada que tenha a MESMA FUNÇÃO, o mesmo salário, a mesma competência, talvez, comece a fazer sentido na hora de produzir tanta coisa diferente que exigem os sites de mídias sociais, ou redes sociais, ou agregadores de blogs, ou…Afinal, o que somos, quem somos e pra quê somos?

Estou perdida diante de tantos experimentos com alguma coisa em comum. Preciso saber onde me encaixo. Odeio não saber definir Quem já no rodapé do meu post. Se um velho editor estivesse aqui e começasse a cortar pelo pé, muitos não perceberiam a salada mista que se tornou falar jornalismo colaborativo, mídia social, rede social, rede de blogs, comunidade e por aí vai. Quem é quem neste mundo de experimentos? O que se faz igual e onde somos completamente diferentes? Qual postura que devo ter diante daquilo que faço agora? Credibilidade deve ficar onde dentro do meu site social? Afinal, onde é preciso o mesmo rigor da ética do jornalismo?

Tenho uma infinidade de perguntas agora na minha mente. Mas a principal delas, talvez, seja descobrir exatamente o quê e onde. Eu não tenho dúvida de que credibilidade e ética ( o quê) são necessários, mas onde ela deve ser levada a ferro e fogo como geralmente nós, jornalistas, estamos acostumados é algo que precisa ser revisto. Afinal, ética se aprende casa. E pessoas têm olhares sobre ética completamente diferentes por mais que ela seja uma só.

PS: esse é um dos fragmentos que resultou da minha participação no NewsCamp, organizado por mim e pelo Edu Vasques, neste sábado (19/07), no Espaço Gafanhoto. Você pode continuar essa desconferência aqui na caixinha de comentários. Seja bem vindo!

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Ser ou não ser, eis a mídia social!

Julho 19, 2008 · 3 Comentários

Quer entender o porquê é tão nebuloso e confuso fazer um plano de negócios pra um projeto de mídia social? Defina o que é seu projeto em poucas palavras. Então, vamos lá: eu quero fazer um site de conteúdo produzido a partir da participação do internauta. Ah! então você quer fazer um site no estilo do Digg? Não. O Digg não é um agregador de notícias? Acho que sim. Então pode até ter um agregador de blogs no meu site, mas quero que o internauta produza conteúdo de acordo com seus interesses.

Ué então quer um site de jornalismo colaborativo igual o OhMyNews? BrasilWiki? Não meu foco não é jornalismo, talvez seja a construção de narrativas por diferentes pessoas. É um site de nicho feito por pessoas comuns. Hummm, seria então no estilo Overmundo? Também não porque não quero um site cujo layout privilegie a produção: publicar colaboração, filas de edição, filas de votação. 

Qual é o nicho do site? Puericultura, família, cultura infantil o nome do site vai ser igual do meu blog Desabafo de Mãe. Eu vou escrever no site assim como monte de mãe pode escrever, entendeu? Ué, mas isso é blog. Não porque a idéia é juntar mães, pais, professores, produtores culturais, toda cadeia de relacionamento para formação do ser humano, entende!?

A partir dessa comunidade, a mãe pode ter coragem além de desabafar como faz no Orkut e conversar como faz nos blogs falar sobre livro, teatro, música, enfim, é uma forma de democratizar a informação da cultura infantil e de outros assuntos que não são tratados na mídia convencional. Você já viu a pauta deste segmento? O foco é só em saúde e comportamento. Ah! então quer montar uma comunidade igual o BabyCenter só que com foco em cultura infantil? 

Também não. Até precisa ter os elementos de comunidade como perfil dos membros do site, mas Babycenter é fruto de uma agência de notícias da área de saúde, agrega um monte de revistas, o foco deles é a comunidade de leitores. É diferente! Isso toda revista ou jornal vai ter que fazer na web, querendo ou não. O foco deles não é oferecer o conteúdo do internauta, mas conteúdo deles. Essa é a diferença principal entre a comunidade de leitores e o meu site.

O Desabafo seria o canal de informação da rede de mães, de pais, de professores, de psicológos. Ah! acho que estou entendendo. Parece legal, mas isso já não acontece a partir da leitura e relacionamento entre os blogs de nicho?

