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Não se alienem de sua criatividade!!!!

Outubro 16, 2009 · Deixe um comentário

O título é copiado daqui. Eu já tinha ouvido falar do Dimantas e do Felipe Fonseca, mas só agora começo a ter dimensão de quem são esses caras. Deu vontade de gritar, chorar e rir ao mesmo tempo enquanto lia o post da Gambiarra. Minha vontade foi além de remixar, blogar e distribuir…Quero vestir a camisa e sair aí pelos cantos com indicador fixo para mensagem. A Gambiarra é válida para as mães, mulheres, blogueiras e toda Sociedade da Informação. Eu não tenho idéia do todo que representa esse post, mas sinto ele na pele. Vivi muito disso, ainda engatinho para deixar a submissão de transformar tudo em produto de lado, mas já começo a respirar outros ares.

É uma questão de processos. Confesso que eu continuava processando tudo sem virar a cabeça. Agora tô começando a plantar bananeira. Ando só caindo, é verdade, mas recomeçar é muito bom. Cada tentativa realmente torna o problema menor. E como já foi exagerado meu jeito de ver as coisas. Tudo tão dolorido e tão abundante. Tão ingênuo e tão vítima. Mas extremamente necessário. Eu agradeço por cada caída, cada buraco, ruptura e pelas pessoas más que passaram pelo meu caminho. Valeu a pena!

Ler Dimantas e Fonseca me faz acreditar que é necessário fazer diferente. Não se trata de negar o óbvio. É preciso seguir em frente, buscar as pessoas certas, formar as infinitas redes, construir e reconstruir a si mesmo. Não é fácil. Tenho a sensação de que o gênero potencializa meu jeito de olhar as coisas, mas chega de ser boazinha. É hora de fazer gambiarra. Se estiver disposto, o convite tá feito!

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Credibilidade e lixo, o que fazer?

Julho 21, 2008 · 7 Comentários

Minha sensação é de volta ao passado. Explico: Márion me assustou muito, durante o Media On, quando deixou escapar que jornalistas deveriam ser jurados diante do “show de calouros” que acontece na internet. Hoje o lixo da internet ainda assusta quem comanda os projetos dos grandes grupos com foco em redes sociais. O desafio é o mesmo: o que fazer com lixo diante da credibilidade? 

Deixa ele existir no lugar certo. Lembra do contexto? Pois, então, se o internauta está dentro de um site de conteúdo atrelado à uma comunidade, ele reconhece a diversidade da rede que acontece a partir da produção de conteúdo. Não é preciso julgá-lo. Cada qual defenderá sua bandeira e é justamente isso a graça do conteúdo colaborativo. Somente a diversidade ( leia-se lixo, bom senso e qualidade) pode construir e formar conteúdos claros, objetivos e inteligentes.

Eita, peraí, e a minha responsabilidade institucional? Sem dúvida nenhuma, ela precisa ser revista. Quando não há mais autoria individual de um único conteúdo tudo é colocado em xeque-mate. Talvez seja papel dos gestores desses sites definir muito bem onde está e quem é que faz o quê dentro de um site para que a discussão de direitos autorais evolua também e a responsabilidade passe a ser cada vez mais coletiva. Afinal como uma ação coletiva pode ter responsabilidade solitária?

Mas, calma!, os conteúdos não ficam prontos como uma notícia ou uma reportagem. Conteúdo colaborativo é feito no decorrer do TEMPO, e detalhe, torna-se claro, objetivo e inteligente de acordo com a pessoa que o lê. Por isso, a importância da arquitetura de informação para deixar o lixo no lugar certo. Mas será que é papel do jornalista determinar o que é relevante para minha comunidade?

Nem sempre. Mas, com certeza, ás vezes, SIM! É preciso também organizar seu site para permitir que a rede determine o relevante de agora. Sim, desta vez, não há apenas um olhar, uma informação, uma matéria acabada. Isso é coisa de jornalismo. Em sites de conteúdo atrelado à comunidades, não há quem dita as regras. E, o melhor de tudo: não há modelo certo pra manchete bombástica! Afinal, a rede é mutante. Amanhã a manchete que deu certo ontem, não funciona. E o que funciona, então?

Respeito pelo que o outro considera relevante agora. Como descobrir isso? Leia os blogs dos seus produtores de conteúdo, adormeça em cima do Google Analytics e, principalmente, faça parte do seu público. É, por isso, que acredito que seja fundamental para sites de conteúdo colaborativos que o gestor da informação viva aquilo que faça parte da rotina do seu público. Sim, deve ser requisito ter a mesma idade, mesmo perfil e a mesma vivência do seu público. Não há ninguem que entenda melhor um adolescente que outro adolescente. Assim como só mesmo uma mãe para entender a dor e alegria de outra mãe. E por vai…

Diversidade na gestão de sites desse tipo é crucial para sucesso. Pelo menos, essa é minha opinião. Aliás, esse o grande barato de fazer site de conteúdo para comunidades de nicho. Acabou-se o perfil do chefe. Ninguém manda. Todos ensinam e aprendem. Cada gestor precisa ficar de olho na rede de interlocutores que ele representa, seja ela o próprio público, os editores do papel, a blogosfera de nicho, os arquitetos de informação, os doentes pela otimização do site, as listas, os fóruns, os donos do negócio, ufa!, quanta gente! É verdade! Por isso, uma equipe diversificada que tenha a MESMA FUNÇÃO, o mesmo salário, a mesma competência, talvez, comece a fazer sentido na hora de produzir tanta coisa diferente que exigem os sites de mídias sociais, ou redes sociais, ou agregadores de blogs, ou…Afinal, o que somos, quem somos e pra quê somos?

Estou perdida diante de tantos experimentos com alguma coisa em comum. Preciso saber onde me encaixo. Odeio não saber definir Quem já no rodapé do meu post. Se um velho editor estivesse aqui e começasse a cortar pelo pé, muitos não perceberiam a salada mista que se tornou falar jornalismo colaborativo, mídia social, rede social, rede de blogs, comunidade e por aí vai. Quem é quem neste mundo de experimentos? O que se faz igual e onde somos completamente diferentes? Qual postura que devo ter diante daquilo que faço agora? Credibilidade deve ficar onde dentro do meu site social? Afinal, onde é preciso o mesmo rigor da ética do jornalismo?

Tenho uma infinidade de perguntas agora na minha mente. Mas a principal delas, talvez, seja descobrir exatamente o quê e onde. Eu não tenho dúvida de que credibilidade e ética ( o quê) são necessários, mas onde ela deve ser levada a ferro e fogo como geralmente nós, jornalistas, estamos acostumados é algo que precisa ser revisto. Afinal, ética se aprende casa. E pessoas têm olhares sobre ética completamente diferentes por mais que ela seja uma só.

PS: esse é um dos fragmentos que resultou da minha participação no NewsCamp, organizado por mim e pelo Edu Vasques, neste sábado (19/07), no Espaço Gafanhoto. Você pode continuar essa desconferência aqui na caixinha de comentários. Seja bem vindo!

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