De forma caótica, né. Imagina isso organizado num lugar onde há uma equipe de jornalistas que tem papel de orientar e estimular este conteúdo? E o que esses jornalistas fariam? Produziriam conteúdo, ué. Uai, mas então volta a ser igual Baby Center. Nãooooooooo. De jeito nenhum. Você não está entendendo nada. Então, me explica.

O Desabafo não vai fazer uma reportagem da maneira convencional. Isso jornalista faz super bem e vai continuar fazendo sempre muito bem e cada vez melhor com a gestão da comunidade dos leitores. Não é à toa que a gente tem as velhas regrinhas de lide, apuração, imparcialidade, lembra? Nosso propósito é outro. Você passa apenas a costurar aquilo que o próprio internauta já produziu seja no blog dele, na minha rede, no Orkut, entende? A gente até precisa recomendar essas comunidades como BabyCenter e a Crescer porque eles são os veículos de comunicação do segmento que tem o papel principal de informar. O modelo deles é produzir conteúdo e eles também vão precisar serem gestores de redes sociais. O nosso é inverso precisamos ser gestores de redes sociais para produção de conteúdo acontecer, entendeu? HUMMMMMM…

Nosso papel é permitir que a comunidade inteira se expresse e descubra as suas próprias informações. É um espaço de formação de leitores, produtores que se relacionam entre si. Vamos permitir que eles se conheçam através do nosso site. Ichiiiiiiiiiiiii, negócio confuso, Ceila. Mas eu gostei, vamos montar esse troço! Sério que você topa montar isso, Su. Eu topo, mas você tem idéia de como montar isso? Não, mas isso a gente descobre na internet. Então, vamos pesquisar!

PS: esse post não retrata fielmente o papo que eu tive com minha sócia Sueli Sueishi quando pensei em montar o Desabafo de Mãe. Mas, talvez, seja esse o papo que um empreendedor possa ter com seu amigo na hora de montar seu projeto de mídia social. A diferença é que no ano de 2006 a gente não conhecia nem sabia tudo isso e começamos com planilhas, orçamento, editais, os quais nos levaram a enxergar que precisaríamos esperar até 2010 pra ganhar dinheiro com site Desabafo de Mãe. E você acredita que um site de conteúdo com foco em mídia social e de nicho pode ser viável no Brasil?

Antes de fazer seu comentário aqui com a resposta, leia o post da Raquel Recuero: Social Media Overload! Eu copio a seguinte frase que considero mais importante:

Minha maior preocupação é que esse social media overload vai acabar com ferramentas que todos usamos hoje, matar blogs que eu realmente gosto e mesmo dificultar o uso de outras ferramentas. E tudo porque, basicamente, os usuários de mídia social estão ali para um propósito básico: comunicar-se e ampliar sua rede social e não para fazer ou receber propaganda. Qualquer ruído nesse processo pode levar ao abandono da ferramenta e à dispersão da atenção, com um conseqüente decréscimo do uso.

Meus dois centavos a respeito disso tudo: Mídia social precisa ser usada com inteligência e responsabilidade para marketing.

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Internet é só para os Grandes e Principais?

Junho 12, 2008 · 2 Comentários

O que o Google mudará no modelo atual das agências de publicidade? Elas continuarão fazendo sites para realizar campanhas de relacionamento e investindo nos principais portais para a divulgação de produtos?

Nada melhor que um discurso comum entre os vencedores do TOP of Mind da Internet (detalhe: promovido pelo UOL) pra deixar claro que a insuportável concentração continuará pra sempre mesmo num segmento que se transforma:
Itau: “Utilizamos estrategicamente os grandes portais para gerar visibilidade…
LG : “Estivemos presentes nos principais canais e portais da internet durante todo o ano de 2007 com grandes e importantes campanhas”

Mas, então, não há saída para canais de nicho? Gente grande se relaciona com gente grande assim como você se relaciona com seus leitores, certo? Enquanto gente grande ganha dinheiro grande, você sobrevive porque o Google existe junto com os grandes que seguem o modelo Google em formato de afiliados. Não é á toa que Michel Lent diz Boicote ao Google no PodCrer como alternativa para surgir os canais de nicho das mídias sociais. Ouça e opine: afinal a única alternativa para ser inserido no mercado publicitário é um boicote ao Ad Sense?

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O que é Mídia Social para você?

Março 21, 2008 · 2 Comentários

“Não posso decifrar você porque não sei como você me decifra”
Fragmentos de um Discurso Amoroso, de Roland Barthes

Resolvi buscar em Barthes justificativas para o desafio de definir Mídia Social. Pirou? Quase!

Sigo a premissa da “paixão” necessária para blogar. Sim ela já se tornou senso comum na blogosfera. Ninguém discute que PRA BLOGAR é preciso ter algo que te mova como a curiosidade ou a “paixão” por carros, por filhos, por dinheiro, por você, pela profissão, por vender seu produto, por cidadania…E por aí vai!

Outra razão pela qual busquei Barthes foram as respostas que obtive de amigos diante de um questionário com cinco perguntinhas, as quais apontam uma determinada convergência sobre O que é Mídia Social?, porém com narrativas completamente diferentes:

Mídias sociais são instrumentos de comunicação entre as marcas e os seus consumidores. Uma conversa sem intermediários“, Manoel Fernandes, da Bites.

São as mídias onde o conteúdo é gerado pelo usuário e o foco é o relacionamento“, Edney Souza, do Interney.

Então, não tive dúvida em reler o capítulo O irreconhecível, do Fragmentos do Discurso Amoroso e acabei encontrando uma frase que talvez possa retratar muito bem essa “diversidade” de opiniões: “ao invés de definir o outro ( o que é que ele é?) me volto pra mim mesmo: O que é que eu quero, eu quero te conhecer?”, Barthes.

Tal frase me lembrou também a idéia de Juliano Spyer de que blogar é um aprendizado.  “Blogar é pensar alto”, essa foi a conclusão que tive após ouvir a palestra de Spyer, no Campus Party. A questão é: mídia social não é apenas blog, ou é?

Simples, vá na wikipedia. Hummmm! Só temos Social Media. E da minha leitura sobrou a seguinte tradução:
1- pluralidade de ferramentas (tecnologia) e práticas online, que resultam em textos, imagens, áudio e vídeo. 
2-Feita por pessoas que compartilham opiniões, idéias, experiências e perspectivas  

Minha conclusão é que Mídia Social é muito mais que blog, porém também é blog. Antes de fazer seu comentário, gostaria que lesse um pedaço da resposta do Rene de Paula, do Radinho e Uau nosso de cada dia:
O potencial social da internet está mudando a nossa maneira de sermos humanos. Quanto a se apropriar desse potencial social como se fosse uma mídia a mais para alavancar estratégias de marketing, isso é um esforço de outra natureza com resultados muito variados e imprevisíveis. E enquanto os marketeiros tentam de alguma maneira colocar rédeas e sela nesse cavalo indomado que é a internet, as pessoas vão dando vida e vitalidade às ferramentas sociais. Em suma: eu vibro com a potência social. Quanto a me apropriar do buzzword mídia social… isso não me anima muito. Acho uma combinação estranha de conceitos que não faz jus ao que já existia e ao que hoje existe”.

PS: a idéia aqui é sempre uma conversa. por isso, conto com seu comentário para definirmos Mídia Social juntos. Este questionário foi enviado a 15 pessoas neste mês e espero colocar aqui fragmentos dessa conversa via email. Participe! 

 

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Como fazer um site de mídia social?

Fevereiro 27, 2008 · 9 Comentários

Simples: Não faça um site! Monte seu blog, conheça seus leitores e aprenda a conversar. Parece fácil, mas até para conversar existe um aprendizado. Não basta saber falar ou ouvir, é preciso se relacionar…E esse verbinho tão falado atualmente exige uma atitude bastante diferente daquela que o ser humano está acostumado, principalmente, aquele que tem hábitos profundamente enraizados no mundo das instituições.

Ninguém fala sozinho. Nem mesmo aquele blog escrito e jamais lido por nenhum leitor da face da internet. Pode ter certeza que quando se bloga, no mínimo, você começa a conversar consigo mesmo. Mas o ideal é que você vá além…E seja um canal de comunicação onde há emissores e receptores (detalhe para o plural dessa conversa

Também é bom que você procure, selecione e determine seus interlocutores de conversações. É exatamente isso que este espaço (neste momento) começou a fazer Agora. Monte sua cadeia de relacionamento!

Porquê
Já percebeu o quanto o slogan “Fazer parte” está impregnado na rede? E, detalhe, para participar basta conversar com seu Blogrool e acessar as ferramentas gratuitas. Mas será que estamos dispostos a ter tais iniciativas? Assimilar técnicas novas, descobrir suas próprias linguagens e ainda aprender com o outro. E tempo para essa maratona? Quando exatamente aquele bate-papo com Outro resultou em aprendizado para você?

Thomas Friedman, jornalista e escritor norte-americano, retrata muito bem esse desafio quando cita Micah Sifry no seu livro O Mundo é Plano – considerado bíblia para alguns CIOs de empresas globais: “estamos desacostumados a ser participantes ativos no processo que embora os instrumentos estejam ali, muitas pessoas não o usam…”

Já fiz a Lição de Casa
Quem sabe se relacionar ainda enfrentará muitos desafios para consolidar um “site” de mídia social. Percebo que tempo de relacionamento é crucial para analisar o potencial dos seus vínculos. Será mesmo que seus interlocutores ( ou seria, colaboradores?) estão dispostos a produzir conteúdo para que haja troca de conhecimento e oferta de informação. Detalhe: de graça?

Comissão da receita oriunda do AdSense, Buscapé e Mercado Livre tem sido a alternativa para essa conta fechar em algumas iniciativas bem sucedidas. Há, entretanto, valores sociais que não têm preço como o livro e o prestígio doado á alguns membros da equipe de um site de sucesso, que começou como uma newsletter há oito anos. Dizem que no futuro serão os micro-pagamentos.

Há uma estratégia comum entre quem já deu certo: dê a mão para um grande portal ( Terra, IG ou UOL?). São eles quem lhe darão a visibilidade além da sua comunidade. E conforme seu poder de barganha ainda podem lhe dar money ou abrir portas para velho modelo de patrocínio.

Na hora de dividir a receita
Há um erro comum de querer compartilhar aquilo que não se tem hoje. É bom lembrar que até mesmo quem teve patrocínio da Petrobrás, errou na hora de mensurar a dose certa da mão-de-obra. O critério desse site foi seguir um raciocínio comum para mídias sociais segmentadas: a dimensão geográfica. Resultado: cria-se uma despesa mensal de 26 colaboradores. 

Iniciativas baseadas em mídia social plural ( com diferentes temáticas) tem um número cabalístico de atingir 50 colaboradores. É bom lembrar que, coincidência ou não, no ranking do Blogblogs , o mínimo para ser destacado entre os 500 Melhores é de 50 links. Geralmente, esse modelo é construído a partir de colaboradores, que já estão conectados e dispostos a se agrupar para ganhar força no mar de informações. Ou seja, eles já passaram da era da monetização!

O próximo passo
Chegou a hora de conhecer o mundo das cópias, falar a língua da Torre de Babel, questionar sua comunidade sobre o que ela deseja e, se tiver uma graninha, descobrir o perfil dela ( há um discurso do passado na publicidade que exige Perfil de Audiência). Você está dentro da etapa da arquitetura, layout e usabilidade de um site que ainda não é compreendido por muita gente, inclusive seus pais. Há diversos modelos de comunidades internacionais, que têm em comum, no mínimo, esses elementos: fórum, cadastro, descrição do que é Web 2.0 para seu público, espaço para blogs, comentários, enquete, e chegou a era multimídia: aúdio, vídeo…Bem, depois disso tudo, acho melhor parar por aqui.

Seja bem-vindo à Mídia Social! E será um prazer aprender contigo, basta usar a caixinha de comentários.

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